Eu Amo meus Inimigos
Muitas vezes eu perdi a Fé. Muitas vezes eu quis desistir. Muitas vezes julguei à Deus por não me responder. Mas, como eu sempre digo, acho que devemos ter paciência. Coisa que muitas vezes eu não tive, apesar de acreditar nisso. Bom, como eu também costumo dizer, a perfeição não existe. Eu também cometo erros. Não sou perfeita. Bom, eu não tive escolha a não ser ter paciência. E foi com paciência que eu consegui o que quis. E hoje agradeço à Deus pelo presente que me deu.
Dias tornaram-se semanas, semanas tornaram-se meses, e então em um dia nada especial, eu fui até minha máquina de escrever, me sentei e escrevi nossa história. Uma história sobre uma época, uma história sobre um lugar, uma história sobre as pessoas. Mas acima de todas as coisas uma história sobre amor. Um amor que viverá para sempre.
Quando nós nos casarmos, eu hei de usar uma coroa de girassóis, e você levará no paletó uma pequena rosa.
Eu não sou uma princesa
Isso não é um conto de fadas
Eu não sou aquela que você tenta impressionar
Que é conduzida por você na escadaria
Aqui não é Hollywood
Aqui é uma cidade pequena
Eu era uma sonhadora antes
de você chegar e me por para baixo
Agora ja é muito tarde
Para você e seu cavalo branco
chegarem
Talvez eu fosse ingênua
Tenha me perdido nos seus olhos
Nunca realmente tive chance
O meu erro é que eu não sabia estar apaixonada
E então eu te conheci... Tua magia e teu encanto viraram parte da minha vida. Agora minha essência tem você.
Mas aí, no meio do choro eu pensei: "Caramba, o que eu tô fazendo aqui? Tem um mundo lindo lá fora, prontinho pra ser aproveitado, há pessoas que ainda não provaram do meu melhor, ainda há uma vida inteira pra ser escrita." Caramba, oque eu tô fazendo aqui?
Chegue bem perto e me diz o quanto eu te faço bem, e que não importa as circunstâncias, as dificuldades, o melhor lugar pra você sempre será aqui, ao meu lado, na minha (ou melhor), na nossa bagunça. Então vem e diz que eu sou tudo pra você, por que sem ti, meu bem, eu não sou nada.
"...e prá hoje...
Meu coração me diz, que prá ser feliz...eu só preciso amar...
À Deus...à mim mesma...ao próximo...porque amando, a vida fica mais leve...a alma fica em paz...o sorriso brota fácil... E o dia segue assim...lindo!"
Eu também senti muitas saudades suas. Eu continuava tentando negar para mim mesma o quanto sentia a sua falta, o quanto você havia se tornado parte da minha vida e o quão importante você era para mim. E depois, quando eu percebi, isso me aterrorizou.
Eu detestava pessoas tolas, que davam respostas superficiais, mas no fundo era uma pessoa saturada de tolices. Tinha muito que aprender para dar risada de mim mesmo. Tinha muito que aprender sobre a arte de desanuviar a cabeça, uma arte desconhecida no templo acadêmico.
A universidade que eu ajudei a promover formava alunos que não sabiam olhar para si mesmos, detectar sua estupidez, se soltar, chorar, amar, correr riscos, sair do cárcere da rotina e muito menos sonhar. Eu era o mais temido dos professores, uma máquina de criticar. Entulhava meus alunos de crítica e mais crítica social, mas jamais ensinara algum deles a curtir a vida. Claro! Ninguém pode dar o que não tem. A minha vida era uma droga.
Tinha orgulho da minha ética e honestidade, mas começava a descobrir que era antiético e desonesto comigo mesmo. Felizmente estava começando a aprender a expelir os ”demônios” que engessavam a minha mente e me transformavam num sujeito quase insuportável.
(Livro Vendedor de sonhos)
Um Eu imaturo se enraivece diante das críticas, um Eu inteligente as agradece e, se possível, as utiliza para crescer.
Não quero que sejam andarilhos como eu.mas sonho que sejam andarilhos nas vielas de seu próprio ser.Percorram territórios que poucos intelectuais se arriscaram a explorar.Não sigam mapas nem bússola.Procurem-se,percam-se.façam de cada dia um novo capítulo,de cada curva uma nova história. (O vendedor de sonhos e a revolução dos anônimos)
Em toda escolha há perdas. Eu escolhi e perdi muito. A capacidade de escolha que mantém consciente é a mesma que, às vezes, fere minha própria consciência.
