Eu Amo meus Inimigos
TEAR
Enquanto eu faço um poema eu te descrevo
Como se não te conhecesse
E meus olhos prego em ti.
Tudo eu lamento na minha poesia
E tudo sai na alegria de tua boca rindo.
Queres uma prova de amor?
Eu ando sobre as brasas.
A caneta dança uma interminável valsa,
E de nós quem rodopia,
Quem tem a autonomia nos pés
És tu. tutora de tudo o que aprendi.
Enquanto sonho tu acordas
Para fazer de mim teu mimo
Teu cãozinho novo, tua maquiagem.
E eu aprendi o que me ensinastes,
Nunca olvidar aprendi também.
Graças a ti, poesia feita agora,
Minhas verdades de outrora
A vida contigo, pode dizer-se eterna.
Sem ti é tudo um desmantelo.
Enquanto eu teço o verso
Tu urdes em minha cabeça
Um templo de bombardeios,
Das tantas guerras,
Que comemoramos o seu final.
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naeno*com reservas
Eu aqui, distante e
Meus olhos brilham e sorriem
Será porque?
Minhas palavras ganham asas e encantam
Minhas firmes mãos até balançam...
Meu mundo girou e encontrou vc!
Não entendo!
Não é nada dessas coisas para mim:
Não é razão do meu viver
Não é amor nem bem-querer
(O não ás vezes vira ainda...
A negação depois se afirma.
E como fica?
Ainda a razão do meu viver
E sim pro amor e bem-querer)
Confuso?
Não pra mim!
Às vezes eu sou assim:
Rio e choro
Pensando nas histórias e suas continuações
Pensando em tantos caminhos e opções
Mas vou prosseguir...
Vou andando pelas ruas
E desejo, e rogo, e penso
Em nós,
E no sonho que comungas:
Ser só eu, você,
Nós dois,
E nossas bocas juntas!"
(A um príncipe das Arábias... Ao Faddul do Alêddin... A um anjo salvador de vidas... Salva-me!)
Eu gosto de defeitos. Até porque todo mundo tem. E de todos os meus defeitos, não tem nenhum que eu não aprendi a aceitar.
Como eu queria, poder ter em meus olhos um radar, para descobrir quem me ama de verdade e em qual intensidade encontra-se esse amor...
MEU OLHAR
Estranham o meu jeito de olhar
Que jeito eu posso dar,
Nos meus olhos e no meu rio.
Acham que quero morrer,
Porque solto meus olhos nas águas
E só os tiro no escurecer.
E que jeito podem dar
Pra darem ao rio uma feiúra
Que eu não suporte vê-lo.
Dizem que sou narciso
Erraram todos os adivinhos,
A beleza que miro
É da água, longe a minha passou.
O rio e eu nos conhecemos
Ele um pingo de uma fresta
Somos irmãos siameses,
Gerados no mesmo útero da natureza.
Quem vê a mim ver o rio
O mesmo ente escorregadio.
Às vezes água, às vezes peixe,
Barca encalhada,
Bandeira do Brasil,
Às vezes ponte,
E sempre amor, perplexidade,
Focos de muita saudade.
Não importa oque eu faço, porque nos meus atos eu posso fingir, mais sim o meu pensamento, porque deles eu nunca vou conseguir escapar.
VOU SURFAR NOS MEUS VERSOS
A cada frase que eu digito
A cada cena de um beijo
A cada passo pelo shopping
A cada onda que eu vejo
Eu te quero, eu te desejo
Um torpedo enviado
Um recado recebido
Um amor iniciado
Quero ficar para sempre contigo
Tocar em suas mãos às escondidas
Abraçar-te para disfarçar
Te amar e reconhecer
Te querer por mais longe que seja o lugar
Eu te quero mais que tudo
Longe ou perto
Vou surfando nos meus versos
Falando-te coisas de amor
A cada frase que eu escrevo
A cada verso que eu te envio
Isso só prova o meu desejo
Eu te quero mais que tudo
Além de um abraço e de um beijo
Sou ameaçada todos os dias, pelo meus próprios desejos. Por isso eu insisto: "Senhor, livrai-me de mim mesma!
Que infinita saudade
dos meus sonhos.
Quizera eu ser como as núvens...
Livres
na imensidão azul do céu
nesta linda noite clara
salpicada de estrelas.
Quizera eu ser núvens
que se esvaem e desaparecem
reaparecendo mais adiante
com novas formas...
Ou seria a mesma forma?
Que solidão...
Quizera eu sair e me divertir.
Quizera eu viver uma liberdade
que nunca tive
não tenho e
nunca terei.
Que infinita saudade de mim...
Que solidão sem fim...
Eu já tinha esquecido, mas hoje você fez o favor de aparecer em meus sonhos. Agora parece que foi ontem que você foi embora sem dizer adeus.
Acho que um dia eu irei descobrir que me perdi entre meus devaneios e ilusões e mesmo assim fui capaz de levar a vida como se eterna fosse.
E é justamente sobre você que eu quero falar pros meus filhos, netos, bisnetos… até na geração que a vida me permitir.
