Eu Amo meus Inimigos

Cerca de 287552 frases e pensamentos: Eu Amo meus Inimigos

A sombra do meu pecado me trai — um vulto que conhece meus passos antes de eu os dar.
Atrai-me para o submundo onde a escuridão tem voz e os nomes se desfazem,
um convite sem luz, uma promessa que cheira a ferro e a lama.
Somos dois náufragos: eu e essa sombra que me habita,
invisíveis aos olhos que ainda acreditam em salvação.
Envolvidos como raízes emaranhadas, presos no pântano do desejo,
onde o tempo apodrece e as horas se tornam moscas.
Caímos sem alarde, amordaçados pela própria culpa,
a boca cheia de terra, o grito reduzido a um eco de ossos.
A decomposição não é só do corpo — é do nome que eu dava às coisas,
do mapa que traçava para me encontrar, agora rasgado e úmido.
Há um frio que não passa, uma sede que não se sacia;
cada passo afunda mais, cada lembrança vira lodo.
E, no entanto, há uma clareira de silêncio dentro desse breu,
um lugar onde a traição aprende a dizer o seu próprio nome.
Não peço perdão — não ainda — porque o perdão exige luz que não trago.
Quero apenas ver, por um instante, a sombra desvelada:
que se revele inteira, sem disfarces, para que eu saiba com quem divido o corpo.
Se a escuridão é casa, que seja ao menos honesta;
se o pântano é prisão, que me mostre a porta que não consigo ver.
E se a decomposição é destino, que me ensine a colher do próprio fim
a semente que, talvez, um dia, resista e floresça na lama.

⁠Por mais que eu não seja compreendida, nunca desistirei dos meus ideais

Tirando os meus 3000 defeitos
Eu sou perfeito.

"Como eu queria, o descampado e o pôr do sol ao fundo.
Um beijo, um abraço e, em meus braços, o meu mundo.
Como eu queria, o fim de tarde, enfrentar a noite sem preocupações, as velas, o jantar e, sobre mim, sua pele, o veludo.
Eu queria tanto, mas meu querer é tão pouco e, para tê-la, eu daria tudo.
O negro dos seus olhos, o castanho do cabelo, o rosa da boca, o olhar taciturno.
A madrugada me invade, lembro de ti, meu peito acelera, eu sei que deveria, mas não te repugno.
Imagino nós dois, tolice minha, velejo nas lembranças e, uma vez e outra mais, me afundo.
Você é a única mulher que amei, a única mulher que amo e, mais uma vez, me puno.
Me puno, por não esquecer o que deveria ter sido esquecido, não matar o que jamais deveria ter nascido, ter temido, o do nosso amor, o luto.
Me pego reflexivo: não é amor, nunca foi, não pode ser, é algo absurdo.
Talvez seja uma doença, uma insanidade, uma psicose, um surto.
Ao vê-la, eu deveria ter sido cego; ao ouvi-la, sido surdo.
Olho para a árvore do nosso sentimento, não a reconheço, seca, esquálida, morta, com galhos tortuosos e, nem mesmo, quando fora vívida, dera algum fruto.
Talvez, o nosso fim, tenha sido culpa minha, confesso, que, por vezes, sou deveras obtuso.
Nunca almejei riquezas, sou um homem simples, o pouco pra mim é luxo.
Tudo que eu queria, era somente aquele descampado, você em meus braços e o pôr do sol ao fundo..."

Por isso, quando meus olhos veem uma coisa e meu estômago sente outra, eu parei de discutir. Eu sigo o estômago. (Livro Sangue no Tanque de Tubarões)

Onde quer que eu esteja, e para onde quer que o meu Deus decida conduzir meus passos, carregarei comigo a lembrança viva de que tudo nasceu aqui.
Neste lugar — banhado pelo luar e vigiado pelos astros silenciosos — ergui minha voz em uma oração singela, porém infinita:

“Conduze-me, Jesus… que minha vida seja o eco da Tua vontade plena.”

Foi nesse contexto que eu nasci.


Dois dos meus irmãos passaram a rodar a cidade de Olinda, indo de casa em casa, durante toda a vida. Eu sempre soube da existência deles, mas nunca os conheci pessoalmente, porque a minha avó não permitia que eu tivesse contato. Eu era impedido de conviver com eles.


Fui criado dentro de uma casa fechada. Não tinha acesso à rua, não tinha acesso à convivência. Era assim a cultura da época. Uma espécie de prisão. Muitas vezes eu ficava trancado dentro de um quarto escuro, principalmente por eu ser um menino muito elétrico.


Os castigos eram constantes. Começavam em casa e continuavam na escola. Muitos deles envolviam ficar de joelhos sobre caroços de feijão. Foram muitas violências físicas e emocionais, que hoje eu reconheço como torturas.


Eu só vim conhecer o que era infância perto dos meus 15 anos, quando fui para o Rio de Janeiro. Nesse período, minha própria avó já não me aguentava mais. Eu havia entrado em um processo de rebeldia que fugia completamente ao controle que ela tentava exercer sobre mim, inclusive por meio da religião.


O primeiro livro que eu li na vida, e do qual jamais vou esquecer, foi “A Verdade que Conduz à Vida Eterna”. A partir dali, comecei a me questionar profundamente. Que Deus é esse que permite que crianças sejam mantidas trancadas, sofrendo, enquanto adultos observam calados? Que Deus é esse que convive com hipocrisia e com abusos, inclusive abusos sexuais contra crianças, praticados por pessoas próximas, muitas vezes ligadas ao ambiente religioso, em quem minha avó confiava cegamente?


Nada disso se apaga. Não adianta tentar suavizar. Nada muda a dor que senti naquele momento e a dor que ainda sinto hoje. É por isso que, em muitos momentos da minha vida, eu só consegui dizer: mundo, afasta de mim esse cálice.


Dando continuidade, meu irmão Joel, o mais novo, que tinha apenas 40 dias de nascido quando ficou trancado naquela casa, foi criado pela minha avó paterna, mãe do meu pai. Eu fui criado pela minha avó materna, mãe da minha mãe. Cada um de nós seguiu um caminho separado.


Eu só fui entender, de fato, o que era família por volta dos 15 anos. Foi quando saí de Olinda e fui para o Rio de Janeiro. Lá encontrei uma estrutura familiar diferente, já formada. Foi ali que ganhei mais dois irmãos, do segundo e verdadeiro casamento da minha mãe.


Esse homem, companheiro da minha mãe até os últimos dias da vida dela, tem todo o meu respeito. Ele cuidou não apenas dos filhos dele, mas também de dois filhos que não eram biologicamente dele, mas eram filhos dela. Foi ali que eu vi, pela primeira vez, um cuidado real.


Minha mãe só voltou a ter contato com os filhos que moravam em São Paulo quando eu fui para lá, depois do período no Rio de Janeiro. Fui eu quem trouxe esses irmãos para ela reencontrar. De tão distante que tudo tinha ficado, ela já nem lembrava mais como esses meninos eram.


É desse lugar que eu falo quando falo de rejeição. Não é teoria. É história vivida.


Fernando Kabral


7 de janeiro de 2026
9:58


.

Eu sou mais forte do que meus medos e mais sábio do que minhas fraquezas.

As noites escuras já não me assustam mais
Teu toque acende luz nos meus temporais
E mesmo se eu tropeçar, sei que vai segurar
Meus pedaços pra colar _- Frase da música Não posso apagar do dj gato amarelo

Meus personagens me irritam. Alguns, sinceramente, eu dispensaria com gosto, mas não posso. Eles tomaram a história, mudaram as falas, redesenharam as cenas. Alguns fazem o que querem e ainda me encaram como se eu fosse só a estagiária da história deles. Na prática, sou só uma médium mal paga transcrevendo os caprichos de vozes que nem pedi pra ouvir. Me usam como escriba barata enquanto ditam suas desgraças. Eu sou a escritora? Claro. Como o ventríloquo é "dono" do demônio que fala por ele.

O Que Me Faltou
A vida passou diante dos meus olhos
como um trem que nunca esperei pegar.
Eu estava ocupada demais
cuidando, sustentando, sendo porto
para todos que precisavam ancorar.
Disseram que vivi plenamente,
que fiz o que quis,
que eu devia ser grata.
Mas ninguém viu
o silêncio que ficou em mim
quando o aplauso acabou.
Há um cansaço que não vem do corpo,
vem da alma que sempre se doou
e raramente foi escolhida.
Um vazio sem nome,
essa falta que não grita,
mas dói.
Nunca me senti amada —
não de verdade.
Sempre havia uma explicação,
um motivo justo,
uma história bem contada
para a ausência do afeto.
E eu segui.
Mesmo faltando.
Mesmo tentando entender.
Mesmo sorrindo para não incomodar.
Sigo…
com essa coragem silenciosa
de quem aprendeu a viver
sem receber o que mais desejava:
um amor que ficasse.

— Zeni Muniz

J•A•R•D•I•M

Meus pensamentos sobem às nuvens frias,
Enquanto eu permaneço no jardim.
O que não digo pesa nos meus dias,
E eu só quero sentir até o fim.

O passado retorna sem pedir,
Mesmo quando evito recordar.
Mas há memórias que insistem em vir
Somente quando é tempo de encerrar.

Confrontar quem fui me fez entender
Que tudo o que deixei para trás
Precisava morrer para nascer
Algo novo, sereno, em paz.

Abrir-me ao novo é o que preciso,
Mas trago um menino em solidão:
Sem saber dar forma ao que sinto,
Sem saber te achar na imensidão.

Há tantas verdades presas na voz,
Mas as palavras não sabem sair.
Tenho medo de te perder tão só,
Antes mesmo de te possuir.

Eu sinto você na minha pele,
No espaço exato do meu respirar.
Teu silêncio em mim se estabelece,
E meus sonhos contigo sabem me amarrar.

Às vezes isso dói, fere sem razão,
Pois não planejei me sentir assim.
O que sinto não cabe na explicação,
É estranho demais pra ter fim.

Você está distante ou talvez não,
Talvez seja o tempo a confundir.
Sou lembrança apagada na visão,
Por conta do espaço entre eu e ti.

Mas eu preciso um dia te encontrar,
Sem armaduras, sem temor.
Olhar nos teus olhos e confessar:
Você é meu porto seguro,
Mesmo sem saber do meu amor.

@gabriela_ortegaa

⁠Desorientada pelos meus instintos, me permito todas as divagações, fantasias e obsessões.
Eu tenho uma mentalidade e um universo muito próprio, muito pessoal.
Minhas palavras cuidadas o incomodam. Se não explico, pareço louca. Se explico, sou louca.
A sua maneira de me ver que define sua opinião.
Eu não sou uma pessoa terminada, eu não quero rótulos, não sou produto, sou só coração, emoção e desejo nessa louca necessidade de ilusão e para imensamente mais do que aquilo que o cotidiano me oferece.
Vivo em um meio que me parece eterno. Um meio que me inspira escrever, ser e mudar a cada dia.
Frente ao inegável fato de que a existência humana é louca, casual e sem finalidade, quando se trata de ser quem eu sou, a autenticidade é mais importante do que a coerência.
Só sei que estou preparada para quebrar minha cara, porque eu posso ser louca, boba e infantil, mas eu não sou medíocre.

Entre nós falta um bocado de seriedade e maturação, e escrever é o meu antídoto anti todo o amor que não há.

Yana YaYa (Março, 2025).

"Ela é louca, mas é mágica. Não há mentira no seu fogo." (Charles Bukowski)

Copiar meus textos é fácil. Quero ver você ter a criatividade que eu tenho para escrevê-los.

Eu não quis acreditar.
Desconfiei do que sentia e enfrentei a mim mesmo.
Lutei contra meus próprios sinais,
neguei o que o coração gritava em silêncio.
Falhei com meus instintos — falhei porque resistir
nem sempre é força, às vezes é medo.

Então eu a conheci.
Ela não pediu passagem, não anunciou chegada.
Entrou como quem reconhece território,
como quem invade não por maldade,
mas por natureza.

Ela é a invasora de mim.
Devastadora porque desmonta minhas defesas,
sensual porque domina sem tocar,
senhora do caos que eu fingia controlar.

Sou refém não por fraqueza,
mas porque há encontros que desarmam a alma
e nos colocam diante da verdade nua:
há quem chegue para ficar,
mesmo quando tudo em nós dizia que não.

aliança na bio e coração nos meus stories foi o seu primeiro sinal,
naquele dia que eu postei chamando vocês de "meu casal".
foi o que disse o seu mapa astral:
comigo é coisa de pele, com ele é coisa de alma,
não é isso que cê pensa quando troca a roupa pra esconder a marca da minha palma.

aliança na bio e coração nos meus stories foi o seu primeiro sinal,
naquele dia que eu postei chamando vocês de "meu casal".

Que eu me desvencilhe das minhas limitações e dos meus impulsos nefastos, e permaneça intimamente ligado a Ti, Senhor, todos os dias da minha existência, para que a Tua força opere em mim, renovando-me e libertando-me do homem velho.

Quando estou sem você é como se eu estivesse sem meus braços .

Eu não me envergonho de corrigir meus erros e mudar as minhas opiniões, porque não me envergonho de raciocinar e estar sempre aprendendo. Também não me envergonho de dizer aquilo que tenho vontade em dizer, principalmente a verdade, mesmo sabendo que muitos se incomodam com isso, afinal, isso faz parte do meu caráter, de minha singular personalidade e percepção de vida...Não poderia eu viver de mentiras, de máscaras e interesses. Não sou assim, não piso em ninguém para conseguir o que eu quero. Ainda acho que o talento fala mais alto e que o sentimento move o mundo. E por mais que eu sofra e me decepcione com as pessoas, continuo querendo que seja assim. Quem vive de mentiras e de falsidade, leva uma vida vazia e triste por não praticar a verdade consigo mesmo e com o próximo. Desculpa, mas eu não caio nessa, fulano é mais feliz vivendo em meio a falsidade e mentiras, é por isso que muitos tentam me derrubar mas não conseguem, porque não sabem por onde me pegar: o que é fundamental para eles, é insignificante para mim, e entre tantas derrotas eu acabei me tornando rocha firme, inabalável. De tanto tentarem me derrubar eu acabei aprendendo a me equilibrar na corda bamba, de forma que nem a maior ventania me derruba mais...consigo diferenciar agora a lógica e o improvável, busco a razão de uma vida plena e simples, não quero riquezas que eu não consiga levar para a eternidade, só quero que meus herdeiros possam andar por caminhos os quais andei e voem tão alto como voei, e quando até o laço do sapato tentar derruba-los: sei que andarão mesmo que sozinhos, andarão descalço, andarão pelados, só não vão parar de andar.
nenepolicia