Eu Amo meus Inimigos

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Foi nesse contexto que eu nasci.


Dois dos meus irmãos passaram a rodar a cidade de Olinda, indo de casa em casa, durante toda a vida. Eu sempre soube da existência deles, mas nunca os conheci pessoalmente, porque a minha avó não permitia que eu tivesse contato. Eu era impedido de conviver com eles.


Fui criado dentro de uma casa fechada. Não tinha acesso à rua, não tinha acesso à convivência. Era assim a cultura da época. Uma espécie de prisão. Muitas vezes eu ficava trancado dentro de um quarto escuro, principalmente por eu ser um menino muito elétrico.


Os castigos eram constantes. Começavam em casa e continuavam na escola. Muitos deles envolviam ficar de joelhos sobre caroços de feijão. Foram muitas violências físicas e emocionais, que hoje eu reconheço como torturas.


Eu só vim conhecer o que era infância perto dos meus 15 anos, quando fui para o Rio de Janeiro. Nesse período, minha própria avó já não me aguentava mais. Eu havia entrado em um processo de rebeldia que fugia completamente ao controle que ela tentava exercer sobre mim, inclusive por meio da religião.


O primeiro livro que eu li na vida, e do qual jamais vou esquecer, foi “A Verdade que Conduz à Vida Eterna”. A partir dali, comecei a me questionar profundamente. Que Deus é esse que permite que crianças sejam mantidas trancadas, sofrendo, enquanto adultos observam calados? Que Deus é esse que convive com hipocrisia e com abusos, inclusive abusos sexuais contra crianças, praticados por pessoas próximas, muitas vezes ligadas ao ambiente religioso, em quem minha avó confiava cegamente?


Nada disso se apaga. Não adianta tentar suavizar. Nada muda a dor que senti naquele momento e a dor que ainda sinto hoje. É por isso que, em muitos momentos da minha vida, eu só consegui dizer: mundo, afasta de mim esse cálice.


Dando continuidade, meu irmão Joel, o mais novo, que tinha apenas 40 dias de nascido quando ficou trancado naquela casa, foi criado pela minha avó paterna, mãe do meu pai. Eu fui criado pela minha avó materna, mãe da minha mãe. Cada um de nós seguiu um caminho separado.


Eu só fui entender, de fato, o que era família por volta dos 15 anos. Foi quando saí de Olinda e fui para o Rio de Janeiro. Lá encontrei uma estrutura familiar diferente, já formada. Foi ali que ganhei mais dois irmãos, do segundo e verdadeiro casamento da minha mãe.


Esse homem, companheiro da minha mãe até os últimos dias da vida dela, tem todo o meu respeito. Ele cuidou não apenas dos filhos dele, mas também de dois filhos que não eram biologicamente dele, mas eram filhos dela. Foi ali que eu vi, pela primeira vez, um cuidado real.


Minha mãe só voltou a ter contato com os filhos que moravam em São Paulo quando eu fui para lá, depois do período no Rio de Janeiro. Fui eu quem trouxe esses irmãos para ela reencontrar. De tão distante que tudo tinha ficado, ela já nem lembrava mais como esses meninos eram.


É desse lugar que eu falo quando falo de rejeição. Não é teoria. É história vivida.


Fernando Kabral


7 de janeiro de 2026
9:58


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Eu sou mais forte do que meus medos e mais sábio do que minhas fraquezas.

As noites escuras já não me assustam mais
Teu toque acende luz nos meus temporais
E mesmo se eu tropeçar, sei que vai segurar
Meus pedaços pra colar _- Frase da música Não posso apagar do dj gato amarelo

Meus personagens me irritam. Alguns, sinceramente, eu dispensaria com gosto, mas não posso. Eles tomaram a história, mudaram as falas, redesenharam as cenas. Alguns fazem o que querem e ainda me encaram como se eu fosse só a estagiária da história deles. Na prática, sou só uma médium mal paga transcrevendo os caprichos de vozes que nem pedi pra ouvir. Me usam como escriba barata enquanto ditam suas desgraças. Eu sou a escritora? Claro. Como o ventríloquo é "dono" do demônio que fala por ele.

O Que Me Faltou
A vida passou diante dos meus olhos
como um trem que nunca esperei pegar.
Eu estava ocupada demais
cuidando, sustentando, sendo porto
para todos que precisavam ancorar.
Disseram que vivi plenamente,
que fiz o que quis,
que eu devia ser grata.
Mas ninguém viu
o silêncio que ficou em mim
quando o aplauso acabou.
Há um cansaço que não vem do corpo,
vem da alma que sempre se doou
e raramente foi escolhida.
Um vazio sem nome,
essa falta que não grita,
mas dói.
Nunca me senti amada —
não de verdade.
Sempre havia uma explicação,
um motivo justo,
uma história bem contada
para a ausência do afeto.
E eu segui.
Mesmo faltando.
Mesmo tentando entender.
Mesmo sorrindo para não incomodar.
Sigo…
com essa coragem silenciosa
de quem aprendeu a viver
sem receber o que mais desejava:
um amor que ficasse.

— Zeni Muniz

“Deus, eu te peço misericórdia pelos meus atos.
Que minhas palavras não sejam armas, mas pontes.
Livra-me da mentira que nasce do ego e do silêncio que foge da verdade.
Que eu fale quando for para curar,
cale quando for para não ferir,
e que a verdade que sair da minha boca venha temperada com amor.


Não permita que eu use a fé para julgar,
nem a razão para machucar.
Endireita meus caminhos, corrige minhas intenções
e faz de mim alguém que reflita a Tua luz
não só no que diz, mas principalmente no que vive. Amém.”

Eu desejo a morte, a morte dos meus pecados,
porque se eu viver com eles, serei condenado.

J•A•R•D•I•M

Meus pensamentos sobem às nuvens frias,
Enquanto eu permaneço no jardim.
O que não digo pesa nos meus dias,
E eu só quero sentir até o fim.

O passado retorna sem pedir,
Mesmo quando evito recordar.
Mas há memórias que insistem em vir
Somente quando é tempo de encerrar.

Confrontar quem fui me fez entender
Que tudo o que deixei para trás
Precisava morrer para nascer
Algo novo, sereno, em paz.

Abrir-me ao novo é o que preciso,
Mas trago um menino em solidão:
Sem saber dar forma ao que sinto,
Sem saber te achar na imensidão.

Há tantas verdades presas na voz,
Mas as palavras não sabem sair.
Tenho medo de te perder tão só,
Antes mesmo de te possuir.

Eu sinto você na minha pele,
No espaço exato do meu respirar.
Teu silêncio em mim se estabelece,
E meus sonhos contigo sabem me amarrar.

Às vezes isso dói, fere sem razão,
Pois não planejei me sentir assim.
O que sinto não cabe na explicação,
É estranho demais pra ter fim.

Você está distante ou talvez não,
Talvez seja o tempo a confundir.
Sou lembrança apagada na visão,
Por conta do espaço entre eu e ti.

Mas eu preciso um dia te encontrar,
Sem armaduras, sem temor.
Olhar nos teus olhos e confessar:
Você é meu porto seguro,
Mesmo sem saber do meu amor.

@gabriela_ortegaa

⁠Desorientada pelos meus instintos, me permito todas as divagações, fantasias e obsessões.
Eu tenho uma mentalidade e um universo muito próprio, muito pessoal.
Minhas palavras cuidadas o incomodam. Se não explico, pareço louca. Se explico, sou louca.
A sua maneira de me ver que define sua opinião.
Eu não sou uma pessoa terminada, eu não quero rótulos, não sou produto, sou só coração, emoção e desejo nessa louca necessidade de ilusão e para imensamente mais do que aquilo que o cotidiano me oferece.
Vivo em um meio que me parece eterno. Um meio que me inspira escrever, ser e mudar a cada dia.
Frente ao inegável fato de que a existência humana é louca, casual e sem finalidade, quando se trata de ser quem eu sou, a autenticidade é mais importante do que a coerência.
Só sei que estou preparada para quebrar minha cara, porque eu posso ser louca, boba e infantil, mas eu não sou medíocre.

Entre nós falta um bocado de seriedade e maturação, e escrever é o meu antídoto anti todo o amor que não há.

Yana YaYa (Março, 2025).

"Ela é louca, mas é mágica. Não há mentira no seu fogo." (Charles Bukowski)

Se eu sofrer será no meu silêncio, gritando em meus versos mais intensos sobrepondo certezas ao meu coração;

Você me julga pelos meus erros
Mas esquece de procurar saber
Se foi de coração que eu tenha errado...
Passarei a errar quantas vezes forem necessárias;

Meus impulsos, para muitos foram erros
Mas para o meu coração foi aprendizagem
Pois eu não decepcionei, somente me frustrei;

Durante muito tempo eu fugi de palavras cruéis sendo insuportável aos meus ouvidos;
Na queda me despedacei buscando voar com minhas asas pequenas, mas não sei voar;
Tentei deixar um testamento onde não havia nada escrito para o meu amor que nunca existiu;
Porém o veneno que tomei fez-me prematuro e inocente para sonhar com um amor inventado;

Não viverei momentos que não são meus olhando a vida por uma janela perdendo da minha vida;
Eu nunca esqueço das minhas lembranças que ainda não vivi, portanto sem me precipitar busco que a vida possa me levar;
Meus sentimentos estão trancados e presos de algo que nem sei o que é;
Passo a sentir cada dia diferente da banalidade que mesmo entre exagero não me faço sossegado, mas nunca deixando de amar;

Se os meus sonhos ainda não se realizaram? É por que eu ainda não encontrei os sentimentos da minha realidade;

⁠Eu quase sempre ando muito ocupado
Mas para os meus amigos sinceros, eu arrumo um tempo deixando o meu trabalho de lado
E para os que eu não tiro do coração
Eu busco lisonjear, entendendo que é uma forma de retribuição
Pois cada um dos meus amigos eu os trato como irmãos
Eu tenho toda positividade e acredito que todos nós caminhamos na mesma direção...
Porém, cumprimento os meus amigos para ter sonhos suaves e doces
Com todo carinho e respeito eu desejo uma boa noite!

⁠Eu rodeio as minhas origens balbuciando as minhas positividades imperfeitas
E os meus primordios é a fascinação das minhas narrativas
Quando nem sei de qual seria a minha maneira!

Copiar meus textos é fácil. Quero ver você ter a criatividade que eu tenho para escrevê-los.

Eu não quis acreditar.
Desconfiei do que sentia e enfrentei a mim mesmo.
Lutei contra meus próprios sinais,
neguei o que o coração gritava em silêncio.
Falhei com meus instintos — falhei porque resistir
nem sempre é força, às vezes é medo.

Então eu a conheci.
Ela não pediu passagem, não anunciou chegada.
Entrou como quem reconhece território,
como quem invade não por maldade,
mas por natureza.

Ela é a invasora de mim.
Devastadora porque desmonta minhas defesas,
sensual porque domina sem tocar,
senhora do caos que eu fingia controlar.

Sou refém não por fraqueza,
mas porque há encontros que desarmam a alma
e nos colocam diante da verdade nua:
há quem chegue para ficar,
mesmo quando tudo em nós dizia que não.

aliança na bio e coração nos meus stories foi o seu primeiro sinal,
naquele dia que eu postei chamando vocês de "meu casal".
foi o que disse o seu mapa astral:
comigo é coisa de pele, com ele é coisa de alma,
não é isso que cê pensa quando troca a roupa pra esconder a marca da minha palma.