Eu Amo meus Inimigos
Assim diz o Senhor:
"Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que Eu te sararei..."
2 Reis 20:5
Eu preciso de você
Também estou aqui
Se você precisar, é só chamar
Pois se doeu em você
Doeu em mim
Eu não guardei meu coração
E aí: Soltei a sua mão
E nesse engano, dos desejos
Minhas vontades, me deixaram em perigo...
Mas, acredito Nesse Amor
A minha cura: É o Seu Amor
Eu vou deixar para trás, tudo o que passou
Não existe outra Verdade, Vida, nem Caminho...
Tu és fiel
E nisso eu me apegarei
Tu és fiel
Por isso eu me levantarei
Ele acalma o meu coração inquieto
Quando eu louvo
O medo se afasta
Tua voz me acalma
Eu não vou mais temer
Quando eu louvo
Eu sinto o Teu soprar
Trazendo vida em mim
Cadeias vão quebrar
Filho meu, não pare de adorar
Filho meu, Eu vou te enviar
As nações vão ouvir Minha voz
Através do fluir do Meu louvor em ti
Queria eu saber tempos atrás que a política já dominava a verdade sempre usando da falsidade.
Queria eu saber tempos atrás que a influência já rogava mais que a competência e capacidade.
Restou-me saber que hoje não tem valor a virtualidade, pois para os pelegos, o que vale é ser mais um adulão covarde.
Eu te olho de fora dessa casca vazia que vc chama de coração
Lembrando que talvez o meu diferente em suas mãos foi totalmente em vão
Te amar foi um jogo perdido
Vc fazia do meu amar o seu estar mas esquecia que *estar* vc não conseguia fazer, só fazia meu coração sofrer.
Eu te vejo de fora dessa casca vazia e te vejo como uma confusão, vc deve se olhar no espelho e só ver uma interrogação
Bisbilhoto um desconhecido que
acaricia minha gata na rua.
Ele vai.
Eu chego.
Ela foge.
Essa tem meu dote,
tá sempre na saideira.
Sarnento conhecido que sou
só peço carícia na coceira
CONTO DO MEIO
Quando pequeno, eu estava no aniversário de um amiguinho
e pus meu dedo no bolo.
Não coloquei e tirei. Não passei o dedo.
Apenas enfiei a ponta do indicador naquela parte branca.
O dedo permaneceu lá, parado, enfiado, intacto.
Todas as mamães me deram um sorriso falso.
Os papais estavam bêbados no quintal.
O único homem ali perto era o tio Carlos.
Tio Carlos se escondia atrás dos óculos e da câmera fotográfica.
Era bobo, agitado e gorducho.
Quase sempre sorrindo.
Tinha poucas, raras, nenhuma namorada.
Tio Carlos atrás dos óculos, da câmera e de namorada.
Meu braço esticado era a Golden Gate.
Uma conexão entre minha consciência
e aquele montante de açúcar.
A ponta do dedo imóvel, conectada, penetrada no creme branco.
Uma das mamães resolveu liderar a alcateia
e me pediu para tirar o dedo.
Pra que tanta coragem, perguntou meu coração.
Porém meu dedo,
afundou um pouco mais.
Olhei-a nos olhos sem docilidade.
Meu corpo imóvel.
O dela recuou.
Minha mamãe, sem graça,
falou que isso passa.
Eu atravancava, ria e dizia:
- Vocês passarão, eu... - estendia a aporia.
Eu era a Criação de Adão na Sistina.
Era mais que Michelângelo,
Era Adão no Bolo,
Era Bolo em Deus.
Mamães desconcertadas. Olhando umas para as outras.
O silêncio reinava,
o reino era meu.
Mamães desorientadas. Olhando para mim.
Tio Carlos com a câmera fotográfica
olhava para as mamães.
Acho que ele era apaixonado por umas três mamães,
ou mais,
ou todas.
Esperei um não.
Esperei um pare.
Ninguém era páreo
para um rei.
Tirei.
