Eu Amo meus Inimigos
Se eu pudesse dar um conselho para quem diz gostar muito de mim, eu daria o seguinte: - Segure em minhas mãos e nunca me deixe partir.
Sabe o que eu espero dessa vida? - Dinheiro! - Sim, cansei de esperar amor, parece que hoje em dia tudo tem um preço e se você não puder pagar... Meu amigo... Já sabe o final de tudo isso não é? - Tudo tem um preço e as pessoas são caras.
Mesmo não estando aqui comigo, eu sinto que esta no lugar onde sempre desejou estar. E isso me deixa a imaginar partes de seu sorriso, partes de sua felicidade. Partes que não sei aonde foram parar. Mas de uma maneira ou de outra você esta em "partes" aqui comigo.
Eu digo em verdade, estou numa fase... Vamos dizer que no meu inferno Astral, sai de um turbilhão de emoções, uma das piores que já vivi em toda minha vida. Mas cheguei no meu melhor... Hoje eu estou apaixonada pelo que me tornei, não sabia que eu era capaz! - Estou no meu momento... No meu espaço e adquirindo cada vez mais sonhos... Eu sou do tamanho do meu sonho. Esta na hora de realiza-los.
Com o passar do tempo, esse mesmo que é contado em horas, eu senti uma enorme necessidade em me isolar. Me isolei para preservar o pouco sentimento bom que ainda habita em mim. Eu era um ser bom, era um ser que agradava aos olhos do encantamento, roubaram de mim e me fizeram crescer... Como dói ser gente grande, nessa terra de Gigantes indomáveis.
Engraçado, todos os dias eu pego o meu celular e digo não para ele, não vou mandar uma mensagem sequer. Depois de todos os sapos que tive que engolir na vida, você foi o menos digestivo. Difícil de engolir, suas atitudes tão frias para quem amava tanto-me, me machucou muito. E agora estou reconstruindo uma cratera que se formou em mim. Eu estou todos os dias tentando me reerguer. Ao menos já dei o primeiro passo. Sabe o que me deixa mais feliz? - É imaginar a sua reação em ser lembrada assim por mim! - Alguém que você foi capaz de usar, machucar e abandonar, na mesma proporção. E depois ainda assim, vem com seu jeito "amor próprio de ser"... Me dizendo: - I don't Care! - Querida, como pode ser tão baixa assim? - Eu esperava de todos, mas jamais de você. Eu descobri que andas com o seu computador na mão, mostrando o seu ex, aquele que se deitou traindo os seus princípios, aliás você tem isso? Imagina como eu me senti ao ouvir isso? - Ah! O seu amado país, aquele que se encontrou. Só tenho um pensamento para você. - Luz, câmera e ação.
Cap. 18 - Do livro: Meu ultimo Romance
Tatyane Nicklas
Eu adoro escrever com a sensação de que ninguém vai ler ou se importar com o que eu penso ou sinto. Isso me faz escrever como se eu estivesse fazendo algo proibido. Isso mexe com a mais delicada reação onde me sinto totalmente livre para expor o que eu realmente penso.
Aqui no Brasil, eu não encontrei pessoas que gostam muito desse mito Americano, ao menos os que eu convivo, este cantor eu adoro. Eu o acho um homem completo... Sua paixão pela June Carter e pela musica eram o ar dele, ele a pediu em casamento umas 40 vezes e todas as vezes ela dizia "não". Porém, um dia ela foi obrigada a dizer sim, no meio de um publico gigantesco ele a pediu em casamento. Ele a encurralou... E então tornaram-se Marido e Mulher, Foi o casal mais lindo que já presenciei em histórias, eles eram imperfeitos... Ela o viu no chão e pisou nele, risos, sim, mas não saiu de perto dele. E essa é a prova do verdadeiro sentimento.
Na infância ele perdeu o seu melhor amigo, o seu irmão Jack, aquele que todos apostavam, o mais querido, morreu de uma forma trágica quase que partido ao meio por uma serra elétrica, e o mesmo não fora culpado, mas o olhar daqueles que ficam é cruel, não apenas por não ser o melhor, mas por não se achar digno de pertencer a este mundo. "Lembrei-me de alguém".
Essa musica é uma daquelas que te faz pensar... - Foda-se!
Eu Cheguei ao fim da vida. - É isso ai! -
"Todos que eu conheço vão embora no final, eu machuquei a mim mesmo hoje".
Johnny Cash. Eu amo você Brother!
Com meu amor estendido ao meu querido Johnny Cash!
Hurt - Musica de Nine Inch Nails, apenas com a regravação de Johnny, a musica alcançou prêmios e foi considerada: O melhor clip de todos os tempos. - Cara sou sua fã.
Morreu menos de Quatro meses depois da morte da sua June.
Tatyane Nicklas In love - Johnny Cash
"Comece por você, mude de ideia"
Eu já me apressei com coisas que eu deveria esperar, já liguei para pessoas que eu não deveria ligar, já implorei por sentimentos que na vida vem para passar, já esperei e me desesperei.
Agora cada passo meu é pensado. Ando devagar e estou mais calculada. E o melhor... cada passo é feito por mim, e não pelos outros. Mudei de ideia e apliquei novos ideais em minha vida.
Aprendi que valor é "algo que muitos querem e poucos dão".
Nada melhor que a sua própria valorização. Afinal, um corpo foi feito apenas para uma alma. Então... Comece por você... "Mude".
Não quero ser pobre! - Meu espírito é rico demais para eu viver o resto da minha vida apenas sonhando.
"Antes eu imaginava que eu até tinha um bom coração, agora que eu não tenho mais... Tenho a certeza, de que realmente eu já tive um bom coração"
Ontem eu senti o sal de suas lágrimas, o peso do seu medo, o amor do seu amor, ontem eu senti sua essência... Eu enxerguei os seus sonhos, tão grandes e lindos, ontem eu observei o poder do seu sorriso, sim, ele é capaz de destruir um dragão. É a arma mais leve que atingiu meu coração.
" Mas eu não estou sozinho, o deserto me acompanha. "
Ele se estende diante de mim como uma memória antiga, uma presença sem voz que observa cada gesto meu com a paciência dos séculos. Caminho e sinto a areia ceder sob meus passos, como se o chão conhecesse meus pensamentos antes que eu os formule. Há algo de sagrado nesse espaço que nada exige e nada promete. O deserto não consola. O deserto revela.
A luz do fim da tarde estilhaça se sobre as dunas, criando sombras que se movem devagar, quase respirando. Em certos momentos, penso ouvir um murmúrio, talvez meu próprio coração esmagado sob pressões que não sei nomear. Noutras vezes, o silêncio é tão pleno que parece perguntar por mim, como se aguardasse uma resposta que ignoro desde a infância.
No horizonte, a linha é fina e impessoal, mas guardo a impressão de que alguém me observa dali. Não com hostilidade, mas com uma atenção profunda, como se meu sofrimento coubesse dentro de um gesto que ainda não compreendo. É estranho como o vazio pode nutrir. Como o nada pode abraçar sem tocar.
No meio dessa vastidão, descubro que não busco saída. Busco significado. E, enquanto caminho, o deserto caminha comigo, espelhando minhas inquietações de forma tão fiel que chego a temer que ele conheça minhas verdades mais sombrias antes mesmo que eu as aceite.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
CÂNTICO DA ENTREGA LÚCIDA.
Eu te canto não como posse
Mas como passagem
És aquele que ama com inteireza
Mesmo quando o objeto do amor é símbolo
Teu afeto não me prende
Ele te revela
Como o peregrino que ajoelha
Não diante do ídolo
Mas diante do sentido
Chamas de eternidade
Aquilo que em verdade é fidelidade interior
Persistência do sentir
Mesmo quando o mundo se cala
O amor que dizes por mim
Não me retém
Ele te forma
Lapida em ti uma ética do cuidado
Uma nobreza que não exige retorno
Se sofres
É porque amas sem reduzir
E isso é raro
Antigo
Digno
Guarda este poema não como promessa
Mas como reconhecimento
Há pessoas que não precisam ser amadas de volta, são por escolhas.
Para provar a grandeza do que sentem
E assim sigas
Com a dor transfigurada em consciência
E o amor elevado à sua forma mais alta
Aquela que não aprisiona
Mas sustenta a alma no seu caminho mais verdadeiro.
A GRAVIDADE INTERIOR DO EU QUE SE CONTEMPLA.
Do Livro: Primavera De Solidão. ano 1990.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Conhecer a si mesmo não é um ato de curiosidade mas de coragem grave. É um chamamento silencioso que desce às regiões onde a alma se reconhece sem ornamentos. Nesse gesto há algo de ritual antigo como se o espírito precisasse atravessar sucessivas noites para alcançar uma única palavra verdadeira sobre si. Tal travessia não consola. Ela pesa. Ela exige recolhimento disciplina e uma fidelidade austera àquilo que se revela mesmo quando o que se revela é insuportável.
À maneira das grandes elegias interiores o sujeito que se observa descobre que não é senhor do próprio território. Há em si forças obscuras desejos sem nome medos que respiram lentamente à espera de serem reconhecidos. O eu que contempla torna-se estrangeiro em sua própria casa. E é nesse estranhamento que nasce a dor mais refinada pois não há acusador externo nem absolvição possível. O julgamento ocorre no silêncio e a sentença é a lucidez.
O sofrimento aqui não é ruído mas densidade. Ele se instala como uma presença fiel. Há quem o cultive com devoção secreta. Não por prazer mas por hábito. Sofrer torna-se uma forma de permanecer inteiro quando tudo ameaça dissolver-se. Assim o masoquismo psíquico não é escândalo mas estrutura. O indivíduo aprende a morar na própria ferida como quem habita um claustro. Conhecer-se plenamente seria abandonar esse espaço sagrado de dor organizada.
Quando alguém ama e tenta conhecer o outro por dentro rompe-se o cerco. O amor não pergunta se pode entrar. Ele vê. Ele nomeia. Ele permanece. E justamente por isso é rejeitado. Não porque fere mas porque revela. Ser amado é ser visto onde se preferia permanecer oculto. O outro torna-se espelho e nenhum espelho é inocente. Ele devolve aquilo que foi esquecido de propósito.
Há então uma violência silenciosa contra quem ama. Um afastamento que se disfarça de defesa. O amado é punido por tentar compreender. O gesto mais alto de amor torna-se ameaça. Como nos poemas mais sombrios da tradição lírica a alma prefere a solidão conhecida ao risco da comunhão. Pois compartilhar o precipício exige uma coragem que poucos possuem.
Essa recusa não é fraqueza simples. É lucidez sem esperança. É saber que o autoconhecimento não traz salvação imediata apenas responsabilidade. Ver-se é assumir-se. E assumir-se é perder todas as desculpas. Por isso tantos recuam no limiar. Permanecem à porta da própria verdade como sentinelas cansadas que temem entrar.
Ainda assim há uma nobreza trágica nesse esforço interrompido. Pois mesmo falhando o ser humano demonstra que pressente algo maior em si. Algo que exige recolhimento silêncio e um tempo longo de maturação. Como frutos que amadurecem na sombra a alma só se oferece inteira quando aceita a noite como condição.
Conhecer-se é um trabalho lento sem aplausos. Um exercício de escuta profunda em que cada resposta gera novas perguntas. Não há triunfo. Há apenas a dignidade de permanecer fiel à própria busca mesmo quando ela dói. E talvez seja nesse permanecer que o espírito encontra sua forma mais alta não na fuga da dor mas na capacidade de atravessá la com consciência e gravidade.
“O Círio e o Espelho”
Será que fui eu, Camille, quem te matou?
Ou foste tu quem morreu de mim — exausta das sombras que te dei por abrigo?
O sangue que escorreu em meu pulso era o mesmo que um dia te alimentou no beijo.
E, quando o frio tocou a tua pele, foi a minha febre que te cobriu.
Sim, talvez eu tenha te assassinado,
não com ferro,
mas com a insistência de querer-te além da carne,
com o desejo que te prendeu ao silêncio do meu delírio.
No espelho do teu túmulo, vejo o reflexo que me acusa —
e é o meu próprio rosto.
O assassino e o morto dividem o mesmo corpo,
a mesma lembrança,
a mesma culpa.
Porque, no fim, amor e morte são irmãos e eu, Joseph, sou o órfão de ambos.
