Eu Amo meus Inimigos
Desabafo
Eu amava a minha amiga
amava o riso partilhado, o silêncio compreendido, até os momentos difíceis, porque qual laço verdadeiro é feito só de calmaria?
ela gostava de mim mais do que eu podia oferecer, etalvez por isso tenha partido.
Na época, doeu.
fiquei mal, perdida num mar de perguntas, tentando entender se havia sido uma pessoa ruim. Mas hoje, olhando com calma, eu vejo que há dois lados em toda história.
Eu fui sincera, estive presente, do meu jeito, não prometi o que não podia cumprir. E se o meu afeto não bastou,
isso não faz de mim alguém menor,
apenas alguém que amou com as ferramentas que tinha.
Ela se foi. E tudo bem, as vezes, amar também é deixar ir, mesmo quando o coração queria segurar.
Seu Condutor! Pare o bonde!
Pare que eu quero entrar!
Vou para não sei onde
Volto quando o sol raiar.
Talvez, nem tenha volta ...
O condutor mal esconde
Os beijos que quer me dar.
(Estação do bem querer)
Hoje eu quero
Uma flor de manacá
Será que exagero
Se fizer um patuá
Pra quem eu venero
Vir pros lados de cá?
Só hoje vá!
Aquele sorriso que eu via,
Não entendia, que era pra mim!
Agora é meu o dia todo, todo dia
E a minha alegria, já não tem fim!
A pista agora está vazia,
Mas ainda reflete os nossos passos,
A luz vermelha, eu em teus braços.
De lembrar o corpo todo se arrepia.
A pista amor, já está vazia,
Mas ainda sinto o ritmo do tango.
A cabeça gira, gira e rodopia,
Lembro de ti, sorrio e não me zango.
Sim, a pista agora está vazia
Mas o prazer, a loucura, a alegria,
Fizeram valer, enfim,
O tango que hoje, reflete assim.
(Dancei o Tango)
Peça a peça
Eu peço
Dá um teco
Eu pego
Eu peco
No pega-pega
Que cega
Dessa peça
Chamada amor
(Peça a peça)
Quando andas daquele jeito
No teu gingado perfeito
Mulher, eu me deleito
Debruçado no parapeito
Volto pro quarto e me ajeito
No nosso leito ainda desfeito
Ouço teus passos e suspeito
Que tens o desejo mal satisfeito
Mas que fazer? Eu aceito!
Imagina se te enjeito!
És minha, sou teu eleito!
Já refeito, eu aproveito!
Ouça um conselho
Minh'alma é um espelho
Onde eu posso sonhar
Cada palavra, um chamado,
Tudo bem calculado,
Pra lhe enredar...
Vem anjo vermelho!
Me põe de joelho,
Me faz delirar...
Cada dia passado
É tempo enterrado.
Agora!.. é tempo de amar ...
(Anjo Vermelho)
- Que houve?
- In love, estou in love!
- Envolve o quê menina?
- Envolve tudo! Você, eu, nós...
- Nós? Desata isso!
- Então resolve logo! Não me envolve!
- Tem cá um revolver. Serve?
- Só se for pra me revolver a alma!
- Calma!
- Calma como? Se estou in love! Tá dentro, ou tá fora?
- Ora...No centro!
- Ai, num aguento!
- É a prova dos nove?
- Não! É love!
- E o que você resolve?
- Nossa, você é dose!
(In and Out of Love)
- Casas comigo?
- Ah caso!
- Ao acaso?
- Eu disse CASO!
- Sou um caso? És mesmo um casanova!
- Não amor, olha... já comprei a casa nova!
- Que casarão! Parece frio!
- Não tem problema, te sirvo de casaco!
- Então marquemos o casamento!
- Agora não! Bora acasalar.
( aCASO)
- Ouça meu desabafo ...
- Não, assim eu desabo!
- ... como me doem teus desabraços...
- Tu! Tu me baniste, me desabrigaste!
- Amor, a minha alma, tu desabrochaste!
- Pois com teus desacatos, me mataste!
- Foram apenas desacelerações!
- Não, foi tudo um desacerto. Ilusões!
- Vem pro nosso leito, ainda em desalinho...
- Disse-me meu médico: "totalmente desaconselhável"!
- Não sejas deselegante! Te quero a todo instante!
- Tu és meu desafeto!
- Não creio! Te desafio: venha desafogar em mim!
- Sabes bem que não desafino!
- Sei. Adoro teus desaforos!
- Desairosamente de acordo!
De roupa rota
e mão limpa,
de mente suja
e alma pura,
assim que te vejo,
ainda que eu fuja,
assim que te sinto,
ainda que eu minta,
que não quero teu bejo
sujo de sonho,
eu quero teu corpo,
ainda que eu corra,
cheio de vida,
ainda que eu sofra
assim eu me ponho,
cheia de riso,
assim eu me limpo,
ainda que suja,
é assim que vivo,
ainda que eu morra.
(Suja de sonho)
- Vem cá minha gueixa. Gostei dessa mecha.
- Agora não. Me deixa!
- Eu sou o seu macho, me dá uma brecha.
- Me solta. Não mexa!
- Mas do que que se queixa?
- Não vê o inchaço?
- E por isso se fecha?
- Ih.. nem vem com essa pecha.
- Tenho cara de tacho?
- E eu lá sou ameixa?
- Pode beijo na bochecha?
- Hoje não. Abaixa seu facho.
- Diacho!
(Sem brecha)
Talvez eu seja mesmo o poeta intitulado
"de mim mesmo", sem retrato, dores e canções. escrevendo páginas em branco de sonhos, seguido pela estrela de maior inspiração... você, o amor...
Na escuridão da noite aqui no meio de um grande nada estou eu, saindo de onde queria estar e indo para onde ninguem me espera.
