Eu Amo meus Inimigos
Sem querer às vezes
Eu saio de mim
E sem que eu perceba
Te observo, te busco
Te querendo pra mim.
BMelo ✍️
Resiliência
Sim Deus, eu não tenho sido a filha que desejou que eu fosse
não faço as coisas que te agradam, e ainda te renego às vezes
renego mesmo sem querer, quando tenho medo de falar de Ti
por vergonha, deixo de glorificar e honrar teu Santo Nome.
Admito que minha fé é falha, e que só lembro de Ti na angústia
quando a agonia me faz perder o fôlego, aí sim, lembro de Ti
quando a dor me sufoca, e o medo me toma pelo braço, te chamo
e teu amparo sempre esta lá para meu auxílio, e tudo passa.
Mas Deus, sou falha! Te clamo na dor, e te esqueço nas alegrias
quando estou feliz esqueço de te agradecer, de falar do teu amor
quando estou com meus amigos, não te chamo para junto de nós
se alguém fala do teu amor, me envergonho às vezes, e calo-me.
Como sou falha! Não sei agradecer pela vida que tenho Deus
sei o quanto estou errada, sei também o quanto tens feito por mim emais uma vez Pai, eu peço teu maravilhoso auxílio, ajuda-me
ensina-me Pai, a pronunciar com sabedoria o teu Santo Nome.
Astúcia
Ela chegou sorrateira
De repente, eu sofri
E quando pensou
Que havia vencido
Eu a peguei...
Dei-lhe um beijo
Ela sorriu...
E o que era tristeza
Passarinho virou.
Uma semente
Sou eu a semente,
pedaço de gente,
que sonha que sofre,
sou carne sou mente.
Sou eu a semente,
querendo o ausente,
germino somente,
em estado de amor.
Sou eu a semente,
buscando em mente,
esquecer-te enfim,
arrancando o de mim.
Sou eu a semente,
um bicho com fome,
na rua sem nome,
em estado de dor.
Sou eu a semente,
em sonhos nocivos,
me perco em medos,
nos sonhos perdidos.
Sou eu a semente,
em sonhos de amor,
sonho em segredos,
e suspiro de dor.
Sou eu a semente,
no canteiro jogada,
sozinha encontrada,
mas que germinou.
Sou eu a semente,
do fruto usada,
um resto de gente,
que sem rumo ficou.
Sou eu a semente,
que venceu de repente,
de forma contente,
buscando o amor.
Sou eu a semente,
sofrida magoada,
que despedaçada,
no amor superou.
Se sou poeta?
Sei lá!
Eu sei rimar,
poetizar,
com as palavras
brincar.
De uma lágrima
faço rima,
de um sorriso,
faço rima,
das tristezas,
faço rima,
dos dilemas,
faço rima.
E como diria Lispectro,
com o cal do meu dia,
faço minha poesia.
(...)
Então, sou poetisa?
Adepta aos quereres mais intensos, eu me entrego sempre ao "nós dois". Me entrego ao amor que furtivamente, a vida me trouxe, sarando e curando velhas dores, e fazendo de mim, um novo eu.
Agradeço porque eu sinto
E sentir faz parte do viver
Viver é ainda está aqui
Isso quer dizer:
chances de sobreviver
e viver!
Quando rabisco não sou eu,
apenas a caneta é que resvala
trazendo o que a brisa soprou
e dela revelo, aos poucos, cada fala...
Assim como as ondas, sucedendo-se e borbulhando até junto às areias do mar...
eu louvarei a Deus nessa alegria,
por tudo que dele recebi,
pela visão que tenho da vida,
mesmo aquela que a minh'alma não compreenda
Não uso muito linguagem culta,
mas dela um tanto eu sei,
quero que seja mais popular
a inspiração que versei
Não serei poeta erudita,
poeta será que sou?
apenas a minh'alma grita
e rabiscar logo vou...
O teu nome eu escrevia
no tronco de uma árvore,
nem mesmo te conhecia
e já parecias folclore
Não sabia porque razão,
isso sempre acontecia,
mas agora sei, era o coração,
mergulhado em poesia
Nunca de fato o esperei
nem um sonho foi sonhado
eras um nome que rabisquei
nos momentos de enfado
17 de novembro de 1.999
Eu não ligo mais para o Cupido ,
sempre que percebo - mando embora ,
e com sua flecha de enxerido ,
não quero papo, estou fora !
Se eu te amasse, me amaria?
mas amaria de verdade?
porque tudo pode ser utopia
e falta de seriedade...
