Eu Amo meus Inimigos
Nosso amor
Eu, sendo um Gustavo que já tinha acreditado e desacreditado do amar, encontrei nessa vida a esperança de dias de paz, passei a ver sentido no azul do mar, no querer ir, sem voltar mais.
Eu, que sendo um menino, encontrei o meu ninho num lugar igual a mim. Eu vi no Geovane, não a rosa, mas, um jardim.
A gente se encontrou, mas não foi igual tantas outras vezes, foi encontro de almas, foi reencontro de vidas e no lugar da dor, brotou o sentimento do amor que cura toda ferida.
Hoje, já não somos apenas um, mas somos só um, e inteiramente prontos para espalhar a semente do amor da gente.
Nossa jornada começou, e vamos trilhar sem medo, e sem temer o amanhã. Vamos viver o agora, o acordar toda manhã.
Nildinha Freitas
Em homenagem a Gustavo e Geovane
Alguém me disse: alimente a esperança que ela cresce!
Regue a roseira que ela floresce!
Eu nem sempre entendi que o amor vence o ódio e que não é preciso planejar vinganças para os que nos desejam o mal.
Apertar o gatilho me faz ser igual e se alguém foi comigo desumano, por qual motivo eu seria tão irracional?
Nildinha Freitas
Eu gostaria de ter escrito um poema sobre todas as mulheres que conheci. Um poema sobre como cada uma sentia o mundo por entre suas pernas. Mesmo eu não tendo tido tantas assim, (mas quem dera eu tivesse), eu faria como Bukowski e teria argumentos para escrever sobre elas e os seus sonhos escondidos nas madrugadas quentes.
Nildinha Freitas
Se me perguntarem se eu já errei na vida, direi: quem nunca arrancou a casca da própria ferida?!
Eu já falhei, errei, tentei de novo, caí, me cupei, me chicoteei, já carreguei culpas em todo meu corpo, e foi difícil, mas me perdoei.
Sendo quem sou, eu bem sei que ainda errarei, mas juro, que os mesmos erros nunca mais cometerei.
Aprendi do passado a lição, aumentei minha fé em mim e o autoperdão.
Sigo, fazendo o melhor que posso, com o que tenho em minhas mãos.
Nildinha Freitas
Eu me sinto livre dos rótulos, dos estereótipos, dos conceitos e preceitos alheios.
Hoje, nem mesmo eu permito julgamento de mim.
Vou revendo meus passos, perdoando-me pelos percalços, "errando", reconhecendo, "acertando" e recomeçando.
Viver nada mais é do que caminhar.
Nildinha Freitas
Eu fui abrindo espaços para você entrar, deixando tudo no lugar.
Aqui, não deixei resquícios de ninguém, só o que era meu!
Meu mundo!
Meu cheiro!
Meu sorriso escrito nas entrelinhas e nas paredes antigas dessa casa que sou.
Tudo está pronto e espero você chegar, mas aviso: vou abrir a porta da casa para você entrar, porque você abriu a sua para mim
e não deixou a chave lá fora para quando eu chegasse, antes do nascer do sol.
Para você ofereço reciprocidade, inteireza e verdade.
Nildinha Freitas
Eu fui abrindo espaços para você entrar, deixando tudo no lugar. Aqui, não deixei resquícios de ninguém, só o que era meu!
Meu mundo!
Meu cheiro!
Meu sorriso escrito nas entrelinhas e nas paredes antigas dessa casa que sou.
Eu, que já atravessei tantas tempestades, que já tive que nadar contra a maré da esperança, que já olhei na cara da morte e que já tive azar e sorte. Hoje estou aqui, para me redimir dos erros que contra mim mesma cometi e para pedir perdão das incontáveis vezes que me puni. É que eu não entendia bem, que viver é erro e acerto, que finais podem ser o novo começo e que o agora é o único instante que cabe em minhas mãos.
Nildinha Freitas
Eu e você
Um amor pode nascer na esquina que divide duas avenidas, enquanto o semáforo insiste em não abrir. O coração pode perder o compasso mesmo estando separado por três mil quilômetros de distância e a gente pode sentir que o espaço temporal não separa, sentir até o cheiro do Prada, do 212 e da pele suada, depois do prazer.
É que o amor pode se fazer morada dentro de um olhar que escuta a gente e dentro do abraço que reinicia quem somos.
O amor pode nascer em meio a dor das perdas forçadas e pode preencher espaços, lacunas, sem invadir e fazendo a gente transbordar.
É que o amor causa aquela sensação que minha poesia não sabe dizer o nome, mas...
Nildinha Freitas
Eu não nasci para ser um segredo de alguém. Quem quiser estar ao meu lado tem que ter o prazer em dizer que caminha comigo.
Nildinha Freitas
Ah, amar eu amei!
Eu sempre olhei às pessoas como se elas fossem perfeitas, e não são. No máximo, se quiserem, estão buscando evolução.
Ah, amar eu amei.
Eu sempre me dei por inteira, sem ressalvas e acreditei sem questionar nas "verdades" que me contavam, nas lágrimas que caiam como se fosse dor e era, pois não estou aqui na posição de um julgador.
Ah, amar eu amei e não tenho medo de dizer: amei e ainda amarei, pois meu coração é um solo fértil pronto para germinar amor.
Nildinha Freitas
Quem mais me feriu devo mais gratidão, fui eu que aceitei e não coloquei limitação. Eu disse sim, quando deveria ter dito não, mas eu me perdoo, eu não era a mesma, nem sou, nem sei se serei.
Se eu já errei? Errei, mas me reconstruí, fiz verso e prosa das dores que senti; e de perdão em perdão posso perder muita coisa, mas nunca meu coração.
Nildinha Freitas
Eu sou uma pedra lapidada, fui me transformando ao passar do tempo e parei de cantar o lamento. Viver também é dádiva, não é só sofrimento.
Nildinha Freitas
Eu cansei destes"amores" unilaterais, onde só uma pessoa quer, onde só uma corre atrás.
Cansei de ser a presa, cansei de ser algoz e cansei de amarrar e de desatar os nós.
Nildinha Freitas
O poema de ALICE
Eu queria ter conhecido Alice, mas só ouvi falar do timbre de sua voz e que sua alma nua era linda igual a noite de lua. Eu queria ter sido amiga dela, ter escutado o seu sorriso e ter sorrido com ela, gargalhando de piadas que nem todo mundo entende.
Eu queria ter sentado numa mesa de cafeteria, ter bebido um café com Alice, conversado sobre vida após vida e sobre morrer não dói. Falar sobre mudanças, evoluções e sobre a coragem de assumir-se quem é, mas não deu, a gente não se conheceu. Ela arrumou a bagagem, a bagunça que ainda insistia ao seu redor e fez a viagem sem a gente se ver.
Fico com as memórias que dela ouvi dizer e só de saber que ela resistiu, eu aprendi a amar essa Alice que não vive em um país das maravilhas, mas que vive, ainda que não a vejam com olhos carnais.
Nildinha Freitas
Eu não lembro mais a cor dos seus olhos, nem o cheiro de sua pele. Esqueci, completamente, o timbre do seu sorriso. Esqueci a história que a gente viveu e eu não lembro como a gente se conheceu.
É estranho saber que nossa história aconteceu e que com o tempo o amor morreu.
Nada ficou em você e nada ficou seu, no que é meu.
Nildinha Freitas
Eu precisei de muita coragem para ser quem sou.
Coragem para assumir que sou um ser humano incrível. Coragem para assumir minhas limitações, meus medos e principalmente, precisei de coragem para entender que eu precisava ser melhor e ainda preciso.
Precisei de força para assumir o papel principal dessa história, só minha, e hoje carrego cicatrizes que me fazem entender o quanto sou forte.
Nildinha Freitas
