Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
TEMPO
(Rayme Soares)
Permito, mas não abro mão de agir no momento propício.
Calo-me, quando meu objetivo é tão nítido que abafa minha impulsividade.
Aguardo, até que o tempo possibilite uma atitude eficaz.
Recolho-me, para que minha exposição não ocorra em vão.
Submerso na água da reflexão, para pegar fôlego.
O grito é mais intenso e extenso, quando as cordas vocais estão descansadas!
Sou romântica, mas não sou daquelas que se apaixona fácil. Posso até me encantar muito no começo, mas o maior desafio é me manter encantada por muito tempo.
Tudo fica previsível.
O previsível me cansa.
Quem disse que o tempo cura tudo, provavelmente não sabia a falta que você faz e como dói a saudades de você.
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial!
(Do livro Creio, mas Tenho Dúvidas, Editora Ultimato, página 107)
Sou da quelas que confiam, demostram e esperam, mas também sei fica em silêncio, vou embora e não perco mas meu tempo ...
A verdade tem o tempo pra dizer quem é, a mentira ja diz que manipula o tempo,mas na verdade se prende a ele com medo do amanhã
O tempo passa: feridas cicatrizam, paixões se vão, amizades q ñ eram tão fortes acabam, mas as verdadeiras prevalecem
O tempo passa depressa, e você perde-o com falsos amores, então procure
encontrar em seu coração, motivos para amar .
Não deixe que a doçura escape de sua vida.
Amar é curar-se das agonias desnecessárias
Nos dá coragem para enfrentar desafios.
Não desperdice em vão um sentimento tão nobre
que é amar.
Desacelere!
Vivemos num ritmo tão acelerado que a vida acaba parecendo curta demais!
Fazemos tanta coisa o tempo todo, que acabamos não tendo tempo pra nada!
Pensamos tanto resolvendo problemas que acabamos perdendo a simplicidade da nossa existência!
Então, sempre que for possível parar e perceber a vida passar... desacelere um pouquinho e viva a vida passar!
Felicidade é a satisfação plena alcançada por um momento, ou mesmo, por um tempo razoável; é a paz interior incontida fluindo, através de um sorriso espontâneo, ou de uma gargalhada imune às regras de etiqueta.
Mas então o mundo mudou, tudo foi ficando mais rápido, fácil, dinâmico, moderno, fugaz. E no lugar daquela câmera com rolo 24 poses e flash acoplado, temos celulares que fotografam e imediatamente postam fotos cheias de filtros e efeitos nas redes sociais. Tudo muito luxuoso, prático e indolor. E não percebemos o quanto mudamos também. Porque esquecemos o tempo em que tínhamos que esperar as 36 poses serem gastas _ com dignidade, parcimônia e comedimento_ para depois saber se saímos bem ou não na foto. Esquecemos como tudo era mais lento, simples, arcaico e até romântico...
Então é de se esperar que a gente acredite que a vida tenha adquirido esse molejo também. E passamos a exigir da vida _ coitada!_ o swing das câmeras digitais. E começamos a cobrar do amor_ esse culpado!_ a eficácia dos flashes embutidos. E ficamos indignados com a vida e emburrados com o amor quando eles não têm essa rapidez, categoria, design e evolução. Como se tudo fosse descartável, substituível, soft e clean. Esquecemos que os tempos mudaram, mas aqui dentro continuamos precários. Muito precários...
A saudade ocupa muito espaço, espaço que meu amor tem se negado a ceder, deve ser por isso que dói sentir saudade.
Hoje um ciclo é fechado, nada aparentemente mudará, as consequências surgirão no decorrer do tempo, a explicação é dispensável, o fato está consumado, a flecha foi atirada, e o que nos resta?!.. esperar para dimensionar o tamanho do seu dano, é quase obvio o resultado, não haverá de fato um reparo, um concerto, um perdão.
O perdão é para os fortes, eu aceitei, que nem sempre poderei ser, de fato, forte assim, afinal eu sangro, tanto quanto você.
O tempo pode ser visto como um assassino em série: suas correntezas levam pessoas, esperanças, possibilidades. Mas também é um Papai Noel bondoso: quem vou encontrar naquela esquina? Que horizonte depois daquela curva, que visões, que experiência, que esperanças?? Indagar é um desafio permanente!!
O tempo transforma, a memória preserva, a morte ao fim absorve. (Ou devo escrever "absolve"?)
(Gramado, O Bosque, janeiro de 2014)
Muitas pessoas vão sair dessa pandemia fortalecidos, outros vão sair do mesmo jeito que entraram, e outros infelizmente não vão nem sair. Aproveite esse tempo pra refletir, se exercitar, orar, agradecer por está vivo, fazer uma faxina na sua vida, planeje viajem com amigos, familiares, pratique mudanças de hábitos e mesmo distante continuem próximos de quem se ama.
Perdemos muito tempo com a superficialidade da vida e, usamos tão pouco, com a essencialidade. É preciso estar consciente que é na essência que se encontra a realidade da vida.
