Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
ÀS vezes tenho à impressão que passso os meus dias catando pedacinhos de mim mesmo esparrrados pelo chão, pelos lugares onde passei, pelas pessoas que passsaram em minha vida.....
Não há muralhas que ficarão de pé
Diante de mim
Estou firmado em Cristo pra sempre
Tenho a luz em mim
Pela fé...
Fome
meu amor
a fome
que tenho
é na alma
que segue
calada
refugiada
entre sonhos
quentes
a fome
que tenho
é na pele
descontente
de forma
atraente
firme
devoradora
a fome
que vem
a fome
que vai
a fome que
você não vê
não sente
nem pressente
desprevenido
me deixa
assim
faminta
com fome de ti
Tenho tuas mãos sobre os meus ombros,
como se fizessem parte,
da arquitetura imperfeita
da minha existência.
Joguei o que me entristece no lixo, mas de que adianta se o único lixo que tenho para jogar é o meu, tudo continua aqui
Tenho pensando... pelo contrario, tenho pensando em pequenos, detalhes, os gestos, os olhares, na chuva se refletindo no chão molhado, descalço.
Tenho imaginado se pudesse ter desejado mudar algo, torna-lo do avesso, um retrato preto na parede branca do meu quarto.
Tenho sentindo a falta que me abraça e me aconchega, me ensina o motivo da esperança de que ele vai voltar no fim do dia.
Tenho esperado para adormecer, minha chance de estar, meu medo chegar. Talvez não estar lá, dos erros que cometi, dos erros que cometerei. A certeza de que talvez um deles seja o melhor erro, venha a ser um acerto.
Ele me ama.
Parece que quanto mais me desapego das lembranças angustiantes menos vontade tenho de escrever algo que possa fazer a diferença.
Tenho me afastado de determinadas pessoas, não por serem más, mas por, de algum modo, causarem-me mal.
Vocês, a quem tenho sustentado desde que foram formados, e que tenho carregado desde o seu nascimento. Mesmo na sua velhice, quando tiverem cabelos brancos, sou Eu aquele que os susterá. Eu os fiz e os levarei; Eu os sustentarei e os salvarei.
Quando
Quando olho para mim não me percebo.
Tenho tanto a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo.
O ar que respiro, este licor que bebo,
Pertencem ao meu modo de existir,
E eu nunca sei como hei de concluir
As sensações que a meu pesar concebo.
Nem nunca, propriamente reparei,
Se na verdade sinto o que sinto. Eu
Serei tal qual pareço em mim? Serei
Tal qual me julgo verdadeiramente?
Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,
Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.
Tenho o livre-arbitrio de fazer as minhas escolhas, mas futuramente não posso reclamar do efeito delas.
Não tenho medo de compartilhar conhecimento.
Essa é a unica coisa que as pessoas não poderão roubar de mim.
