Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar

Cerca de 371591 frases e pensamentos: Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar

Apenas lembrança que ainda não pude ter.

Combate à Corrupção


A normalização da corrupção revela um fenômeno ainda mais grave: a erosão da consciência coletiva. Quando práticas ilícitas deixam de causar indignação social, instala-se o que Hannah Arendt denominou de “banalidade do mal”, agora adaptada ao contexto administrativo e político. O Direito, que deveria funcionar como barreira contra o arbítrio, frequentemente é manipulado para legitimar injustiças, blindar poderosos e criminalizar seletivamente.
A polarização ideológica extremada, por sua vez, atua como cortina de fumaça, desviando o debate público de questões estruturais e fragmentando a sociedade em campos inimigos, incapazes de dialogar. Nesse ambiente, a democracia se enfraquece, pois o dissenso saudável é substituído pelo ódio, e a crítica racional cede espaço à militância acrítica.

A juventude é o que a alma grita,
Quando o coração ainda acredita,
Que amar é recomeçar,
É viver pra sonhar... contigo. _ Frase da música O mundo gira do dj gato amarelo

Dois movimentos importantes. Levantar da cama e sentar na poltrona. A alma ainda está dormindo, mas o cigarro nos dedos impele a acordar. Em frente tem a mesa com livros entulhados, cobrando-me por um antigo hábito social. Ali ficam os resumos que eu não fiz. A mesa é a minha mente, querendo fugir de mim mesma. Do lado da poltrona tem uma máquina de lavar roupas, lembrando-me que roupas não se lavam sozinhas. A cinza do cigarro é elegantemente empurrada para debaixo da cama. O coração do quarto é uma réplica de Monet, com cores saturadas. Mas Monet é Monet.
Amor é sutil como uma metralhadora. Em silêncio parece até um carinho inocente, mas apontado para a cabeça parece um crocodilo perto do bote. O amor salva, mas quando o amor é distorcido, o amor mata, mata ilusões, rasga álbum de casamento e vira briga por pensão alimentícia. Melhor evitar. Calcule a profundidade da piscina antes de pular de ponta.
Eu fui programada pelo DNA para repetir a mesma história 50 vezes, até encontrar uma resposta mais convincente. Eu não pedi para lembrar da minha biografia desde os três anos de idade. Então eu perdoo, mas esquecer jamais. E eu lembro a roupa que eu estava usando quando, trinta anos atrás, você foi tosco comigo. Mecanismo cognitivo. Eu não pedi para ter uma biblioteca de acontecimentos no meu cérebro. Coisas da vida.
Eu estou apaixonada pelo síndico do meu prédio e estou dividida entre reclamar da taxa extra ou fingir que eu não sou pobre. Então ele é o mensageiro do desejo e o demônio da taxa extra. Eu não sei se é porteiro do destino amoroso, ou se é só roubo à mão armada mesmo. Dilema emocional: amor X boleto.
Ainda estou digerindo a taxa extra com congestão. Enquanto eu me torturo com as dívidas, o síndico encosta o braço no meu e eu me apaixono. Perdi a briga e voltei para casa com um boleto cor de rosa com formato de coraçãozinho.
Eu sou excêntrica, não é para chamar atenção. É transtorno mental mesmo. Com direito a sair do meu apartamento, pegar uma vassoura e ir varrer a rua. Gari por um dia. Mas o chão ficou limpinho e meu tédio saiu satisfeito. Eu fumo. Muito. Muito. O cigarro é extensão da minha boca. Mas eu fumo tão elegante que o enfisema pulmonar acha bonito. Nada como tomar quatro ansiolíticos para a vida ficar mais leve. Hoje eu lavei dois copos, não me chame de inútil.
Eu tenho uma doença que todo mundo acha engraçadinho: bipolaridade. É tão engraçado, a pessoa surta, esquece até o próprio nome e depois tem depressão e quer se matar. Engraçado, né!? O brasileiro tem ótimo senso de humor. Pena que eu não posso rir junto, porque estou ocupada tentando sobreviver.
Bom mesmo é se alienar em seita. Você entra tomando chá alucinógeno e sai com três diagnósticos psiquiátricos. Como diz a seita: “luz, paz e amor”. Explica essa dinâmica para a clínica psiquiátrica, porque lá a meditação é “salve-se quem puder”. Eu me salvei com algumas escoriações no corpo. E agora o mantra é: “dois pesos, duas medidas”. Chá alucinógeno? Não, prefiro água, por gentileza.
O amor é patético, mas eu não tenho lugar de fala, porque eu me apaixono na velocidade da luz. Porque o síndico encostou no meu braço por três segundos e eu estou há semanas falando dele. O amor é o ridículo mais lindo que existe. Eu até tomei banho hoje, com direito a passar batom.
Eu sou mais inteligente que a média das pessoas. E a modéstia me obriga a me defender para não parecer vaidosa nem pretensiosa. Eu li Nietzsche e ele não tem pudor de exaltar suas qualidades. Então eu sou mais inteligente, mas não fique triste, você é legal — vou até te dar um biscoitinho.

⁠O sucesso profissional de pessoas negras, fruto de trabalho honesto e capacidade, ainda gera revolta em alguns.

Madrugada

Na madrugada,
meus olhos não se fecham.

Deito —
o corpo cansado,
o dia ainda preso em mim.

Pés gelados.
Olhos marejados de saudade.

Solidão.

O sono vem pesado,
profundo,
mas breve.

Cinco minutos.
Desperto.

Solidão.

Os olhos se enchem outra vez.
A boca seca.

Levanto.
O silêncio da casa
é um vulto —
assusta,
me reprime,
a alma quase abandona o corpo.

Deito.
Levanto.
Deito.

Repetição.

A madrugada passa.
E nasce
um novo dia.

do húmus veio e ainda vem a humildade e a humanidade.

Ser o seu maior fã é meu maior defeito? Talvez seja, talvez você não esteja pronta ainda para tanto amor, para ser tão bem vista, uma vez me disse que quanto menos te dão, mais você quer, foi a coisa mais feia que eu já ouvi... Isso só mostra o quanto você mesma, não está pronta para o amor, mas, eu espero que veja o amor logo, pois me agonia esperar.

Distância
Estou distante,
mas ainda sei os teus sonhos.
Me lembro exatamente
de como queres a planta do seu café,
floricultura e livraria.
Estou distante
e ainda sei os teus gostos:
três claras e uma gema;
café preto sem açúcar;
salada no almoço
e carbo no jantar.
Estou distante,
mas o teu perfume
ainda está próximo.
Estou perto o suficiente
para te ver todos os dias
e necessariamente longe
para não sentir nada.
Mas não se engane,
jamais deixaria
de te parabenizar.
Minhas maiores
e mais sinceras felicitações:
que os teus 24 anos
orbitem a mais sincera felicidade
e que teu coração permaneça límpido
como a tua alma.
Feliz aniversário.

Uma página virada, seu conteúdo está ainda presente e quiçá ainda pode ser vista, mas, uma página arrancada, não poderá ser revista, será esquecida....




Não é sobre livros.

Você será forte se admitir seus erros e mais forte ainda se admitir os conflitos que não são seus, mas que foram causados em sua maioria pela má comunicação feita por você.

Pela lei da correspondência, a vastidão do espaço revela a imensidão que ainda não ousamos explorar dentro de nós.

Nada é tão mundano quanto a soberba de quem se acha salvo demais para ter empatia com quem ainda está no caminho.

AINDA AS CRÍTICAS
Muitas críticas hão de vir, mas jamais deixarei de fazer o que tem que ser feito...
Aplausos hão de vir, daqueles que necessitam do que está sendo feito
Críticas daqueles que gostariam de fazer, mas não tem capacidade
Outros não há coragem
Jesus Cristo, o Senhor!
Não foi morto por aqueles que o necessitavam! Mas por aqueles que o entendiam!
E sabiam o que estava sendo feito e pregado!
Assim não é diferente com todos, somos condenados e crucificados por aqueles que sabem o que deve ser feito, mas não faz!
Pois é mais fácil criticar do que fazer
Mais fácil falar do que aplaudir
Mais fácil negar do que assumir
Difícil dizer a verdade, quando o mais fácil é mentir
E assim, muitos se iludem porque é fácil se iludir...
Devemos nos manter firmes diante de tudo, pois lutamos contra pessoas, não contra o mundo!

Você ainda vai usar tua "dor" para "curar" muita gente. A dor, o sofrimento e a perda são capazes de elevar-nos à um nível de entendimento sobre a vida, que felicidade nenhuma...talvez nunca faça.

Flávia Abib

Que nossas melhores escolhas ainda sejam as feitas pelo coração, sem pressa... com amor.

Flávia Abib

Ainda bem que temos em nós,
a capacidade para mudar, crescer,
transformar e aprender.
Isso nos faz privilegiados!❞

Flávia Abib

O instante exato em que uma consciência percebe que é finita e, ainda assim, continua desejando o infinito não acontece como um choque, mas como uma convivência silenciosa. Os seres humanos vivem a ilusão do infinito porque só é possível viver o presente considerando que a vida é eterna. Se pararmos continuamente para pensar que a vida é finita e que tudo passará, tudo perde o sentido. Para construir sentidos no mundo, precisamos da ideia de infinito, embora saibamos racionalmente que a vida é finita. A regra torna-se então saber que a vida é finita, mas viver como se fosse infinita, pois isso gera projetos de longo prazo e sensação de continuidade. A vida é finita, mas os desejos são infinitos. E enquanto os desejos são infinitos, somos também infinitos.
Se a memória tivesse um corpo físico, o tipo de matéria que ela poderia ser talvez não fosse mineral nem orgânica isoladamente, mas a própria forma humana. A memória poderia ter o corpo de um homem ou de uma mulher, porque um ser humano é feito de memória. Seu tronco, seus braços, seus lábios e seus olhos seriam apenas a matéria em que a memória se manifesta. A memória é um acontecimento que se expande por todo o corpo por meio de células interligadas. Assim, a memória seria um corpo que caminha carregando em si o tempo passado, o tempo presente e a expectativa do tempo futuro, um corpo que age ao existir, porque existir já é lembrar.
Explicar o amor sem recorrer a palavras associadas a afeto, corpo ou emoção é reconhecer que ele se instala quando as necessidades básicas de sobrevivência encontram estabilidade. Primeiro vêm alimentação, moradia, segurança e pertencimento. Quando o básico se estabelece, surge a equação que coloca o amor como o ponto mais alto da estrutura humana, pois ele representa a necessidade de vinculação e de partilha de mundo. Sozinhos, estamos em um território pouco compreendido; com o outro, criamos um campo de significados compartilhados. O amor torna-se então o encontro de dois mundos que se influenciam mutuamente, a forma mais elevada de integração à realidade e de atribuição de sentido à própria ação.
Quando o tempo decide parar de obedecer aos humanos, o primeiro dia dessa rebelião silenciosa acontece sem alarde. Ninguém precisa acordar pela manhã, porque não há manhã. Qualquer horário serve para acordar, porque não há mais horário. O trabalho não tem início definido, nem término previsto. Tudo fica suspenso e tudo pode começar a qualquer momento. O tempo, que organizava a mente humana, dissolve-se. Sem ele, a vida deixa de ser fragmentada e passa a fluir de forma intuitiva. A existência deixa de ser uma sequência e se torna um campo contínuo, onde as ações já não obedecem a uma régua invisível.
A inteligência que cresce em ambientes hostis pode ser compreendida como uma pequena chama que insiste em permanecer acesa na escuridão. O ambiente é amplo e adverso, mas essa chama, embora pequena, ilumina o suficiente para reorganizar o espaço ao redor. Ela não é um incêndio, apenas um ponto persistente que transforma o ambiente ao revelar camadas que antes não eram percebidas. Assim, a inteligência em ambiente hostil não domina pela força, mas pela capacidade de mobilizar e reorganizar o que parecia imóvel.
Quando alguém descobre que viveu metade da vida sendo uma versão traduzida de si mesmo, ocorre um deslocamento interno profundo. A pessoa percebe que nunca teve controle total sobre a própria trajetória e que a vida é atravessada por ilusões e projeções difíceis de identificar. Surge a pergunta sobre autenticidade em um mundo cheio de nuances imperceptíveis. Esse reconhecimento não destrói a identidade, mas inaugura um despertar ontológico, uma tentativa de viver o restante da existência com maior integridade e consciência, ainda que nunca haja certeza absoluta de autenticidade.
Se a linguagem pudesse adoecer, seus sintomas mais perigosos seriam a revelação involuntária das estruturas ocultas da sociedade. Ela deixaria de ser domesticada e passaria a expor o que antes permanecia velado. O poder perceberia primeiro essa doença, porque seria o mais ameaçado por uma linguagem que já não obedece. O poeta reconheceria a mudança como parte de seu próprio território de experimentação. O louco, imerso em seu universo particular, seria afetado de modo indireto, como quem vive em uma margem onde a linguagem já se encontra em estado instável.
O encontro entre duas ideias que se odeiam, mas dependem uma da outra para existir, seria breve e inevitável. Haveria um cumprimento mínimo e o reconhecimento mútuo de necessidade. Cada uma afirmaria silenciosamente ao outro que a existência própria só se sustenta pela presença daquilo que rejeita. Assim, a convivência não seria harmônica, mas estrutural. Permaneceriam juntas não por escolha, mas por impossibilidade de separação.
Perguntar o que é mais pesado — aquilo que nunca aconteceu ou aquilo que aconteceu e não pode mais ser alterado — conduz a uma conclusão direta: ambos carregam peso. O que não aconteceu pesa como possibilidade perdida; o que aconteceu e não pode ser alterado pesa como permanência irreversível. Cada um ocupa um tipo diferente de densidade dentro da experiência humana, mas nenhum deles é leve.

A falta que te amar me faz


Por que pessoas boas morrem? Muitas com tantas coisas ainda pra ensinar ou aprender, para continuar repassando no passa e repassa da vida. Quantas catástrofes acontecem desde que o mundo nasceu? digo isto, com a mesma propriedade de alguém que inventou a álgebra, com a certeza de que o que disse, era a solução para aqueles problemas tão complexos, inventados pela própria pessoa que dizia conhecer a solução, para o que ela mesma criou. E fácil assim, darmos razão para o que acreditamos ser certo, e é por isso que eu ouço, já a algum tempo a frase: tempo, ... tempo..., e ela vem de uma pessoa que eu admiro muito.
E hoje eu senti uma coisa no peito, como o ardor sem bater, como o ferir sem corte. Sim, as palavras acertam de um jeito que até deixariam tonto napoleão, fato, aquele mesmo que perdeu a guerra; e junto com ele todos nós perdemos. Todos querem encontrar uma razão para ser feliz ou para permanecer nas sombras, e a mais pura verdade é que tem gente que admira a escuridão, sendo esta fantasiada pela falta de atitude e sim: a determinação não é para os bons, é para os espetaculares.
Se o amor existe ainda ele tem que se manter espetacular e manter seu ibope alto, assim como o ódio, que só existe porque um dia houve amor ali. E quem anda contigo é que é o problema certo ou incerto da vida. Conhecer a si mesmo, é entender que nem tudo que está perto é alcançável, assim como o que está longe é seu e deve ser admirado por isto, porque a distância fere com a mesma intensidade do carinho, que vence, mais do que o amor.
Sempre ouço de um homem qualquer de que amar é fácil, o difícil é gostar, porque permanecer com este sentimento é mais prazeroso do que o amor, que passa ... O gostar não, por isso que eu achava que eu dizer: "eu te amo" causaria impacto, mas soa como qualquer outra frase, até mais frágil do que eu pronunciar odiar, pois como eu disse antes: não existe ódio sem um amor ter sido destruído... .sem ter existido um amor.

Viver
é respirar fundo
mesmo com medo.
É tropeçar
e ainda assim
escolher continuar.
Não é sobre ter tudo,
é sobre não desistir
de si.