Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
Inventei um amor pra mim, e ele é perfeito.
Alguns dizem que estou ficando louca, eu digo que estou ate lúcida demais ultimamente.
Nem sapo nem príncipe eu escolho os homens normais e deixo a ficção para quem é ligado numa fantasia.
Vai, confia em mim que eu gosto de dilacerar as almas alheias. Em menos de duas doses enlouqueço sua mente sã em razão das minhas ironias desvairadas só para jogar fogo na sua vida e chorar com sua partida.
Sei que você não sabe quem eu sou mais uma coisa te digo você pode conhecer e gostar então nunca julgue ninguém pela aparência.
Se não existe mais o nosso compromisso,
Se tudo agora são fabulas contadas,
Se eu estou livre e nada mais impede meus atos e reações
Porque então meu coração nao enxerga suas asas?
Não mudarei para agradar ninguém. As palavras alheias fazem menos mal que a vida infeliz que eu teria.
E mesmo com essas lágrimas molhando meu rosto, eu continuo sorrindo. Fingindo que não dói, fingindo que eu não ligo para o fato de que você nunca irá me amar, fingindo que essa cicatriz já desapareceu da minha pele, do meu pulso. Fingindo. Porque para mim fingir as vezes parece a melhor decisão a tomar.
Tá vendo sua teimosa? Viu que deu errado de novo? Eu não te avisei?(...) Desculpa! é que as vezes preciso me dar broncas.
Logo eu tão simples e cinza, vi-me encabulada rodeada de cores, rosa, vermelho, azul, verde, lilás, tudo tão mágico, resplandecendo encantamentos algum dia proferidos, ouvia-se cantos suaves saindo de algum lugar, a voz se escondia por alguns becos, não se podia achar, alegrei-me apenas em ouvir. Por um longo instante tinha achado que me perdi em algum arco-íris qualquer ou passei a visitar a lugares mágicos desconhecidos, só então percebi que não era nenhumas das hipóteses sugeridas, não tinha saído do lugar, estava bem no meu quarto deitada na minha cama, dei lugar aos meus loucos devaneios, sai de órbita por longos 10 minutos, tá vendo, olha só o que me acontece, é só pensar em você que acabo saindo deste mundo, boba eu, tola eu.
O câncer das famílias se chama competição, quando eu teimo em achar que sabemos mais que nossos pais.
