Eternidade
Se o tempo realmente curasse tudo, eu teria que viver uma eternidade para ter todas as minhas feridas cicatrizadas.
Amo-te
Isso eu posso lhe dizer
Porque é certo e verdade
Que toda a eternidade
Seria pouco pra esquecer
Viajantes que somos da eternidade, trazemos muitos traumas e impressões das inúmeras existências vivenciadas por nós, em nosso pretérito.
Sem que percebamos, nosso passado ainda fala alto em nosso íntimo e pode, por isso, nos influenciar negativamente. Portanto é comum que nos sintamos tristes, nostálgicos, saudosos de algo que ainda não sabemos explicar. Temos que nos precaver quando percebermos que estamos mergulhados nesses estados depressivos e melancólicos.
Ooh! Melancolia vai embora! Deixe-me sozinha nessa noite fria... *-;*
Como preencher o vazio da alma?
Ou será que nem a eternidade consegue fazer tál efeito?
Ou talvez fiz algo de muito grave pra sentir tál dor e nem ao menos saber o pq, o motivo e nem como conseguir concertar...
Em Cristo encontramos o nosso verdadeiro valor. Nele temos a eternidade de tudo aquilo que sonhamos e desejamos. Nele, o amor é eterno. Na riqueza ou na pobreza, o feliz é para sempre. E somente nEle, nem a morte será capaz de nos separar.
Chamas da Eternidade...
Toda vez que você me vê , brota um novo vicio em você.
E Perante a eterna sedução entre culpa e vontade nascem às chamas da eternidade!
Diante desse relacionamento universal ardem as paixões Bastardas enrustidas Nas entre linhas da vida!
Como o poeta, que escreve a eternidade, entre o sonho e a realidade, sobre as nuvens do amor, paz e tranquilidade encontrará as estrelas num sopro renovador...
A eternidade é apenas um sonho, mas a unica maneira de concretiza-la é propagando a raça humana por todo universo.
Jardim da Eternidade.
Ela sempre adorara esculturas, mas seus gostos não eram o que se poderia chamar de normais. Talvez por morar muito próximo a um cemitério tinha tanto fascínio pelas lúgubres estátuas de lugares assim.
Era uma garota simples, sem grandes ambições e levava uma vida relativamente normal. Depois da morte dos pais passou a morar sozinha naquela casa que todos achavam esquisita, os vizinhos diziam que era assombrada e não tinham coragem, e nem vontade de se aproximar de sua - também estranha- moradora.
Por ser uma pessoa solitária gostava muito de passear no silencioso cemitério apreciando as esculturas que adornavam os túmulos. Mas dentre todas havia uma em especial que a impressionava, um anjo com aparência muito triste, pensativo e com enormes asas que envolviam todo seu corpo. Ficava horas admirando essa estátua e tentando adivinhar de quem poderia ser aquele túmulo já que não possuía nenhuma identificação.
Enquanto vagava pelas alamedas ouvindo o barulho das folhas levadas pelo vento ficava lembrando dos sonhos que tinha durante a noite. Desde pequena tivera sonhos intrigantes, mas nunca comentava o fato com ninguém. Sonhava que passeava pelo cemitério a conversar com seus habitantes e até mesmo com suas estátuas. Às vezes, via também seus pais e parentes que já estavam mortos, mas atribuía esses sonhos à sua vida monótona, sempre a abrir as janelas e portas com vista para aquele enigmático lugar.
Naquele dia em especial deteve-se por um tempo maior em frente à figura do anjo, lembrando-se do sonho da noite passada. Ela havia parado como sempre para observá-lo, quando de repente a estátua tomara vida e viera conversar com ela. Durante um tempo que lhe parecia eterno eles conversaram e ela finalmente desvendara o mistério, ele lhe contara que o túmulo era dele, um escultor desiludido que se suicidara e a imagem do anjo que ela tanto admirava era na verdade uma espécie de auto-retrato que fora sua ultima criação.
Acordara naquela manhã fria com uma terrível sensação de solidão e decidiu passear pelo cemitério. Lembrando-se do sonho e olhando para a estátua uma pergunta não lhe saía do pensamento: seria aquela realmente a imagem do artista? Se fosse, ele deveria ter sido muito belo com aquele semblante melancólico, mas jamais saberia, pois não tinha coragem suficiente para sair por ali perguntando.
Depois desse sonho outros vieram bem como vários outros passeios, até que um dia algo extraordinariamente estranho aconteceu, de longe viu ao lado do túmulo do suposto artista um movimento bastante anormal. Só quando estava mais próxima conseguiu distinguir o que era, havia alguém esculpindo com extrema rapidez uma estátua no túmulo ao lado.
Naquele clima surreal foi se aproximando aos poucos e percebeu que o anjo não estava, mas não conseguia entender exatamente o que estava acontecendo. Percebendo a presença estranha o escultor virou-se para olhá-la, o susto foi tão grande que ela quase caiu. O escultor não era ninguém menos que o anjo, não a estátua, mas sim um ser de carne e osso, mas a surpresa maior veio quando olhou para o trabalho que ele acabara de concluir.
Era outro anjo, porém a figura era feminina e se parecia incrivelmente com ela.
Devo estar sonhando – pensou ela, completamente confusa.
Com o sorriso mais enigmático que ela já vira, ele disse:
- Sim, querida você está sonhando. A única diferença é que deste sonho você jamais acordará!
