Estranho
Me sentindo muito estranho com a minha vida ultimamente. Tudo está estranho, parece que perdi o rumo das coisas, das minhas vontades, das minhas convicções e nada volta para o seu devido lugar.
Tenho certeza que você está me achando um ridículo por estar envolvido numa situação sem saída, sem solução. Estou cada vez mais me afundando num meio caótico que eu mesmo procurei, que provoquei. Mas o vazio aqui dentro continua, não me sinto completo, nem feliz. Eu sei a resposta, é porque não tenho mais você. Foi embora e me deixou perdido.
Nem eu mesmo acredito que estou nesse meio, um lugar a que não pertenço, esse não sou eu. Onde está aquela felicidade que eu tinha antes, antes mesmo de te conhecer eu era mais feliz, depois que te conheci eu mudei completamente, a felicidade em minha vida era completa, meu sorriso, minha vontade de viver, de mudar por você. Eu mudei por você, você foi capaz de trazer a essência que eu guardava dentro de mim.
Não acredito que estou de volta à lama, sim à lama, me sinto que voltei à sujeira. Estou estranho de verdade. Até nervoso demais passei a me comportar, parece que envelheci uns 10 anos. E eu sei a causa, mas não estou tendo forças pra cortar isso, pra cortar esse mal que me assola à meses. Estou preso por uma pessoa que finge estar comigo, que finge se importar comigo, mas na primeira oportunidade me esnoba, me ridiculariza. Estou tão fraco a ponto de não tomar nenhuma atitude? Sim, estou. Preciso de uma pessoa, só uma, que era capaz de trazer luz às minhas manhãs e amor às minhas noites sombrias.
Tenho me visto em fotos que eu mesmo não me reconheço. Cabisbaixo, fugindo de algumas situações, já estive melhor, já fui melhor com você. Hoje só está me restando ficar fugindo do que realmente eu sinto. Mudei demais e não sei mais quem eu sou. Aquele homem que sorria expontaneamente, sem pressões, sem prisões está escondido.
Necessito de ajuda, de uma esperança, necessito de você pra me trazer aquela alegria verdadeira, aquele sentimento de amor verdadeiro, nada fingido ou mandado como tem sido meus dias ultimamente. Preciso de uma mão que me estenda e me ajude a me por de pé, que me ajude a andar novamente para o fim desse túnel onde eu possa avistar a luz de novo.
Curtir tanta coisa longe de você não tem sido a mesma coisa, me vejo numa situação em que minha cabeça não está de fato. Até fugir para outro lugar eu fiz, para respirar, para pensar, até mesmo para me divertir sozinho, sem ninguém para me pressionar, sugar minhas energias e minha momentânea felicidade. Mas por forças maiores, me vi voltando para a lama, me viram na lama, eu me vi fazendo coisas que não me pertence, porque nem ser eu mais, eu sou. Sou uma marionete na mão dessa pessoa que me manipula e brinca comigo. Estou perdido meu amor. Ninguém mais seria capaz de me tirar dessa, somente você.
Como me lembro de quando suas mãos tocaram meu rosto e me disse: “Eu acredito em você, eu juro.” Assim desejaria sentir suas mãos macias e carinhosas novamente em meu rosto e acreditando em mim, dando credibilidade para o que ando sentindo. Sentir seu beijo amoroso, me fortalecendo e me dando motivos para sorrir como antes.
Já fui outro, já fui uma pessoa melhor, hoje só me vejo pela metade. A minha outra metade ficou contigo meu amor. Como fazer agora pra pegar a parte que me pertence? Como posso tê-la de volta se você não está mais aqui. Você foi embora e me deixou, me deu um “gelo” pra eu me decidir e aqui estou, frio, sem motivação, nessa depressão. Finjo estar feliz, mas não estou, não sou mais aquele que sorria para todos, porque havia um motivo real para a minha felicidade. A minha metade você levou, meu coração está pela metade, vivo a andar com um só batimento, vivo precisando de dois corações, o meu e o seu. Batendo como se fosse um só. Em meu íntimo eu penso em ti, vejo o céu, a lua e as estrelas e imagino que um dia poderemos reparar essa metade que cada um carrega. Espero que um dia você me devolva o que contigo ficou, meu coração, meu amor.
Cara, é meio estranho, eu nem vou falar com você, mas só de saber que está online e ver aquela bolinha verde do lado do seu nome me sinto mais próxima.
As vezes até as coisas mais perfeitas precisam terminar. Isso parece ser estranho, mas é verdade... porque às vezes não estamos preparados ainda pra viver aquele momento, por mais maravilhoso que pareça. Não é fraqueza, não é medo... é só o tempo necessário para amadurecer, é só o tempo necessário para que não só o instante seja adequado, mas também nós sejamos aquilo que precisamos ser para vivê-lo plenamente.
Eu tenho um costume estranho, ou talvez só um pouquinho diferente, de destacar partes de livros que leio e conectá-las a outros enredos. Ainda que não seja sobre a minha vida, a ideia de deslocar o drama de outra pessoa ou personagem faz com que eu me sinta capaz de fantasiar histórias que eu gostaria de ter vivido ou que eu gostaria de ter sentido. Numa dessas, enquanto lia e movia o celular com maestria num café vazio no meio da cidade, me deparei com a dramática sentença que mudou minha semana:
“Existe uma linha sútil entre adaptação e apego.”
Fui atingido por um trem em altíssima velocidade no exato momento em que terminei a leitura do ponto final. Será que eu sou uma dessas pessoas que se deixa levar por um comodismo barato que se apodera de algumas relações afetivas? Nah, eu sempre estive acima disso, pensei com ingenuidade. Mas a volta de ônibus pra casa foi turbulenta. Enquanto o motorista derrapava pela décima vez por uma via molhada, eu derrapava pra dentro de mim pensando em como seria possível distinguir apego de outra coisa.
A adaptação é o período correspondente à calmaria dos relacionamentos. Você sabe do que eu falo, é quando o namoro dá uma estacionada de leve e as coisas parecem todas iguais. Não que isso seja ruim, pelo contrário, parece que finalmente a gente achou aquele amor com sabor de fruta mordida, calminho, bom pra passar os domingos juntos e construir alguma coisa edificante e sólida e, pera, será que isso não é só uma desculpa pra não admitir pra mim mesmo que as coisas têm sido todas iguais e que aquela chama toda, aquele amor-combustível que movia a gente, pode ter chegado ao fim? Não, não é a rotina em si, é quando o sentimento estaciona. Imagina que o sentimento não evoluiu durante a coisa toda e que o desgaste vai batendo, arranhando, sujando a lataria.
Não é nem um pouco fácil, pelo menos pra mim, perceber e admitir isso. Paixão e apego podem ser sentimentos parecidos quando não se tem certeza do que se sente e de como funciona o nosso fluxo emocional. Pra mim calmaria significa morte decretada de um casal. Quando a gente passa a semana sem se falar, coisa e tal, e isso não incomoda nem um pouco. Quando a gente começa a se questionar se sentiria falta ou não, e acaba não sentindo mesmo. Tá, eu sou confuso, mas talvez você também seja e esteja nessa. Talvez seja uma tendência natural dos librianos (ou do zodíaco inteiro).
Descobrir se o namoro se tornou puro apego é complicado. Ainda mais quando bate aquela vontade de ir embora, porque, do contrário, a gente ficaria à beira de uma estrada pedindo carona, já que o carro não tem mais rota, nem combustível, nem motoristas aptos a conduzir o veículo. Pior do que descobrir, é o ato de admitir pra si mesmo. Sério, quem em sã consciência jogaria um balde de água gelada num castelo de areia que foi construído com tanto carinho? Talvez alguém que conseguisse fazer metáforas melhores que as minhas e alguém que quisesse ser realmente feliz. Sabe, tenho a impressão de que o apego faz a gente ficar mais pelo outro do que por nós mesmos, como bons samaritanos. Mas a verdade é que bate um medo danado de perder tudo aquilo, perder o outro, perder o companheirismo. Bate um medo danado de ficar sozinho, de ter feito burrada e errado, de sentir falta (você vai sentir, com certeza) e coisas do tipo. Admitir que é apego congela a gente, e é preciso coragem pra sair dessa inércia e resolver correr atrás de outra chance de ser feliz (ou quebrar a cara).
Digo, olha pra esse motorista do ônibus no qual estou, ele claramente não sabe o caminho, mas tá tentando chegar lá. Pode demorar, a gente pode reclamar, ele pode se sentir confuso, mas vai que ele chega. Na pior das hipóteses, ele liga o GPS ou pede ajuda pra alguém. E não é tão diferente assim na vida real. A gente não precisa ser vilão, eu acho. Basta explicar tudo direitinho, agradecer pela estadia, explicar que não existe culpa, que você quis se dar mais uma chance de ser feliz e sentir tudo aquilo que as pessoas merecem sentir: um arrepio na barriga enjoado que nem parece aquele bonito que é descrito nos livros de romance. Explica isso, fecha a porta do carro com carinho e assume a responsabilidade de pegar o seu futuro nas mãos e fazer o que bem entender com ele. Vamos acabar descobrindo sozinhos se foi bom ou ruim, se foi a decisão certa ou não, se era amor ou se era apego. Se era apego, bom, bem-vindo de volta à trilha. Se era amor, mantenha a calma: você só vai precisar achar um jeito diferente de achar a estrada de volta pra casa.
Esqueça o óbvio
Interfira no estranho
Seja rude com o silêncio
Agarre a destruição
Ria das leias
De vida a mutação
Que estranho essa data, essa lugar, essas lembranças de nós.
Hoje faz um ano que a gente ficou pela primeira vez, faz um ano que eu comecei te amar de verdade, um ano que eu comecei a te conhecer, pena que acabou, éh, foi bom enquanto durou e durou enquanto Tava sendo bom. Isso tudo é tão estranho, estranho porque a gente prometeu que seria PRA sempre, nós tínhamos nos esquecido que o pra sempre, sempre acaba.
É estranho lembrar dos seus olhares que diziam me amar, do carinho que você me dava, do amor que você demonstrava, e da idiota que eu era!!
Não sei porque ainda lembro de você, talvez seja porque além de tudo você me fez muito feliz. E você marcou muito minha vida!
Eu que não me via longe de você, hoje nem contato com você eu tenho.
Eu não acredito que você tenha esquecido de mim, por mais que você tente.. o que a gente viveu foi muito forte.
Mais eu espero que você seja feliz com seu novo amor, que você siga seu rumo, porque eu vou seguir o meu. Talvez sempre com algumas lembranças, mais vou seguir!!
É estranho como duas pessoas que eram tão próximas, podem se afastar tão facilmente sem nem mesmo perceberem isso.
É estranho quando se deseja dialogar e não se tem com quem. Mas mesmo assim necessito monologar, porque isso me faz bem. Sinto que dentro de mim, brota uma paz sem fim e de repente ao ouvir Deus falando, isso tudo é bom demais, porque é este mistério que me satisfaz.
Estranho esse negócio de sentir saudade. Enquanto você estava aqui, não notava sua presença. Agora que você se foi, te vejo em todo lugar.
TALVEZ
Talvez, hoje faça sol
e assim eu possa caminhar
talvez, um estranho retribua o meu olhar
e venha até mim, falar
talvez, o dia tarde a passar
e a gente, se esqueça de lembrar
ás vezes o futuro pode esperar
e o tempo, estagnar
Talvez, mas só talvez,
nós tenhamos tempo,
pra não pensar em nada.
O BOM
Acho estranho quando alguém diz ser bom porque não faz mal a ninguém.
Afinal então ser bom é não fazer maldade?
Eu digo que não fazer o mal é o mínimo que podemos ser e fazer.
Mas ser bom de verdade é ter amor de verdade no coração.
Não aquele egoísmo indecente que muitos chamam de amor.
Chamar de amor o comodismo.
O costume de estar ao lado de alguém
Ou a carência de sentir saudade de alguém
Loucura? Não!
Sensatez.
Porque na verdade muitos dizem amar, gritam aos sete ventos que fariam de tudo pela pessoa amada.
Fazer de tudo o que?
Um ramalhete de flores?
Um presente qualquer comprado?
Amor é doação.
Amor é atenção.
A pessoa quando ama de verdade nota os mínimos detalhes do outro.
Ele percebe a alma.
Então volto a perguntar.
Você ama mesmo ou apenas é egoísta?
Egoísta porque valoriza o material e se esquece do primordial.
E em resumo, se você se acha bom porque não faz o mal, vou te contar uma coisa.
Eu te acho um monte de nada elevado à quarta potência de coisa nenhuma.
Você é um sujeito morno e inexpressivo.
Um ser que vive as margens de um espelho que reflete o que você quer enxergar, não exatamente o que ele te mostra.
E eu na minha completa loucura, prefiro os maus, os bandidos de fato assumidos, à aqueles que se entilulam de "bons" de "politicamente corretos". E sabe porque?
Porque para ser "bom" o sujeito não precisa de nada.
Mas para ser mal, ele precisa no minimo de uma dose de coragem para depois assumir seus erros e suas maldades.
Rê Pinheiro
É estranho uma sociedade em que as os irmãos não se falam, não dão bom dia, não desejam boa sorte, as mentes estão voltadas apenas para o inútil.
Em um piscar de olhos, muita coisa acontece. É até estranho pensar que em um segundo sua vida pode mudar para sempre. Uma decisão acertada, uma escolha errada, um caminho confuso. Quase todas às vezes, decisões que tomamos consomem um tempo ínfimo diante do que temos. Por isso que na maior parte do tempo pensar pode ser melhor que agir. E, repensar pode ser uma decisão ainda mais acertada.
Boa noite. Isso é um relato de um acontecimento muito estranho ocorrido na minha chácara em Cotia. Chegando á casa com minha esposa encontrei no gramado o que parecia ser um recado escrito deixado por alguém em um papel dobrado. A casa estava vazia e o recado teria sido entregue no curto período de uma hora que estivemos fora. O estranho no ocorrido só foi notado quando o papel foi desdobrado e notei que o mesmo foi rasgado na metade ainda dobrado, a outra parte não foi encontrada. A coisa ficou mais estranha quando tentei ler. Eram três partes de duas cartas e junto um pequeno impresso de um Buffet de casamento, onde os noivos agradeciam a presença e ofereciam a residência, com a data de 01/03/1980. Para piorar as partes encontradas eram as do meio de uma carta escrita por eu mesmo, e outra escrita por minha mãe já falecida por cinco anos. Como se não bastasse isso, estas cartas teriam sido enviadas para minha irmã que morava no Japão em 1980. Minha irmã alega nunca ter recebido ou lido estas cartas antes, mas lendo o conteúdo e examinando as caligrafias não deixam duvidas que sejam autenticas. As únicas pessoas que poderiam ter acesso ás cartas ou as informações contidas nas mesmas alem de mim, ou estão mortas ou estão a mais de 400 km do local, tornando impossível que elas as tivessem colocado no gramado para que eu as encontrasse. Nem eu mesmo, em um surto mental, poderia telo feito, pois estava fora com minha esposa enquanto o recado era entregue. Pela portaria do condomínio de chácaras que moro não entrou ninguém de fora no período que estive na rua. Porque cartas escritas a mais de 30 anos, e que deveriam estar com minha irmã, que hoje mora em Catanduva, estão no meu gramado, e ainda dobradas em quatro e rasgadas ao meio ainda dobradas? Nem eu nem minha irmã guardamos papeis ou cartas antigas. De onde isso surgiu? Porque na minha casa? As minhas tentativas naturais para explicar o ocorrido se esgotaram, só sobrou o sobrenatural. O problema é que eu não acredito no sobrenatural. Será que devo começar a acreditar? Alguém pode me dar uma luz? Estou no aguardo. Obrigado.
Ter o benefício da dúvida é poder dizer "não sei" sem medo, pois somos humanos e estranho seria se tivéssemos tudo na ponta da língua.
Era um estranho agora, mas ela tinha sido uma amiga uma vez, e isso foi suficiente para ele.
NASCI
A Vida veio até mim
Num sopro de amor,
Mesmo com o passado estranho
E também com cada dor.
Importa que sou minha mãe,
Sou meu pai e meus ancestrais.
Importa que deles ganhei a Vida
E não importa nada mais.
O que seria de mim
Se não tivessem sofrido,
Lutado, amado
E tudo o que foi vivido?
Sem todos eles
Aqui eu não estaria
E não teria a oportunidade
De crescer no meu dia a dia.
De servir com carinho,
Respeitar o vizinho,
Amar às pessoas,
Os familiares, os netinhos...
E a linda oportunidade
De estar no Agora,
Vivendo com liberdade
E tudo que me vigora.
Gratidão, gratidão
É só o que posso dizer.
Àqueles que estão longe
E aos que sempre vem me ver
Desprovida de mágoa
Cheia de bênçaos, me inundo.
Uma mulher que deságua
Pois pretendo ir profundo.
