Estrada
Não há paz de espírito sem deixar de nos comparar. Visualizar somente a nossa estrada, ao nosso tempo, mas se diligenciando diariamente para seguir é uma benção eterna.
O caminho da salvação às vezes é tão estreita que parece uma estrada sem rumo definido tal é a dificuldade de percorre-lá.
Quando eramos jovens filhos da estrada
Os velhos preenchiam de música o nada
Dizia "Quero aprender a música dos senhores"
Diziam "Aprenda o ritmo e viva sem temores"
São tantas as avenidas, estradas, rodovias...
...Mas; o amor insiste em passear sempre na mesma rua.
" Só para não ter que ficar distante da pessoa amada! "
LAGOA DA PRATA
Lagoa da prata
Na beira da mata
Molhando a estrada
Um homem pescando
Com a barra da calça dobrada
Andando descalço
Na margem molhada.
Lagoa da prata
Lugar de beleza sem igual
De águas azul cristal
Com margem larga
E uma pequena ilha no final.
Águas claras abundantes
Em meio ao cerrado extravagante
Abastece o Rêgo d’água no terreiro
Enche os rios
E mata a sede dos tropeiros.
Assim era a lagoa da prata
Hoje esquecida
Destruída
Deu lugar à plantação
Que secou as tuas águas
Fazendo rachar o chão
Acabando com a magia
Que tinha lá no meu sertão.
PORTAL DO TEMPO
Na beira da estrada
A cancela fechada
O portão na entrada
Marcando o tempo
Marcando o chão
Era bem grande
O grande portão.
De um lado passava o tempo
Do outro o tempo voltava
O grande portão
Marcava o tempo
Marcava o chão
E a nossa parada.
Era meio sombrio
Ás vezes frio
Misterioso no meio da estrada
Marcando a jornada
O vento soprando
A chuva molhando a sua fachada.
Misterioso portão
Controlava o tempo
Cortava o vento
Voltava o tempo
Brincando com a nossa imaginação
Acabou o grande portão.
O progresso chegou
A tecnologia avançou
O portão destruído
O tempo perdido
Num só se tornou.
O tempo mudado
Ficou do outro lado
Fechando a porta do mundo
encantado.
A Vida é Uma Estrada Somente de Ida,
Vamos Seguir Nela em Primeiro Amando a Deus,
e
Amando a Todos e Fazendo o Bem.
Provérbios 14.12: Há caminhos que a pessoa considera corretos, mas que acabam levando à estrada da morte. (NVT)
Na vida, não dá para pular as estradas e querer cruzar o desconhecido
sem escolhas. Deixar que o barco navege com as cordas froxas, enquanto as velas estão descontroladas.
O barco precisa de um capitão para enfrentar o mar revolto e as águas silenciosas.
Quando você resolve parar de aprender, você escolhe estacionar e não progredir na estrada chamada vida.
Pela ponte da estrada
ela ficava olhando o menino
que vagamente caminhava.
Lá de cima ela sonhava
com o dia que tocaria
a pele macia
do Menino do rio.
Eram crianças e imaturas
Não havia nem as maldades
que se criam na adulta imaginação
Tudo era puro e de verdade
no inócuo do coração
Quando menina ela o amava
De longe olhava o Menino no rio
Um dia, na ponte, ela o encontrou
olhando em seus olhos, tudo contou
Num beijo durou como sendo infinito,
Agora em seus braços, o Menino do rio
Era, enfim, seu grande Amor.
(FERGOM, Edleuza. O Menino do Rio. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 104).
