Estava um Pouquinho Ocupado Desculpe me

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A Alegria Por Um Fio...
(Múcio Bruck)



Era eu um entusiasta da vida
Com meus segredos, planos e aspirações
Meio perdido: um adolescente "virando" adulto
Sem domínio das explosões incontidas


Meus planos de vida eram poucos
Mas os que me haviam eram riquíssimos
Estudar, trabalhar, ter um emprego
Amar... Ah, como me era caro o amor


Era único, era real, era-me necessário
E, o temor e em plena imaturidade
Descobri nos arroubos que me vinham
"Amar nada se relaciona com saber amar"


Naqueles idos, tinha prá mim
Que seu valor era maior que o meu próprio eu
Que você, em minha natureza
Merecia entregas e meu mundo particular


Eis o meu engano, erro maior de mim
Ter-me suprimido e a vendo maior
Maior que eu ou de tudo o que eu era
Me peguei pequeno ante de sua grandeza


Como um relação assim poderia vingar?
Você, "madura", a tudo via e nada dizia
Parecia gostar, mas, sem se importar
Fosse com minha entrega


Fosse com a prioridade de um diálogo
Assumo, o negro ciúme feria-me
Hoje, sei que tudo se deu por seu desamor
Minha ilusão era sua satisfação

O Tempo e a Realidade...




O tempo não me foi um bom conselheiro
Sequer companheiro fiel
Não baniu lembranças de dores
Não suprimiu gostos de fel


Não curou férreas feridas
Nem estancou saneamento
Teimosos e incessantes
Que emudeceram minh'alma


O tempo não fez sumir cicatrizes
Restadas das batalhas insanas
Nas noites de razões equivocadas
Fiadas em falas de um frágil amor


O tempo, converteu minutos em dias
Que trouxeram brisas e temporais
Num ciclo de encontro e despedida
Nos segredos de flor desmedida


Cego e poderoso como um raio
O tempo riscou minha vida
Ascendendo no céu de minha paixão
Uma estrela de ensinar a dizer não

Segredos de Cais...


O tempo é um bom conselheiro
Cuida de ser um companheiro fiel
Não bane boas lembranças
Suprime, sem temor, gostos de fel


Cura e cicatriza férreas feridas
Nem se manifesta ante o pranto
Que requer rolar, mesmo que incessante
Pois as lágrimas, mesmo mudas, amadurecem


O tempo não faz sumir cicatrizes
Restadas de batalhas insanas
Nas noites de razões que resgata
Fiando em falas de amores febris


O tempo, converteu minutos em dias
Rasgando brisas e temporais
Num ciclo de encontro e despedida
Desses que silentes, guardam segredos de cais desmedida


Cego e poderoso como um raio
O tempo riscou minha vida
Ascendendo no céu de minha paixão
Uma estrela de ensinar a dizer não

Porque um menino nos nasceu,
um filho nos foi dado,
e o governo está sobre os seus ombros.
E ele será chamado
Maravilhoso Conselheiro, Deus Podero­so,
Pai Eterno, Príncipe da Paz.

Bíblia Sagrada
Isaías 9:6.

Cada ofensa gratuita e cada rasteira que damos uns nos outros cimentam um caminho de desolação onde a inocência foi completamente assassinada pela maldade diária.

Estamos corrompendo a nossa própria essência, ferindo quem estende a mão e alimentando um ciclo de ódio que consome o pouco de luz que ainda restava no mundo.

Transformamos o mundo em um campo de batalha onde a violência, o ódio e a fúria cega alimentam a sede de destruição que corrói o que restou de humanidade em nós.

Trocamos a generosidade e a compaixão por um egoísmo sanguinário, ferindo o próximo sem remorso e afundando a sociedade na lama da própria maldade.

O mundo virou um abismo escuro onde a maldade se alastra como praga, e a humanidade, totalmente corrompida, afunda dia após dia na certeza de que já está irremediavelmente perdida.

Se não houver um retorno urgente à luz e aos caminhos de Deus, continuaremos a definhar na escuridão dessa violência desenfreada que nos consome por inteiro.

Assinamos nossa sentença de extinção ao abandonar a luz e transformar a Terra em um inferno particular onde a maldade impera e não há mais para onde fugir.

Estamos perdidos na nossa própria imundície moral, vagando sem rumo em um mundo onde ninguém mais confia em ninguém e onde o mal venceu a esperança.

AMAMOS, MESMO SABENDO QUE UM DIA SERÁ SAUDADE

Talvez uma das maiores coragens humanas seja amar sabendo que podemos perder. Sabemos disso desde o princípio, embora quase nunca tenhamos coragem de dizer em voz alta. Quem chega pode partir. Quem abraçamos hoje talvez amanhã exista apenas na memória. A voz que agora escutamos poderá um dia transformar-se em lembrança, e aquele rosto que conhecemos de olhos fechados talvez passe a habitar somente o território silencioso da saudade. Mesmo assim, amamos.
E talvez seja justamente nisso que o amor revele sua grandeza.
Porque amar nunca foi possuir. Possuir é desejar permanência; amar é compreender a impermanência e, ainda assim, permanecer enquanto for possível. Há uma espécie de loucura consciente no amor: entregamos partes de nós a pessoas que o tempo não prometeu conservar. Construímos casas sabendo que envelhecerão, fazemos planos sabendo que a vida poderá interrompê-los, criamos lembranças sabendo que algumas delas um dia doerão. Beijamos como se houvesse eternidade, embora saibamos que somos feitos de tempo.
E por que fazemos isso?
Porque talvez o contrário da perda não seja a permanência. Talvez seja nunca ter amado.
Quem tenta proteger-se de toda perda precisa proteger-se também de todo vínculo. Para jamais sentir saudade, seria necessário jamais ter alguém de quem sentir falta. Para nunca sofrer uma despedida, seria preciso nunca experimentar verdadeiramente um encontro. Para impedir que o coração se parta, teríamos que impedir também que ele se abrisse. E que espécie de vida seria essa?
Talvez seja por isso que o amor seja tão profundamente humano. Ele não exige garantias para existir. Ama-se sem contrato com o amanhã. Ama-se uma mãe sabendo, ainda que não queiramos pensar nisso, que um dia seu abraço poderá nos faltar. Ama-se um companheiro sabendo que nenhuma promessa pode derrotar completamente o tempo. Amam-se os filhos sabendo que eles crescerão, partirão e construirão caminhos onde talvez já não sejamos presença cotidiana. Amam-se amigos sabendo que a vida espalha pessoas por cidades, distâncias e destinos diferentes. Ainda assim, continuamos dizendo: fique. Venha. Sente-se ao meu lado. Conte-me sobre seu dia.
Isso é extraordinário.
Talvez Viktor Frankl estivesse certo ao perceber no amor uma das grandes possibilidades de sentido da existência. E talvez C. S. Lewis também compreendesse que amar nos torna vulneráveis justamente porque aquilo que realmente importa pode ferir-nos quando desaparece. Não existe amor profundo completamente protegido da dor.
Por isso não considero a saudade uma inimiga do amor.
A saudade é uma de suas consequências.
Só sentimos profundamente a ausência daquilo que um dia teve presença dentro de nós.
E há algo ainda mais difícil de aceitar: às vezes perderemos tudo.
Perderemos juventude, lugares, objetos, certezas, pessoas. Um dia outros entrarão nas casas onde vivemos. Nossos passos desaparecerão dos corredores. Nossos nomes serão pronunciados cada vez menos. O tempo continuará fazendo aquilo que sempre fez: passando.
Mas existe uma pergunta que o tempo não consegue responder por nós:
enquanto tivemos, nós amamos?
Talvez essa seja uma das poucas perguntas verdadeiramente importantes.
Não quanto acumulamos.
Não quanto conseguimos preservar.
Não quantas vezes vencemos.
Mas quanto estivemos presentes enquanto aquilo que amávamos ainda estava diante de nós.
Porque existe uma tragédia maior do que perder: perceber tarde demais que tivemos alguém ao nosso lado e não soubemos estar ali. Guardamos palavras para depois. Adiamos abraços. Economizamos “eu te amo”. Deixamos para amanhã uma conversa que pertencia a hoje, como se tivéssemos recebido alguma garantia secreta de que o amanhã nos seria concedido.
Não recebemos.
E talvez seja justamente por isso que o amor seja urgente.
Não uma urgência desesperada, mas consciente. A consciência de olhar demoradamente para quem amamos. De escutar um pouco mais. De perdoar quando for possível. De dizer aquilo que precisa ser dito enquanto ainda existem ouvidos para ouvir. De abraçar enquanto ainda existem braços capazes de nos devolver o abraço.
Amar é aceitar silenciosamente uma verdade terrível e maravilhosa:
isto pode acabar.
E, em vez de fugir por causa disso, aproximar-se ainda mais.
Talvez a grandeza do amor não esteja em vencer o tempo.
Talvez esteja em dar sentido ao tempo que nos foi dado.
Porque no final talvez percamos muitas coisas que julgávamos nossas.
Mas aquilo que verdadeiramente amamos terá participado daquilo que nos tornamos.
E então compreenderemos que algumas pessoas podem partir de nossas mãos sem jamais partir completamente de nossa existência.
Elas permanecem na maneira como falamos, nas coisas que aprendemos, nos gestos que repetimos sem perceber, nas histórias que contamos, nas músicas que ainda nos comovem, nas palavras que herdamos e até naquele silêncio inexplicável que às vezes chega quando uma lembrança atravessa o coração.
Talvez seja isso que reste quando tudo parece perdido.
Não a posse.
Não a presença.
Mas a transformação.
Amamos alguém e nunca mais somos exatamente a mesma pessoa.
Por isso continuamos amando, mesmo sabendo que um dia poderemos perder aquilo que amamos.
Porque a alternativa seria atravessar esta breve existência intactos, protegidos e vazios.
E talvez a maior derrota de uma vida não seja terminar com o coração marcado pelas pessoas que amamos.
Talvez seja chegar ao fim com o coração perfeitamente inteiro porque nunca tivemos coragem de entregá-lo.

Um dia, todos iremos morrer.




Um dia, todos iremos morrer.
Mas não sabemos ao certo o dia,
a hora ou sequer os minutos.
A vida é feita de momentos imprevisíveis,
e o amanhã é um mistério aos nossos olhos.


Há coisas que não podemos prever,
caminhos que não sabemos onde irão terminar
e despedidas que chegam sem avisar.
Só Deus conhece aquilo
que para nós é imprevisível.
Por isso, enquanto houver vida,
que saibamos amar, perdoar,
abraçar e valorizar cada instante.


Porque o tempo passa,
os momentos se tornam lembranças,
e um dia, sem sabermos quando,
a nossa caminhada chegará ao fim.

O dinheiro que poderia curar a dor de um pai de família nos corredores de um hospital lotado é queimado em festas e luxos por quem prefere ver o povo sofrer.

Para viver um sonho é preciso despertar as lutas.

Nunca jogue fora o que existe de verdade na sua vida,por um simples momento de mentira...abençoados sejam

Um planejamento concorrente não enxerga sua alma...
te vê como alvo ,um vírus à ser destruído.

Nem sempre vemos luz no horizonte. Às vezes as dificuldades são tantas que tudo nos parece um caminho sem saída. É fácil cairmos em desânimo exagerado quando não encontramos uma rápida solução para nossos problemas, mas você não pode desistir

Quando encontrares um verdadeiro amigo, você está unido a ele pelo tempo e pelo espaço, por 500 anos.