Estava um Pouquinho Ocupado Desculpe me

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PENSAMENTO OFF...

Não é que a gente esquece e sim o nosso pensamento que dá um tempo e adormece, porque também cansa de esperar aquilo que nunca acontece…

COSTURANDO A VIDA...

Nesse nosso presente entre um alinhavo e outro, a gente vai remendando os acertos e erros do passado, cerzindo sentimentos e emoções num futuro incerto numa colcha de retalhos…

​O REVERSO DO ESPELHO
​(Um despertar inconclusivo)

​Folheando álbuns de recordações, fui resgatando épocas através de fotografias amareladas — algumas borradas, sem nitidez, carregando o peso de eras; outras de uma leveza que não consta nos mapas.
​Uma saudade estranha do que o medo me impediu de batizar, de passos que ensaiei e nunca dei, temendo que o chão fosse miragem. Recordações que marcaram histórias e esculpiram memórias.
​A nostalgia tomou conta de mim. Senti falta do que fiz acreditando no acerto, para depois descobrir que o destino ria noutra direção. É uma saudade feita de tudo e tecida com o nada; um desejo urgente de gritar enquanto a garganta dá um nó cego no tempo que ficou para trás.
​Em algum canto, a pureza da infância ainda observa. Enquanto seguro cada fotografia, em silêncio, a mulher que agora habita em mim — na maturidade dos fios brancos que teimam em dizer que o ciclo continua — decide, subitamente, sorrir e dançar entre as ruínas que se transformaram em alicerces. Tudo guardado ali, naquele álbum de retratos esmaecidos de outrora.
​Sinto saudade do que as mãos seguraram e do que escorreu pelos dedos. Saudade até do abandono, do que vivi e do que deixei morrer na beira da estrada. Habito a contradição exata entre o "sim" que me salvou e o "não" que me definiu.
​Entre um sorriso contido e uma lágrima que desce, recordo-me da pérola que eu desenhava na infância toda vez que a professora pedia um desenho do mar. Eu, automaticamente, pensava em uma sereia admirando uma ostra em suas mãos.
​Ao fechar o álbum e guardá-lo na caixa forrada de cetim lilás, olho pela porta de vidro. Os raios de sol refletem o agora, e a pergunta ecoa em minha quietude:
​O que, dessas lembranças, sobrevive em mim hoje?

Lu Lena / 2026
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​O PESO SAGRADO DAS ASAS
(Dia Mundial da Conscientização do Autismo)🧩

​"Um anjo pergunta a Deus:
— O que é um autista?
E Deus lhe responde:
— É um de vocês que permito descer à Terra!"
(Lu Lena)

​Essa frase está no portal Pensador e é bem anterior a essa minha nova versão. Procurando nesse acervo para postar no dia de hoje, me veio esta reflexão:

​Dizem que, ao permitir que um de Seus anjos desça à Terra, Deus sabe que a gravidade do mundo pode ser dura demais para quem só conhece a leveza do céu. Às vezes, o ar daqui se torna denso, o barulho se torna ruído e as asas desse anjo, antes feitas de luz e brisa, começam a pesar.

​Quando o voo se torna difícil e o cansaço ameaça o caminhar, ocorre um fenômeno silencioso e sagrado: Deus não retira o peso; Ele apenas muda o lugar do apoio. Ele retira as asas das costas do filho e as acopla, com cuidado infinito, nas costas da mãe.

​É por isso que, muitas vezes, o mundo enxerga nessa mãe uma exaustão que parece não ter fim. Não é apenas o cansaço do dia a dia ou das noites mal dormidas; é o peso físico e espiritual de carregar dois pares de asas.

Nós, mães atípicas, caminhamos com a responsabilidade de manter os pés de nossos filhos no chão enquanto sustentamos, sozinhas, a possibilidade de que, um dia, as mãos deles ainda possam tocar o céu — e as nossas também.

​Lu Lena / 2026

​O ECO DO VILAREJO
(​Fragmentos de um tempo de Outrora)

​E a flor se abriu em rosa ao longe, muito longe, ao som do realejo. Anjos do vento trouxeram-me os sonhos que deixei em tempos de outrora naquele vilarejo. Desperto e o que vejo, apenas o rastro do que foi, uma memória que flutua na fresta da janela: que são as pétalas encurvadas dançando com o vento.

​Lu Lena / 2026
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TERÇO DA INTUIÇÃO
(Um Caminho de Luz em Cinco passos)

​A oração é um diálogo livre, e hoje compartilho com vocês a forma que fui intuída a rezar o meu terço. Nele, cada mistério é um passo por um caminho de luz:

​🌍 1º Mistério: Pela humanidade, pedindo cura e conforto para todos os corações.

​✨ 2º Mistério: Aos meus santos devotos, anjos e arcanjos, honrando minha rede de proteção.

​♥️ 3º Mistério: Pela minha família e amigos, o alicerce do meu caminhar.

​🙏 4º Mistério: Por mim, pedindo sabedoria e perseverança na minha fé.

​💙 5º Mistério: À todas as denominações de Maria, que se unem num só manto de amor.

​Rezar assim me traz paz. E você, já experimentou falar com o sagrado do seu jeito? 📿✨

​Lu Lena / 2026

​O GALOPAR DO TEMPO


​Um dia de cada vez e o ano termina num dia.


​Lu Lena / 2026

​ONDE O SOCORRO SE ENCONTRA
(Um pedido de cura para o mundo e um convite para olhar para o alto.)

Que Deus cure todas as doenças e direcione a humanidade de volta ao caminho da luz. Nos perdemos de tal forma que nos esbarramos, mas não nos encontramos mais...
​Mas que, no silêncio de uma oração ou na delicadeza de um gesto, possamos aprender a enxergar o outro novamente. Que o amor seja a ponte que nos resgate desse desencontro, nos lembrando que nunca estamos sozinhos enquanto houver fé no coração.

Lu Lena / 2026

REDE DE PENSAMENTOS
(No domínio do pescador)

​Dominar a mente é um processo exaustivo e, ao mesmo tempo, libertador. Pensamentos intrusivos são como peixes reluzentes saltitando em uma rede furada. Nossa consciência é o pescador, desgastando-se no malabarismo de tentar fisgar o que é volátil.

​Quando finalmente conseguimos dominar esse fluxo, o cansaço dá lugar à lucidez. O domínio não está em tapar ou mesmo remendar os buracos da rede, mas em saber com precisão qual movimento vale o esforço para termos o controle total e exterminar de vez esses pensamentos retrógrados.

​A liberdade real começa quando o pescador para de negociar com o que o atrasa e decide, finalmente, limpar o convés.
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Lu Lena / 2026
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​CAMINHOS IMPREVISÍVEIS

​Nada foi do jeito que um dia foi, então não se atormente se não deu certo o agora. O amanhã trará caminhos de espinhos e flores... Só o simples fato de você passar por ambos e colher as pétalas já valeu o esforço. E, sobre os espinhos, lembre-se da Coroa Sacra... Ele venceu o mundo e você também pode!

​ Lu Lena / 2026

COSTURA DE UM ANJO
(Quando os pedaços do passado encontram a luz da cura)

Carregamos lembranças que foram rasgadas em pedacinhos de papel e jogadas ao vento. Mas o tempo os segurou um a um, colocou-os numa nuvem e os enrolou.

Um anjo viu a cena e, com as notas musicais de sua harpa, fez um lindo coração, costurando-os com filetes de estrelas cadentes.

Toda vez que lembramos, temos a certeza da cura e do perdão, mesmo com "cicatrizes" coladas. E sempre que uma estrela cai do céu, vemos a luminescência como uma promessa silenciosa, que transforma fragmentos do passado em resiliência e aceitação, descendo como um véu sobre nós...

Lu Lena / 2026

​CASTELOS DE PAPEL
(​Quando a tempestade leva o sonho e deixa o chão)

​Construí um castelo de ilusões em meus sonhos,
onde a torre é feita de papel (alma).
Tão leve que qualquer tempestade passa
e a leva para o céu...
Enquanto o alicerce fica no chão (matéria).
​Ao olhar para o alto, nada mais se vê.
Mas quem passa e repara o solo vazio,
pergunta ao vento:
O que havia ali que o teto não quis conter?

​ Lu Lena / 2026

O mundo está precisando, literalmente, de um abraço coletivo e de olhar para Jesus na cruz, que espera de braços abertos por esse gesto.

Lu Lena / 2026

​MÃE, ORVALHO DO CÉU

​Toda vez que uma mãe chora, um anjo desce à Terra e usa suas lágrimas para borrifar e polir todas as estrelas do céu.

Lu Lena / 2026

​O PESO DO SUSPIRO
(Na esperança do amanhã)

​Houve um tempo em que o peito vivia apertado como pedra. Qualquer decepção virava eco; qualquer injustiça era um tambor batendo forte no meu coração. Eu queria que o mundo ouvisse a minha indignação, que o outro entendesse a minha dor na mesma voltagem em que eu a sentia.

​Eram os meus gritos abafados — aqueles que a gente engole no jantar, que guarda sob o travesseiro, quando as lágrimas se misturam com a água do chuveiro ou com a chuva lá fora. É nesse instante que o silêncio grita, a voz trava nas cordas vocais... e o que resta é apenas um suspiro profundo, que faz a alma levitar e sair da matéria.

​Mas o tempo trouxe consigo uma espécie de cansaço vago e silencioso; as cordas vocais da alma parecem agora preferir o repouso. A gente percebe que gritar, mesmo que para dentro, ainda gasta uma energia flutuante que o corpo agora pede para outras coisas: para o café da manhã sem pressa, para o livro que finalmente faz sentido, para o olhar que compreende sem precisar de legenda.

​Com o envelhecer, a maturidade nos ensina que o que antes era um vulcão contido vira brisa. Os silêncios deixam de ser prisões e passam a ser refúgios. Não é que a dor sumiu; é apenas que a urgência de ser compreendida foi substituída pela paz de se compreender e de se aceitar.

​Hoje, quando algo aperta o coração, eu não busco mais o grito. Eu busco o fôlego. Quero apenas que aquele nó na garganta se desfaça em um suspiro longo, que saia pelos lábios e se misture ao vento. Porque o suspiro não exige resposta, não pede plateia e não carrega o peso da explicação. Ele é, simplesmente, a alma fazendo as pazes com o que não posso mais mudar, apenas aceitar.

​O suspiro é o som da liberdade de quem já não precisa mais provar nada a ninguém — nem a si mesmo. Pois o que a gente mais quer é que nossos gritos abafados, em nossos silêncios, apenas suspirem.

​Lu Lena / 2026
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​A MENINA DOS OLHOS

​Ela fez das lágrimas um mar de ilusão onde, através da "menina de seus olhos", enxerga o arco-íris além do céu...

Lu Lena / 2026

CIRCUITO DE VIDRO
(Entre o meltdown e o porto seguro de um olhar)

​Minha essência foi moldada num mosaico vitral,
feita de cacos espalhados pelo chão.
​Em instantes de crise, o espaço me aperta, me comprime.
Às vezes é amplo, às vezes me liberta.
O ruído do mundo lá fora me desestrutura,
meu grito ecoa, fio desencapado.
Curto-circuito.
O excesso me enclausura.
​Mas no instante seguinte, a paz:
o básico, o abstrato.
Não preciso sair de mim, não preciso orbitar o desconhecido.
​No choque, o meltdown acontece e eu vou embora.
Desconexão. Penumbra.
No vão oco da minha quietude,
consigo voltar e me ver.
​Sinto a mão que puxa o plugue da tomada.
Refugio-me no olhar do meu abrigo: minha mãe.
E enfim… estou seguro.

​Lu Lena / 2026

O talento é um presente para todos, mas a escolha entre o bem e o mal pertence a cada um.

Amor como explicar o amor!?
Com a chegada de um filho,
Que te cura de dores que nem
Foi ele quem causou.
Aí você intende o sentido de amar!!

A forma mais bonita de receber um novo dia é com esperança.