Estava um Pouquinho Ocupado Desculpe me

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Sem as minhas preces, a muito tempo já teria sido um lunático.

AGIR versus REAGIR

A pessoa inteira é um ator, não um reator.
O colunista Sidney Harris conta uma história em que acompanhava uma amigo à banca de jornais.
O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Harris sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro.
Quando os dois amigos desceram pela rua, o colunista perguntou:
"Ele sempre te trata com tanta grosseria?"
"Sim, infelizmente é sempre assim".
"E você é sempre tão polido e amigável com ele?"
"Sim, sou".
"Por que você é tão educado, já que ele é tão indelicado com você?"
"Porque não quero que ele decida como eu devo agir".

A implicação desse diálogo é que a pessoa inteira é "seu próprio dono", não se curva diante de qualquer vento que sopra; ela não está à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiava dos outros.
Não são os ambientes que se transformam, mas ela que transforma os ambientes.

[...]

Pra Rua Me Levar

Não vou viver
Como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
Às vezes ando só trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você

É, mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas talvez você nem queira ouvir

Ana Carolina
Álbum "Estampado"

Nota: Música composta por Ana Carolina e Totonho Villeroy

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Quando um amigo chega, solidão faz as malas.

Um Homem não é grande pelo que empreende, mas pelo o que executa.

“Oscar Niemeyer teve uma vida muito bonita. Foi um dos maiores artistas do seu tempo e um homem maior que a sua arte”.

O extraterrestre pousou com sua nave no quintal de uma residência,
ao que um senhor de uns 40 anos abriu a porta da cozinha e ouviu o E.T a dizer:
- Terráqueo, leve-me a seu líder!
E aí o senhorzinho respondeu:
- Minha mulher não tá em casa, não, moço. Volte outra hora.

E então ao perguntar dele, ela respirou fundo, estampou um sorriso falso e começou…
É uma pessoa que eu não conheço totalmente, alguém que não posso brigar quando eu tenho ciúmes, alguém que, aliás, nem me dá razões pra isso. Uma pessoa totalmente imprevisível, que me provoca e eu não sei negar, não sei achar ruim, não sei mandar, só sei pedir, alguém que me irrita, me machuca, me dói, me intriga… Quem, sem querer, me deixa com um eterno ponto de interrogação sobre a cabeça.
Mas alguém que quando quer, quando quer pra valer, sabe roubar dez, até mil, sorrisos se precisar. Alguém que quando esquece do mundo, sabe me fazer a pessoa mais feliz do mundo. Me faz bem. Mas só quando quer.
Um enigma. Algum tipo de labirinto que me apareceu…
E eu entrei.

Porque eu sozinho não consigo: a solidão, a mesma que existe em cada um, me faz inventar.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

A adversidade tem o efeito de atrair a força e as qualidades de um homem que as teria adormecido na sua ausência.

Quanto mais se aumenta a memória de um computador mais se expande sua complexidade; Quanto mais se aumenta a capacidade de amar de um ser humano, mais se aumenta sua simplicidade.''

Tudo poderia ter sido outra coisa, e seria um elemento igualmente importante.

Dance-me até o fim do amor

Dance-me até sua beleza com um violino ardente
Dance-me através do pânico até eu estar em segurança
Eleve-me como uma oliveira e seja a pomba fazendo ninho em mim

Dance-me até o fim do amor
Dance me até o fim do amor

Deixe-me ver sua beleza quando as testemunhas se forem
Deixe-me sentir você se mover, como fazem na Babilônia
Mostre-me lentamente aquilo de que eu só conheço os limites

Dance-me até o fim do amor
Dance-me até o fim do amor

Dance-me ao casamento agora
Dance-me, outra vez e outra vez
Dance-me mansamente e me dance por muito tempo

Nós dois estamos abaixo do nosso amor
Nós dois estamos acima
Dance-me até o fim do amor

Dance-me até as crianças pedindo para nascer
Dance-me até as cortinas que nossos beijos desgastam
Monte uma barraca de abrigo agora, embora toda linha esteja rasgada.

Dance-me até o fim do amor
Dance-me até o fim do amor

Dance-me até sua beleza com um violino ardente
Dance-me através do panico até eu estar em segurança
Toque-me com sua mão nua ou me toque com sua luva

Dance-me até o fim do amor
Dance-me até o fim do amor
Dance-me até o fim do amor

Um aperto de mão comovido foi o nosso adeus no aeroporto. Sabíamos que não nos veríamos mais, senão por acaso. Mais que isso: que não queríamos nos rever. E sabíamos também que éramos amigos. Amigos sinceros.

Clarice Lispector
Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.

Nota: Trecho do conto Amizade sincera.

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Para os outros, ele podia ser igual a qualquer um. Pra mim, ele era perfeito.

"Mulher não gosta de homem babão, mas isso não significa que vai gostar de um sem noção, cafajeste e por aí vai."

Ando obcecado por silêncio. Um silêncio que te permita ouvir o ruído do vento. E o bater do coração. E se possível isso que chamamos de Deus, existindo devagarinho em cada coisa. Existe sim.

E, contudo, para cada mau há um pior.

Sempre que um homem se acovarda,
ele perde sua paz interior,
diminui-se diante de si mesmo,
e agiganta o opressor.

O mais forte, o mais inteligente,
o mais bem sucedido dos homens
não é digno de ser chamado de Homem
se for desprovido de CORAGEM!!

"A educação consiste no condicionamento de um indivíduo, através da promessa de várias compensações e vantagens, de modo a que ele adopte um modo de pensar e se comportar que, logo que se tornem um hábito, instinto ou paixão, os dominarão «para o bem geral» mas, em última instância, para sua própria desvantagem. Somos vítimas das nossas virtudes, que nos transformam numa mera função do todo social."