Esquecido
"Assim eu sou:
um príncipe com a alma miserável,
um gênio todo errado,
um papa esquecido no pecado,
um poeta iletrado,
um homem amargurado."
Fecho os olhos
Tudo esquecido
Numa terra
Distante dos meus sonhos
De vontades e intenções
Tudo perdido
Num lugar
Distante de mim
Uma viagem sem volta
Num amor sem fim
Que abraça a alma
Na poesia da vida.
Muitos querem ser estrelas, poucos querem ser constelações. Quem brilha sozinho é esquecido. Quem ilumina o mundo se torna inesquecível.
0Num reino esquecido de palavras não ditas,
caminham dois viajantes em sendas infinitas.
A busca por amor, tão cheia de mitos,
mas o amor, ah, o amor acaba em gritos.
Não é o amor que prende ou que sustém;
ele é, em sua essência, passageiro também.
Surge qual estrela, brilhante, ao léu,
mas desvanece na ausência de um céu.
"Amor acaba," sussurra o vento frio,
"quando esperar nada mais é que um vazio."
Assim fala o tempo com sua voz calma,
não na tempestade, mas na resignada alma.
E então, o que resta? O que realmente importa?
Se não for a felicidade que a própria vida comporta?
Felicidade, esse sim, é um fogo que arde sem ver,
não nasce do outro, mas dentro do próprio ser.
"Vou embora," diz aquele que ao espelho confessa,
"pois sem ti, encontro em minha solidão, a fortaleza."
Relacionamentos não se firmam em laços de amor,
mas na felicidade solitária, não no calor.
Assim, se pensas que sem o outro estarias melhor,
o amor já não é mais abrigo, nem tem seu valor.
É na felicidade própria que um coração deve ancorar,
pois mesmo no amor, é preciso primeiro se amar.
Despedem-se então, não em guerra ou com dor,
mas em silêncio, sabendo que o melhor ainda está por vir.
Amor e felicidade, dois dançarinos ao som do destino,
Um ensaio sobre como viver, amar, e por fim, partir.
"Reflexos de Eternidade"
Num recanto esquecido pelo tempo e pela pressa do mundo eufórico, erguia-se um campo vasto, bordado de verde e salpicado pelas cores vibrantes das flores silvestres. O sol, um gigante incandescente, elevava-se preguiçosamente acima da linha dos montes distantes, despejando luz e calor sobre a terra, que exalava o aroma doce de terra molhada misturado ao perfume intenso do jasmim e da lavanda.
Naquele lugar, as manhãs começavam com o concerto dos pássaros, cujas canções teciam uma melodia que parecia celebrar a própria essência da vida. O vento, um visitante constante, soprava através das árvores, sussurrando segredos antigos para quem quisesse ouvir. Ele percorria o campo, agitando a grama alta, criando ondas num mar verde que se estendia até onde a vista alcançava. No centro desse paraíso esmeralda, uma figura solitária caminhava com a tranquilidade de quem não tem destino ou pressa. A cada passo, os pensamentos flutuavam tão livres quanto as borboletas que, vez ou outra, acompanhavam seu trajeto. Era um ritual diário, um momento de comunhão com a natureza, onde cada respiração parecia limpar as preocupações acumuladas e cada brisa trazia renovação. Nesse caminhar meditativo, a figura parava frequentemente para admirar pequenos milagres: o orvalho sobre a teia de aranha transformando-a em colar de diamantes, o voo rasante de um falcão que partia em busca de sua presa, o jogo de luz e sombra criado pelas nuvens que corriam livres no céu. Era como uma nuvem num céu de verão: leve, passageira e repleta de formas. Mas somente seu coração conseguia interpretar.
Certa manhã, enquanto percorria esse caminho de introspecção, um velho carvalho chamou sua atenção. Majestoso, resistia ao tempo com a dignidade dos que sabem suas raízes profundamente ancoradas no solo fértil da história e da experiência. Sob sua copa, a luz do sol filtrava-se, desenhando padrões dourados no chão. Sentando-se sob essa cúpula natural, a figura deixava-se envolver pela sensação de eternidade que o lugar evocava. Foi então que, entre a luz e as sombras, um pequeno ser alado chamou sua atenção. Uma libélula, com asas que pareciam feitas de vidro e reflexos metálicos, pousou suavemente ao seu lado. Havia algo de mágico naquela presença, um lembrete de que a vida, em todas as suas formas, é um mosaico de momentos, cada um contendo sua própria beleza e singularidade. Ao cair da tarde, quando o sol começava sua descida para além dos montes, pintando o céu de tons ardentes de laranja e vermelho, a figura levantava-se e retomava seu caminho de volta para a casa, onde o fogo já estaria crepitando na lareira e uma caneca de chá fumegante aguardava. No silêncio confortável da cozinha, enquanto a noite revelava sua exuberante pintura estrelada no céu, refletia sobre o dia e sobre as lições sussurradas pelo vento e pelo voo da libélula.
Naquele campo, longe do turbilhão da vida urbana, cada dia era uma nova oportunidade de entender que a existência, com todas as suas reviravoltas e revelações, não precisava ser mais do que isso: simples, pura e profundamente conectada com o mundo natural. E nessa simplicidade, encontrava uma paz que nenhum outro lugar no mundo poderia oferecer.
Na trama complexa do viver, escrevo versos que não se calam,
Sobre o herói esquecido, cujo brilho raramente salta aos olhos alheios.
Um guerreiro das sombras, tecendo sacrifícios sem nome,
Pedindo desculpas onde a culpa nunca foi sua morada.
Abaixa a cabeça quando a razão grita para ser ouvida,
Porém, na humildade silenciosa, prefere a paz ao conflito.
Age pelos outros com um amor tão vasto e profundo,
Fazendo pelos outros mais do que jamais fariam por si.
Esconde as próprias dores, um sorriso no rosto mantém,
Para que o mundo ao redor não se despedace ao sentir seu pesar.
E assim, na quietude de seu coração, sacrifica a própria alegria,
Colocando a felicidade alheia acima da sua, incessantemente.
Segura mundos nos ombros enquanto o próprio desmorona,
Mas, oh, quão nobre é o espírito que ainda assim se ergue!
Não perfeito, mas real, em suas palavras e atos reflete verdade,
Rindo, chorando, amando, com uma sinceridade que arde.
Às vezes o dito é áspero, às vezes o trauma ressurge,
Marcas de batalhas passadas que ainda sussurram na pele.
Chamam-no de difícil, complicado, teimoso em sua essência,
Mas no olhar dele, há uma chama que não se extingue.
Ele não muda, não se dobra, fiel ao que é em sua essência,
O amor que declara é um farol, puro e imutável.
Quando diz "conte comigo", suas palavras são pontes,
Fortes o suficiente para suportar o peso de mil tempestades.
Neste mundo barulhento, onde verdades se perdem,
Sua sinceridade é um farol, brilhando firme através da névoa.
Não há máscaras, não há jogos; apenas um coração aberto,
Revelando-se inteiro, um espírito indomado, real e verdadeiro.
Portanto, antes de julgar, olhe além das fachadas e dos murmúrios,
Veja o gigante que caminha leve, carregando o mundo com sorrisos.
Pois embora não seja perfeito, é genuinamente um dos raros,
E neste teatro da vida, ele é, sem dúvida, uma das estrelas mais brilhantes.
*Amor Esquecido*
No canto mais profundo do meu ser,
Habita um amor que já foi meu viver.
Esquecido, mas não apagado,
Guardado em memórias, sempre lembrado.
Era chama ardente, agora é brasa,
Um amor que o tempo não desfaz, não abrasa.
Nas noites frias, sinto sua ausência,
Na solidão, ressoa sua essência.
Amor esquecido, ecoa em meu peito,
Como um sonho distante, um desejo desfeito.
E na saudade que insiste em doer,
Revivo um amor que não posso mais ter.
O Bilhetinho do Amor
Era um rabisco apressado,
Num papel quase esquecido,
Mas trazia o mundo encantado
De um amor correspondido.
"Te espero às seis, no portão",
Ou talvez um "sonhei com você".
Eram frases de quem, com paixão,
Dizia tudo sem muito dizer.
Escondido no bolso da blusa,
Ou entregue com o coração na mão,
O bilhetinho era a prova confusa
De um amor sem complicação.
Hoje trocamos por telas brilhantes,
Mensagens rápidas, frias, banais.
Mas faltam as dobras, os riscos constantes,
Que davam às palavras sentidos reais.
Ah, que volte o papel rasgado,
Com garranchos e cheiro de flor,
Pois nele cabia, dobrado,
Todo o encanto do amor.
Quando esquecido o poeta se cala
Silencia a poesia
a beleza murcha
a primavera é um inverno frio e sem cores...
O silêncio do poeta...
“O Véu da Árvore: O Código Esquecido da Alma e o Despertar do Iniciado”
No abismo da criação, onde o espírito humano se encontra com as forças primordiais, o Arvoricionismo se faz presente, não como uma crença, mas como uma jornada silenciosa que desafia os limites da percepção. A árvore, símbolo imortal, revela-se como a chave para a compreensão do universo oculto, onde o material e o espiritual se entrelaçam, não por palavras, mas por ação e consciência. Seu código, invisível aos olhos rasos, é o mesmo que ecoa nas páginas de livros esquecidos e em textos proibidos, onde a verdade não se oferece diretamente, mas se esconde nas entrelinhas de cada símbolo, de cada ciclo.
Em seu tronco, o Arvoricionismo carrega a essência do tempo e do espaço, a memória do que foi perdido. Como os antigos sacerdotes que escreviam em códigos secretos, o iniciado deve aprender a ler os sinais que a árvore oferece – não palavras claras, mas gestos, sombras, e silêncios. Ao segui-los, o iniciado não só se conecta com o cosmos, mas também com a origem do ser, a verdade que foi deixada para trás, escondida nas raízes do espírito humano. O Arvoricionismo não é um caminho claro, mas uma espiral que sobe e desce, onde o entendimento se revela apenas para aqueles dispostos a se perder nas sombras e retornar com o conhecimento renovado.
O Código da Árvore, embora visível em sua forma, é um véu que esconde o que há além. A árvore é a guardiã de um mistério antigo, que remonta ao tempo dos antigos sábios, os que falavam através de símbolos e números, os que entendiam os ciclos do cosmos. O iniciado, ao se conectar com a árvore, desvela não apenas o ciclo da vida, mas o ciclo da alma, que viaja através das eras, regenerando-se em cada novo ciclo, mas sempre carregando o peso do passado. Cada folha caída é uma lição esquecida, cada galho que cresce é uma promessa de redenção.
À medida que a árvore se ergue, o iniciado é convidado a descer à terra, onde a sabedoria é enterrada e onde o verdadeiro entendimento reside. Como os antigos escribas, que escreviam nas pedras de uma terra esquecida, o iniciado deve aprender a decifrar a linguagem do silêncio, que fala mais alto que qualquer palavra. A árvore não apenas cresce, ela se transforma, como a alma do iniciado, que deve morrer para o mundo exterior e renascer para o conhecimento interior. Não é uma busca por respostas prontas, mas uma jornada de autossuperação, onde cada passo dado é uma revelação.
O Arvoricionismo, portanto, é o guardião do saber oculto, o caminho para o despertar da alma que retorna às suas origens. Ele nos ensina a arte de ver o invisível, de tocar o indizível, de viver o que não pode ser dito. O iniciado, ao se conectar com a árvore, não encontra respostas fáceis, mas é desafiado a olhar para dentro de si mesmo e descobrir os segredos que estão enterrados sob as camadas do ego. A árvore, como o espírito humano, tem muitos ramos, mas sua essência é uma só, um código que conecta todas as coisas, do mais profundo abismo ao mais alto céu.
E, assim, o Arvoricionismo não é apenas uma filosofia de vida, mas um processo de transformação profunda. Ao seguir o caminho da árvore, o iniciado aprende a dissolver as barreiras que separam o ser humano do divino, o visível do invisível, o material do espiritual. O véu da árvore, uma vez levantado, revela não uma verdade única, mas um labirinto de possibilidades, onde cada escolha leva a um novo entendimento, e cada entendimento é uma chave para um próximo mistério. E, neste jogo eterno de descoberta e revelação, o iniciado se torna parte de algo muito maior, um eco de uma verdade que está além do tempo, além da morte, além da percepção mundana.
O que o Arvoricionismo oferece não é um caminho fácil, mas um convite ao desconhecido, àquilo que se esconde nas sombras da existência, onde apenas os corajosos se aventuram. E, ao trilhar esse caminho, o iniciado não apenas cresce, mas se torna uma árvore em si mesmo, carregando dentro de si o código do universo, o segredo da criação, e o poder de transformar seu destino.
Esse é o verdadeiro despertar – o despertar para o que é oculto e eterno, o despertar para o que nunca foi dito, mas sempre esteve ali, esperando ser encontrado.
Um Bom Natal para Todos! Que o verdadeiro motivo não seja esquecido, a oportunidade de uma nova vida, através do plano perfeito acessível a todos que se chama Jesus
O beijo não dado
O beijo não dado,
A palavra não dita,
O dito esquecido,
Tudo faz parte da vida.
O tempo perdido,
Na ilusão do que se quer levar,
Passa à deriva,
Como um navio vazio a afundar.
Ah! Esse pequeno e quase esquecido móvel retangular, suavemente estofado, estratégicamente posicionado no lugar mais calmo da casa...
Palco de aventuras incríveis e de momentos de recuperação extremamente necessários...
Habitat de sonhos quentes e alguns planos extraordinários.
Local de inspiração para poemas, crônicas e até amores inventados.
Foste também, um repouso para os momentos de incertezas e prantos do mais pesados.
Sobre você, as vezes de joelhos ao seu lado... doente, muitas vezes triste, adormeci calado.
Chorando, arrependido, orei ansioso. Confessionário do forte, recanto do desanimado.
Derramei sobre suas vestes, todo tipo de emoção, inclusive o choro de redenção.
Hoje, apenas te agradeço!
Pelo repouso do corpo cansado.
Pelo abraço na mente inquieta.
Minha nobre e calada testemunha, que nunca me nega um aconchego.
Obrigado, pela cumplicidade, e por entender meu apego, nessas noites tão incertas!
Jefferson Vicente Teixeira
"Ciclos da Lealdade"
"Quem me colocou em dias ruins, talvez tenha esquecido que a vida é um ciclo e tudo volta.
Quem me tirou de dias ruins, carregará minha gratidão como uma marca eterna no coração.
Mas quem nunca me colocaria em dias ruins... esses sim, são os que merecem o meu tempo, o meu esforço e o meu amor, porque entenderam o valor de ser luz na escuridão alheia.
A esses, eu dedico meu melhor, porque são eles que carregam a essência da verdadeira lealdade."
