Esqueci de Mim
Despertar de Passageiro
Em meu despertar espiritual, arde em mim há tempos. Mas a ansiedade, a pressa e essa busca por satisfações rápidas, insipientes e que agarram em nosso eu maior, me afastaram de quem sou.
Para trilhar esse caminho, hoje inicio a busca da cura de toda angústia e os conflitos dentro de mim, em busca do eu maior.
Quando Buda, atingiu, alguém lhe perguntou: O que você atingiu?
Ele riu e disse: "Não atingi nada, pois o que atingi sempre esteve comigo. Pelo contrário, perdi muitas coisas, perdi meu ego, meus pensamentos, minha mente, perdi tudo o que costumava sentir que possuía, perdi meu corpo, pois costumava achar que era o corpo. Perdi tudo isso e agora existo como puro nada. Mas essa é a minha aquisição."
Para definir o que entendo por Meditação Profunda: é experienciar este estado de Buda.
O Mergulhão Asfáltico
Pelo que
De mim
Entendo
Ser...
Pensou
De si
Para si
Mais
Que ver
Transver
Seja lá
O que isso
Venha a ser
Olhou
De esguelha
Própria sombra
Sempre ali
Se o sol
Se faz
Discreta
Diante
A lua...
Se
Se faz
Em sombras
Existe
Mais
Não é
Preciso
Se sou Pessoa
Eu compreendo os heterônimos de Fernando Pessoa. Eu mal consigo me referir a mim mesmo sem recorrer à terceira pessoa. Este eu, sem graça, impalpável … Quando todos tem um "eu" para chamar de seu, me sinto deserdado. Não há quem possa apontar o dedo para mim, e me mostrar a posição onde me encontro.
Cleptomania
Aquilo que desconheço, é a minha melhor parte. O melhor de mim é aquilo que ainda não sei, porquê aquilo que eu já sei, importa, mas é repetição.
Aquilo que não sei, me renova, refaz e me revitaliza.
A ciência avança em larga escala naquilo que ela desconhece. Porque aquilo que ainda não sei, e que poderei saber se for atrás, se for buscar, procurar, vai me dar a capacidade de afastar a obsolescência.
"Povo armado
Jamais será
Escravizado!"
Com que
Dinheiro?
Em andamento
Algum mimo
Eleitoral
"Meu trabuco
Minha vida?"
Uma Amiga e seu Quarto
Eu queria me esconder dentro de mim mesmo, ou sob meus próprios olhos, tão abaixo que minhas visões não pudessem me vigiar, tomar posse de minhas profundezas fugazes e fazer de seus mistérios insondáveis minha camuflagem.
Prático Cotidiano e Nítido
Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto
E hoje, quando me sinto
É com saudades de mim
E o que podia fazer de mim, não o fiz
Nessa vida em que sou meu sono
Não sou meu dono
Queria agradecer a mim mesmo, por não ter jogado fogo em ninguém e nem ter perdido meu réu primário.
Silêncios
Agora dei-me
Valei-me
À ter pena de mim
À sonhar sem dormir
E a andar
Como se fosse outro
Agora sei
Sei que fugi
E agora é
O que é
Mas não é
E já não sabe o que quer
E morrer na maré
Pois é
O que é mas não é
E já não sabe o que quer
E quer morrer na maré
Pois é
Se você vive à toa
E de tanto buscar sentido
Fiquei sem sentidos
Sentido
Senti
Sem ti
Sem mim
Sem os silêncios interiores necessários
Renascer
A cada manhã
O mundo é novo para mim
E nos finitos detalhes
Nascem e morrem
Os
Afetos e Desafetos
Designados e estigmatizados
Por
Padrões sem cores
Pode haver
Tempos mais belos
Mas
Este é o nosso
Criando e ofuscando
Nas lutas sem classes
É no desespero
Que aflora
A criatividade
Ainda é tempo
Mesmo
Que o tempo todo
Minha nudez
É
Absoluta
Numa perplexidade
De criança
Primavera Acanhada
Rumores
Chegariam a mim
Deixarei que morra em mim
Pois nada te poderei dar
Senão
A mágoa de ver
Eternamente cansado
Distintos
Como passos
Na madrugada
Sol
De entardecer
Jardim
De estrelas
Chuvinha
Nos olhos
Marcas
Em lajedos lisos
Estruturas
Acanaladas
De
Um velho rio
acanhado
Na beira
Um dique
Um marginal rompido
Sem
Contestação estelar
Tropeçando em bico
Embicando à frente
Explosões
Primavera
A pleno
Sem eira
Nem beira
Balancear
De corpo
No entortar
De galhos firmes
Famigerados
São os insetos
Se mais
Houver
Nem preciso
É
Sempre gostei de dias chuvosos, talvez seja porque ele lave algo em mim que os dias de sol não conseguem secar.
Com certeza tenho um coração, ou algo parecido pulsando em mim, só não sei onde e nem quando o perdi.
Existencialmente exausto. Cada nova manhã exige de mim uma façanha maior do que no dia anterior, levantar da cama parece um esforço incompatível com minha realidade física e emocional. Essa exaustão não se resume ao corpo cansado, mas se multiplica na mente, onde a luta contra pensamentos deprimentes consome qualquer resquício de energia que eu ainda guardasse.
Meus pensamentos são rabiscos trêmulos, letras soltas tentando conter o que não cabe em mim. Talvez ninguém os leia, mas escrevê-los já é uma forma de não desaparecer. Não busco aplausos, busco alívio. Cada fragmento no papel é uma tentativa de existir, de organizar a dor que o silêncio engole. Mesmo imperfeitos, esses pedaços de mim me lembram que ainda estou aqui, tentando.
A dor me faz triste. Cada fibra em mim lateja memórias que nem a medicina apaga. Sou um retrato ambulante de perdas, do movimento, da autonomia, da esperança. E assim… Atristeza brota sem cessar,
como uma secura interna que nenhum afago alcança.
A melancolia mora em mim… chega com a dor, se agarra aos meus pensamentos como sombra sem fim. A esperança vem… breve, estranha,
quase incômoda… antes de a escuridão tomar tudo de volta.
Não importa o caminho, o desfecho é sempre o mesmo. Eu, naufrágio de mim. É como se o erro estivesse gravado em minha essência, antes mesmo de eu nascer. Cada escolha apenas uma variação do inevitável. Luto, insisto, me debato, mas há algo maior, invisível, que já decidiu meu lugar, é à margem, entre os que tentam e nunca chegam.
O tempo não apaga a dor, mas revela a força escondida em lugares que por mim, eram desconhecidos. No pulso sereno das horas, uma resistência silenciosa floresce, como raiz que cresce invisível sob a terra.
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