Esqueceu de Mim
Perdoar não apaga o que aconteceu, apenas impede que a mágoa continue morando em mim. Eu posso perdoar, desejar o bem e seguir sem rancor, mas isso não significa abrir novamente portas que o meu amor-próprio precisou fechar. Algumas pessoas fazem parte da nossa história, mas não do nosso futuro. Eu perdoo para me libertar, mas escolho a minha paz para continuar.
Seu sorriso me ilumina, seu olhar me provoca e sua presença acende em mim um desejo impossível de esconder.
A MENINA QUE AINDA MORA EM MIM
Minha criança interior grita.
Grita tão alto que, às vezes, eu sinto sua voz presa na garganta.
Como se ela estivesse ali, atrás do choro que não sai, atrás do suspiro que se interrompe, atrás desse nó que aperta o peito e me faz perguntar, em silêncio:
Quem foi que eu me tornei?
Ela me olha.
E talvez, por um instante, sorria orgulhosa e diga:
— Cara… você chegou lá.
Você cresceu.
Você venceu.
Você se tornou uma mulher incrível.
Mas, logo depois, seus olhos parecem entristecer.
— Que pena…
Que pena que, no caminho, você deixou de ser um pouco de quem era.
Você era apaixonada pela vida.
Apaixonada por tudo.
Pelas pequenas coisas, pelos grandes sonhos, pelas pessoas, pelas possibilidades.
Você era verdadeira.
Exuberante.
Autêntica.
Você sentia sem pedir licença.
Amava sem fazer contas.
Confiava sem imaginar o depois.
Mergulhava inteira nas pessoas, nos sonhos, nos lugares, nas palavras, nos abraços, nos amores.
Você tinha uma sensibilidade tão bonita… tão nítida… que conseguia enxergar beleza onde quase ninguém via.
E agora?
Agora, quem é você?
A menina pergunta.
E eu não sei responder.
Talvez porque, em algum momento, eu tenha começado a me abandonar para caber.
Para agradar.
Para não decepcionar.
Para não perder pessoas.
Para ser forte.
Para ser aquilo que esperavam de mim.
E fui me adaptando tanto, tanto, que um dia percebi que algumas partes minhas já não sabiam mais onde morar.
Eu me traí.
Não de uma vez.
Foi aos poucos.
Cada vez que engoli uma palavra que queria dizer.
Cada vez que sorri quando queria chorar.
Cada vez que disse “está tudo bem” quando dentro de mim nada estava.
Cada vez que aceitei menos do que merecia para não parecer difícil.
Cada vez que me calei para preservar relações que não preservavam a mim.
E minha criança viu tudo.
Ela viu.
Ela guardou.
Ela esperou.
E agora ela grita.
Grita porque está cansada de assistir à minha própria ausência.
Ela percebe que aquilo em que eu antes confiava passou a ser motivo de desconfiança.
Que os olhos que antes mergulhavam no amor agora hesitam diante dele.
Que os olhos que não tinham medo de acreditar aprenderam a se proteger.
Aprenderam a recuar.
A observar.
A desconfiar.
A não se entregar.
E talvez seja por isso que meu corpo trema às vezes.
Talvez seja por isso que minha garganta se feche.
Talvez seja por isso que exista esse cansaço que não é apenas do corpo.
É um cansaço de alma.
Um cansaço de quem passou tempo demais tentando ser forte.
E minha criança me olha novamente.
Dessa vez, não cobra.
Só pergunta:
— Você ainda se lembra de mim?
E eu quero dizer que sim.
Que me lembro daquela menina que inventava mundos.
Que se encantava.
Que ria alto.
Que sonhava sem pedir autorização.
Que acreditava que a vida poderia ser bonita simplesmente porque estava viva.
A menina que não precisava se explicar o tempo inteiro.
A menina que era inteira.
A menina que se apaixonava pela vida antes mesmo de saber o que era paixão.
Ela ainda está aqui.
Eu sei.
Só está cansada.
Está escondida em algum lugar dentro de mim, esperando que eu tenha coragem de voltar.
Não para ser quem eu era.
Mas para recuperar aquilo que nunca deveria ter perdido.
Minha verdade.
Minha espontaneidade.
Minha capacidade de sentir.
Minha coragem de sonhar.
Minha autenticidade.
Minha capacidade de amar sem me abandonar.
Talvez eu não precise voltar no tempo.
Talvez precise apenas voltar para mim.
Porque aquela menina não morreu.
Ela apenas se calou.
E talvez o choro que hoje aperta minha garganta não seja o fim dela.
Talvez seja o começo da sua volta.
Então, se ela me perguntar novamente:
— Quem é você agora?
Talvez eu finalmente consiga responder:
Sou a mulher que sobreviveu a tudo aquilo que tentou me afastar de mim.
E estou aprendendo, devagarinho, a voltar para casa.
Para dentro de mim.
Para onde aquela menina ainda espera.
De braços abertos.
Com os olhos cheios de sonhos.
E, quem sabe, quando eu finalmente chegar até ela, ela sorria e diga:
— Agora sim… eu reconheço você.
Independentemente do que pensem ou falem de mim, continuo sendo a prova de quem sou.
Aldemi E.de Matos
"Existem versões de mim que ninguém conheceu, porque algumas precisaram morrer para que eu pudesse continuar."
"Pensador
De mim para mim:
__Mas tú és um lugar tão diminuto
para ti mesma!
Então é por isso que minha completude
adentra sempre o Portal da Eternidade.
messgem ;;
eu sei que meu caminho ta um pouca ;;desnededo mas eu tenho mim levade ; e minha escuridao minha tomina mais eu te fe deus ; eu sofro muito na vida .. nao do minha omiledo pra pessoas w so um ma coisa que eu tenho medo de minha tona um pessoa ruim poque eu sou muito bom pra as pessoas mas ;; nunca faz mal mas minha mente pensa muito coisa ruim ; eu faco boa cois pra pessoa so que olha pra que eu fiz muito ajude a elas mas fico penso que eu fiz pra merca ; r minha escuridao e amo mata as outros eu dentro de mim eu tento nao pesedo um muito ;; eu tei muito raiva ;; mas meu anjo do bem minha acama;;
Sou um campo de batalha cósmico. Dentro de mim, aquilo que sou luta incessantemente para exceder os limites da matéria que me contém.
Não apenas um estranho, nem apenas o feiticeiro, mas alguém que nunca conseguiu aceitar por inteiro a realidade da maneira como ela costuma ser apresentada.
Talvez seja daí que venha minha relação com a bruxaria. Ela é a única forma verdadeiramente livre que encontrei de suportar e interpretar aquilo que o mundo comum não consegue me oferecer sozinho
Sou um campo de batalha cósmico. Dentro de mim, aquilo que sou luta incessantemente para exceder os limites da matéria que me contém.
O Fracasso
Uma lágrima sorriu pra mim,
Disse que sempre voltaria,
Que tomaria o lugar do meu riso
E que, aos poucos, me consumiria.
Apresentou-me o desespero,
Disse que era bom conselheiro,
Que viria nos dias vazios
E traria alívio passageiro.
Depois me mostrou a dor,
Sussurrando que seria fiel,
Que me daria abrigo eterno,
Mas me roubaria o céu.
Por fim, apresentou o fracasso,
Dizendo que poucos gostavam dele,
Que a coragem o desprezava,
E que eu seria seu maior prazer.
Antes de partir, me alertou:
"Não me negue, não me esqueça.
Estarei sempre ao teu lado,
Na tua alma, na tua pressa."
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