Espiritualidade
Nossos valores, princípios e conduta moral, são adjetivos que sobrepujam o ego material. São eles que constroem nossa base, nosso crescimento espiritual ao longo da vida.
O céu sempre me intrigou. Desde cedo olhava para o espaço e pensava sobre os limites, as fronteiras, o fim de tudo. Algo como a parede que Jim Carrey encontra enquanto navega no oceano artificial do “Show de Truman”. Aquele mundo era uma produção televisiva, todos sabiam, menos o incauto personagem que protagonizava a serie. Um dia desconfiou e chegou ao limite do seu mundo, a parede pintada de céu.
Tudo o que sabemos é que as medidas são muito maiores do que imaginávamos. Quanto mais a ciência explora, mais perguntas, mais grandiosidade, mais mistérios. Do que é feito o universo? A matéria escura? A causa primordial? Estamos muito longe de respostas definitivas.
O mesmo acontece quando me aproximo e tento entender as partículas subatômicas. Os átomos dissecados. Agora exploramos o mínimo dos mínimos e parece que a física macro é subvertida em conceitos no micro. Mudam as lógicas, as leis, as dinâmicas.
Vivemos em busca de respostas que diminuam a sensação de perplexidade diante do que não sabemos, do infinito, do incognoscível, da vida, da morte.
Então tentamos entender Deus, ou pelo menos a mente de Deus. Tentamos controlar Deus. Seja pela via científica que explora o universo, seja pelo conhecimento teológico que alimenta as religiões, seja pela viagem filosófica que nos aponta para o sem fim, para perguntas sem respostas, exatamente como a ciência, ou como a religião se encarada com honestidade.
Tudo o que vejo como mistério inacessível do lado de fora se projeta de alguma maneira no que sou, do lado de dentro. O mistério dos multiversos, das galáxias, dos planetas. As perguntas sobre Deus, sobre o que ou quem ou se é. O medo da morte e os mistérios inexoráveis. A vida e os significados que tentamos entender. Reflexos do que nos habita, se vincula à dinâmicas tão sutis, tão intimas, tão essenciais e se projetam em completa grandiosidade e mistérios para o lado de fora. Intocáveis para lá, discernidas em significados para cá.
Somos maquetes do universo. Somos a chave de compreensão entre os dilemas da vida, do espaço, do infinito, do tempo, da morte que se projetam subversivamente no essencial, no simples, no genuíno.
Tudo aplicado no cotidiano e em minha capacidade de assumir-me como sou, humano, incluindo minhas fragilidades. Olho para dentro e sinto que sou casa de mistérios. Em mim habitam as respostas das galáxias, os segredos dos planetas, as chaves do infinito, da vida, da morte. Casa de Deus que sou.
Então entendo que tudo fala sobre a mesma coisa. Noite e dia, luz e trevas, dor e alívio, doença e cura, macro e micro, vida e morte, mistérios expostos na simplicidade de quem entende que somos linguagem vinculados ao infinito e, no entanto, lindamente presos ao tempo e aos reflexos de tudo que ainda não sei, mas se expressa em desconcertante simplicidade do lado de dentro. Do lado que vejo. No lado que sou. Flavio Siqueira
A morte
A mortalidade pra mim é conflitante, pois acho que somos eternos.
Logo não vejo a morte como fim, mas uma etapa cumprida.
Cabe a cada um analisar muito bem as nossas atitudes, os relacionamentos, as energias que emitimos agora, neste exato momento!
Portando, seja gentil, paciente, tolerante, perdoe sempre e principalmente, ame incondicionamente.
A consciência humana funciona como um jogo de vídeo game programado para cada personagem colher somente aquilo que plantar.
Já trilhei caminhos "certos",
hoje ando a esmo;
e se junto as mãos
não é pra encontrar ninguém
senão a mim mesmo.
Já parou para pensar:
Como as pessoas te enxergam ou falam e, como você realmente é e o que mostra ser...
Ainda enxergo ele se debatendo em um quadrado escuro e apertado.
Ele está realmente transtornado em sua loucura desenfreada.
Descabela-se e surta.
Súplica ser atendido com toda sua força dolorosa.
Incrível observar seu movimento sem cor!
Tão inteligente em sua ilusão. Usa todos os artifícios para me confundir.
Ele sabe que perdeu as forças. Sabe que está sendo observado. Rebelde!
Mas...
De que importa?
A mágoa é uma placa de contra-mão na estrada que vai em direção a transformação de tudo que é limitado em infinitas realizações.
Livre-se dos sentimentos
destrutivos para alcançar a Fonte da iluminação.
Já lhe ocorreu que a Lua tem luz própria, e que o plasma solar apenas torna possível seu vislumbre aos olhos humano? EXISTÊNCIA É LUZ.
Assim é com a nossa consciência quando fica diante a Mente Cósmica.
O presente mais precioso que você pode receber só você mesmo pode se dar. É o melhor da vida; aquilo que nenhum dinheiro pode comprar.
Agir através da intelecção divina é vestir-se de Luz para entrar onde ninguém entra nu: na eternidade.
O nível mais difícil de ser destruído dos véus de Maya (ilusão) é o conhecimento sem prática. Esse é o motivo de não ser aconselhável revelar tudo que sabe, para proteger o outro - uma vez que conhecimento sem ação não passa de crença limitante, aprisionando ainda mais aquele que encontra-se sonâmbulo na estrada da vida.
Há pessoas que envelhecem adquirindo e repassando conhecimentos, estas contribuem não só a seus objetivos, entretanto há outras cobertas de ignorância, não de maldade, acredito que a maldade não exista, mas sim a ignorância, li a respeito dela, e ela explica todos os desvios de conduta que atrapalham o ser humano, a ignorância. Quando se tem alguma forma de poder é extremamente fácil potencializar a ignorância, todos somos ignorantes, alguns menos outros mais, buscar o conhecimento e não aplicar pode ser a escolha da ignorância ao invés da razão. A luz para muitos pode ofuscar ao invés de iluminar, mas saibamos perdoar para que também não sejamos ignorantes.
