Esperança de Amor
A nossa herança,
Maldita,
Não alcança,
A dita, solidariedade.
Baleias morrem,
Em todas as idades,
Animais em todas as partes,
Para alimentar a vida ,
Da morte,
Vida que segue,
Que persegue,
Os inocentes,
Lamentável,
Sustento do EGO,
faminto.
A ambição.
E o dinheiro,
Tornam o homem
Prisioneiro
De si mesmo.
Não pode prejudicar ninguém.
Pois Deus bem cuida de todos a sua volta,
Um pai sempre se preocupa com o filho,
quando este não tem tempo para ele.
O Pai que eternizou
A vida
Que profetizou
A fé
No vislumbre
Do infinito invisível
O mais incrível
De todos os encarnados
Conscientes
A mais pura simplicidade
A lei
Eternizada verdade
Pai Seta Branca
O nosso humilde e bondoso
São Francisco de Assis
Raízes da terra
Que voltaram a falar
Trazendo da guerra
Filhos que estavam a vagar
Jaguares
E reis
Nos altares
Sabeis
O pai que voz é simpático
Unido a voz
Consciente de todos nós
Alegria e magia
Gratidão todo dia
Pai Seta Branca
O maior estimulo,
Na vida.
É aprender todos os dias
A andar, respirar e sentir
Tudo a sua volta
De novo e de novo.
Ter sabedoria
Significa aprender
Algo todo dia
Entregar-se
Ao estímulo
Que vibra
Em tudo que procura harmonia.
Se pudesse,
Dizer uma frase,
Que pudesse mudar,
Alguma coisa,
Diria:
Que tudo está certo.
Por que tudo,
É vontade de Deus.
Que tudo comece num abraço de reencontro de almas...
Que o sorriso dos olhos falem do encantamento...
Que tudo termine no recomeço...
Que o coração vibre de esperança...
Que tudo seja a descoberta do prazer de compartilhar...
Que os ouvidos cantem de felicidade...
Que tudo seja o nada a ser reconstruído...
Que os olhos sintam a paz do Porto Seguro...
Que tudo venha a seu tempo sem sentir o passar da hora...
Que a boca seja o silêncio a admirar a paisagem...
Que tudo seja o AMOR convidando para o banquete da vida...
Patricia Feijó
Crença
Quando alguém acende um fosforo
em pleno breu e se vê o rosto de nosso senhor- chamamos
esta dadiva de ESPERANCA, e quando o ultimo fosforo apaga
e se continua acreditando que o rosto esta' lá velando
por ti- chamamos este fenômeno de FE'- Uma chama que
ascende ao coração e não apaga mais.
AUTóPSIA
Loucos! O que procuram neste poema?
_Óbito bem definido - pode registrar.
No tempo jaz o bisturi de tal dilema,
Vossos corações podem aquietar.
O tal já vinha há tempos dissecado.
Ele chegou e repousou na maca jacente
Óbito bem definido foi o que eu disse.
A família dizia: _há tempos doente!
Salvem o poema! Alardeou alguém.
Mas já era tarde o mesmo jazia.
Sequer uma evocação promulguem!
Nunca se viu fato descomedido assim
O poema vive e levantando bradou:
Quem a esperança perdeu ou já amou?!
