Escolhi
Vivendo meu momento sabático
Escolhi parar.
Não por fraqueza, mas por força.
A força de reconhecer que a alma também precisa de silêncio,
que a vida não é só sobre fazer, mas também sobre ser.
Me dei um presente raro:
tempo.
Tempo sem prazos,
sem metas,
sem ruídos.
Apenas um espaço seguro para respirar e me escutar.
Vivendo meu momento sabático,
descobri que o mundo continua girando lá fora,
mas aqui dentro,
há uma dança mais lenta, mais íntima, mais minha.
Estou me reconstruindo com calma,
com pausas que curam,
com silêncios que falam mais do que mil palavras.
A espiritualidade floresce quando a pressa some,
e o sagrado se revela nas coisas mais simples:
no café quente sem distrações,
no pôr do sol visto com o coração,
no choro que limpa, no sorriso que nasce do nada.
Esse tempo não é fuga.
É busca.
É reencontro com quem eu sou quando ninguém está olhando,
com o que eu acredito, com o que realmente importa.
Não é um intervalo da vida.
É a própria vida acontecendo de um jeito mais verdadeiro.
E nesse caminho,
sem mapas nem obrigações,
vou me acolhendo.
Me curando.
Me reencontrando.
Porque às vezes,
pausar é o ato mais corajoso de amor-próprio.
Trilho esse caminho, pois foi ao qual escolhi e ao qual fui escolhido, talvez pensai-vos que tenho pouco, mas dentre poucos sei dar o devido valor ao pouco que tenho.
Rauan de Santana Rosa
MEU CANTO PREDILETO
No meu canto, um lugar que eu escolhi.
Vejo o mundo que vivo...
Em um canto qualquer imagino o lugar que quero viver;
Ah! O lugar não importa!
O que importa são as pessoas.
Depois se percebe que os lugares não mudam as pessoas.
A convivência muda as pessoas e os lugares;
As pessoas tornam-se pessoas que escolhem ser;
As pessoas tornam os lugares melhores ou piores;
Os lugares e as coisas dependem das pessoas para mudarem.
O espirito e comportamento,são de onde vêm as mudanças
das coisas e as transformações dos lugares.
O ambiente leva algumas pessoas pensarem e repensarem a vida.
Porém, os pensamentos estimulam...
As pessoas empreenderem suas mudanças.
Temos a capacidade de nos construir.
De justificar nossos erros;
E mais ainda de construir as nossas forcas.
Era inevitável
Que eu viesse
Por onde escolhi
Só não era cogitável
Não te ter aqui
Pr'a me ouvir
Chorar, me arrepender, lembrar de você
- Inevitável
Palavras que não são minhas, escolhi repetir
A inocência se perde, substituída pela ganância
- Sign My Name
meu fi, escolhi o ano errado para tentar toma um rumo na vida e agora não sei mais oq fazer lascou foi tudo! Porem agora vou recomeçar não do zero mas sim usando oq eu passei de experiência para se adaptar nesse recomeço
As vezes a verdade deixa a gente triste
Tudo que eu mais queria era ser feliz
Mas escolhi ser triste e saber a verdade
Felicidade te traz Bem Estar
Verdade te traz Liberdade.
E não foi eu que te escolhi .. quando meus olhos te viram pela primeira vez.. a minha alma disse sim ....
Eu simplesmente voei ..parti ..fui embora ..me libertei ... eu escolhi ser feliz do meu jeito..sem suplicar amor ..sem fechar meus olhos pra todos teus erros .. sem morrer de chorar por tudo que sempre me fez. Eu decidi não mais sangrar pra te fazer feliz ...eu decidi ir embora e viver pra mim , por mim ..e que,se dane tudo ... de agora em diante só vou amar quem realmente me ame .. se libertar é viver e eu comecei viver agora ...quando me livre completamente de vc ...
Em um mundo de ódio..eu escolhi amar... em um mundo preto e branco...eu escolhi ser cor ...ser amor...eu escolhi fazer a diferença... porque eu sou aquilo que os olhos não vê... aqui dentro de mim..só paz e bem...
Tão louca , tão minha , tão perfeita , não é atoa que escolhi a dedo pra ser minha companheira .... somos tão diferentes um do outro , mas somos tao completos quando juntos. O amor é isso mesmo.. imperfeitos que se unem , se buscam , se reconhecem .. se conectam ..
Escolhi sentir a falta dela de dia e durante a noite, Viver com ela em meus
sonhos, Porque em meus sonhos, Ela nunca se esqueceu de mim.
As Dores que Escolhi Carregar
Dizia que me amava, mas amava como quem repete um verso decorado, sem sentir o peso das palavras. Amava a ideia de me amar, mas não a mim. Porque, na prática, eu me deixava para depois. Quando choveu, encarei as gotas sem guarda-chuva, aceitando o frio como se meu corpo não merecesse abrigo. Quando a febre me queimou, deixei que ela ardesse, porque gastar com remédio parecia um capricho supérfluo.
E os sapatos que me feriam? Caminhei com eles, como quem carrega um fardo invisível, fingindo que a dor era pequena. Porque, no fundo, acreditava que suportar as feridas fazia parte de existir, fazia parte de ser eu.
Mas o que mais me machucava não era a febre, nem os sapatos. Era o silêncio que guardava quando alguém me feria. Eu calava e, pior, tentava compreender. Tentava justificar os golpes que recebia, como se fosse justo aceitar ofensas, palavras ríspidas e gestos que me cortavam. Perdoava antes mesmo que me pedissem perdão, carregando culpas que nunca foram minhas, tornando-me um depósito para dores que não me pertenciam.
Hoje, olhando meu reflexo, não vejo apenas um rosto marcado pelo tempo. Vejo uma pergunta que ecoa: o que é, afinal, esse amor que digo ter por mim mesmo? Será que amar-me é só esse hábito vazio, essa rotina de sobrevivência? Ou será que amar-me é algo maior, mais profundo?
Talvez amar-me seja o gesto simples de abrir o guarda-chuva na tempestade, de trocar os sapatos que me machucam, de tratar minhas feridas com o cuidado que sempre ofereci ao mundo. Talvez seja entender que minha dor também importa, que meu coração merece repouso, e que o amor que dou ao outro só tem valor se primeiro eu souber oferecê-lo a mim mesmo.
Se for isso, amar-me será um desafio diário. Uma escolha nova a cada manhã. Mas é uma escolha que preciso fazer, porque percebo agora: não sou terreno de passagem para o peso alheio. Sou uma casa que merece abrigo, uma estrada que também precisa de cuidado. Amar-me, enfim, é aceitar que eu não fui feito para ser silêncio, mas para ser inteiro.
Eu escolhi ficar com o Perdão.
A ofensa é um fardo muito pesado
para se carregar.m
Pureza C. de Souza
EU E ELA
Não sei se eu a escolhi, ou se foi ela,
a poesia, que me acolheu.
Só sei que graças a essa parceria
encontro alguma leveza
nas horas dos meus dias.
Valéria R. F. Leão
