Escolha
Revisitei o passado
e foi uma das piores escolhas
Que eu já fiz.
O animo que eu estava
Para viver tudo de novo
Se desfez em nevoa
Que pairava sobre mim.
E na minha frente tudo destruído.
Tudo em pedaços,
E com cheiro de mofo.
A nevoa gritava feliz
E lá via eu.
Os sentimentos e tudo
Absolutamente tudo
Deixando de existir
No sopro do vento.
O tempo é o tecido que costura nossas vidas, as escolhas são as agulhas que o manipulam, e a sabedoria é a linha que guia cada ponto.
*Já fui plano B.*
Já fui a escolha de conveniência.
Aquele alguém que estava ali, sempre por perto, sempre disponível… mas nunca o suficiente para ser prioridade.
Fui o “e se não der certo com outro alguém”, o “só hoje”, o “você entende, né?”.
Fui o ombro amigo, o porto seguro, o consolo,mas nunca o destino final.
Fui plano B de quem nunca teve coragem de me colocar no centro.
De quem me queria por perto, mas não ao lado.
De quem dizia que eu era especial, mas só quando era conveniente.
De quem me procurava quando o mundo desabava, mas sumia quando o sol nascia.
E por muito tempo, aceitei.
Aceitei migalhas achando que era banquete.
Aceitei silêncios como se fossem respostas.
Aceitei ser metade, quando eu sempre fui inteiro.
Hoje, não mais.
Hoje, entendo que não nasci pra ser opção.
Não sou rascunho de ninguém.
Não sou pausa entre capítulos.
Sou história completa , e mereço ser lido com atenção.
Aos que me tiveram como plano B: obrigado.
Vocês me ensinaram o valor de ser o plano A de mim mesmo.
Ser multifacetado nunca foi escolha de conforto, foi necessidade de sobrevivência. Na vida aprendi a fazer de tudo um pouco, não por vaidade, mas porque quem me salvou muitas vezes foi o meu próprio trabalho. Enquanto muitos desistiam ou se escondiam das dificuldades, eu encontrei no fazer, no aprender e no construir o caminho para continuar de pé.
O trabalho sempre foi minha força. Foi nele que encontrei disciplina, respeito e identidade. Cada serviço, cada desafio, cada responsabilidade que passou pelas minhas mãos ajudou a moldar quem eu sou hoje.
Se antes o medo batia à porta, hoje aprendi a encará-lo de frente. Hoje faço o medo ter medo de mim. Não pela força bruta, mas pela constância, pela coragem de continuar e pela certeza de que quem trabalha com verdade constrói o próprio respeito.
Ser presença, para mim, é isso: chegar, assumir a responsabilidade e entregar o melhor. Porque no final das contas, cada trabalho que realizo carrega algo que não pode ser copiado minha assinatura, fazer bem feito, com respeito e excelência.
Só bora ....
By Evans Araújo
Há quem atribua suas escolhas à vontade de Deus, mas o Senhor, em sua Infinita Sabedoria, concedeu a cada coração o dom do livre-arbítrio: plantar o que deseja e colher o fruto do que semeou.
LIVRE ARBÍTRIO
A pessoa humana vive através de escolhas.
Na infância, geralmente as escolhas são feitas pelos pais, contudo, quando começa a adquirir liberdade para seus atos, a própria pessoa começa a escolher.
A pessoa pode escolher alimentos que podem ser bons ou ruins para seu organismo, ingerir bebidas alcóolicas em demasia, fumar, usar drogas ilícitas, sabendo que podem ser prejudiciais.
É a própria pessoa quem escolhe se irá viver sozinha ou com alguém, se constituirá família, o namorado ou a namorada, o companheiro ou a companheira, o esposo ou a esposa, se terá filhos, a forma de criação destes.
O trabalho é escolhido pela pessoa, assim como o local de moradia, tendo liberdade de mudar quando quiser e se tiver oportunidade.
Se a pessoa tiver força de vontade e se esforçar, estudará o curso que desejar.
A religião pode ter sido escolhida pelos pais na infância, mas a pessoa pode fazer nova escolha posteriormente, até não seguir nenhuma religião.
Os estabelecimentos, bares e locais de lazer, para comprar ou frequentar, são escolhidos pela própria pessoa.
Cabe à pessoa decidir se irá ter e/ou dirigir veículo, habilitada para tal ou não.
Quando se deparar com alguma dificuldade, inclusive doença, a pessoa poderá desistir ou procurar resolvê-la, ainda que não consiga.
A pessoa pode escolher amar ou odiar, praticar o bem ou o mal, ser alegre, ainda que esteja sofrendo, ou chorar.
Cabe à própria pessoa buscar a felicidade, se é infeliz, mediante escolhas.
Até a morte e enquanto tiver discernimento, cabe à própria pessoa fazer suas escolhas, por mais simples que sejam, e sempre poderá dizer sim ou não, aceitar ou recusar.
Portanto, a pessoa humana tem o livre arbítrio, assim, deve pensar bem ao fazer suas escolhas, pois será através delas que colherá frutos bons ou ruins, imediatamente ou no futuro.
A sua religião é para seguir com fé os ensinamentos transmitidos, sem interferir na escolha do próximo
Enquanto você escolhe o que vai comer, houve um homem que não teve escolha — engoliu dor, silêncio e abandono… e morreu com sede, para saciar uma alma que talvez hoje nem lembre o nome dele.
Reconheço, com serena lucidez, que minhas escolhas e inclinações muitas vezes não se submetem ao crivo das convenções ordinárias; são, antes, expressão legítima de minha própria idiossincrasia, esse traço singular que delineia a arquitetura íntima do meu ser.
