Escola Poema de Rubem Alves
entra no poema
que no caminho
te explico.
segue aquele poeta
aquela vida
siga em frente
não pare!
na próxima esquina
o futuro.
no poema cabe revolta
pela injustiça do cotidiano.
uma voz gritando por liberdade!
no poema-vida-real
a guerra martiriza
o terror destrói
e o inocente paga caro
sem ter culpa,
poesia não é só amor e flores
é dor e devastação.
escrevo um poema
como se fosse um enigma
vou decifrando palavra por palavra
até descobrir que tudo
é passado, acabou o momento
e não sobrou lembrança de nada
a vida passageira
e eu perdi o tempo
esperando você voltar.
Em cada esquina
Deixa um sorriso
Um poema-vida
Um abraço acariciando a alma
E o amor nos olhos
Em forma bem-querer.
Escrevi um poema de luz apagada
E escutei uma voz:
Não vai dar certo lutar contra a correnteza
Na força do braço.
Mas, se eu não ir para a luta
O dia não será bom.
No final é só um poema
Escrito com palavras
Que perdi na memória.
Na pele o poema
Riscado de amor,
Quem escreveu teu olhar?
Teu sorriso?
É tudo tão lindo
Que não cabe no universo...
A leitura do poema
No calor do deserto
No Saara, no sarau
Onde for, alívio
A alma com sede
E gosto de quero mais
Pela poesia insaciável
Que parece nunca ter fim
Abraçando as dores do mundo
E derramando seus versos
Por todo universo do viver.
Para te esquecer
Fui um poema escrever
E me arrependi totalmente
Pois, você não saí da minha mente
E no poema
Persiste o mesmo problema
Teu nome estampado
E carimbado
Nas entranhas do meu ser
Que ainda me fazem te querer.
Vou desfazer o poema
Arrancando a rima
Tirando a métrica
Palavra por palavra
Tudo para fora
Assim despejo o meu sentimento
Que não me convém
O que quero esquecer
Vai tudo embora.
Esperando o poema chegar
Na noite silenciosa
A caneta repousada sobre a mesa
A folha em branco
O poeta olhando a parede.
Esperando a vida acontecer
Em qualquer momento
A esperança repousada no coração
Nada passa em branco
Sobre o poeta olhando a parede.
Poema – "A Loucura Mais Doce"
Você foi a loucura mais doce,
um furacão manso que me levou.
Perdi-me em teus olhos sem norte,
mas nunca desejei voltar do que sou.
Foi febre, foi riso, foi chama,
um delírio onde o medo não cabia.
Deixei cair a razão, a trama,
e me vesti da tua melodia.
Teu toque era verso sem rima,
teu silêncio, um grito que me dizia:
amar é perder-se com calma
na insanidade que o amor anuncia.
Você é o poema
mais lindo que
escrevi dentro
de mim.
Ao seu lado é
como se eu não
existisse, me rendo
ao seu amor
com beijos
e emoções.
Corrida de três pernas:
a poesia, o poema e os poetas
na direção das rimas
sem reticências nas querências
em tempo de Festa Junina
e dançando Quadrilha.
Ipê-ouro sublime
e poético nesta tarde
serena onde me faz
escrever com a sua
cor o meu poema
sobre a sentença
do meu divino amor.
O Sol amansou a tarde
com poesia serena,
O Ipê-mandioca trouxe
flores e um poema,
E eu mergulhei com
alegria imensa na cena
porque viver isso
tudo no final é o quê
realmente compensa.
Madrugada de Taipoca
em flor e de entrega
plena ao poema de amor
que é viver para você
meu doce sedutor.
Uma rosa vermelha
num jarro em cima
da mesa é um beijo
de veludo e um poema
que enfeita a cena,
Para você eu com
muito gosto uma
boa Cocada de forno
que você vai saborear
como no seu sonho.
Quero ter o frescor da menta
para no meu quarto
com paixão sempre ter um poema
novo que me combinado
com o café me faça
fugir desta realidade
onde o quê vale é cultuar
o Deus Ego inflado
em busca de validação,
Por não fazer parte de nenhuma
disputa: continuo misticamente
dançando só na multidão.
