Escola Poema de Rubem Alves

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⁠AUTOR: José Alves de Araújo Neto

UM SONHO A REALIZAR

Quem conquista o mundo assim
Tem mais paz, alegria e vida
Tem um sonho a realizar
Tem caminho, domínio e partida
Quem merece um amigo igual
Tem bandeira hasteada em seguida
Uma cabeça que pensa
Um soluçar desejado
Um homem culto e moderno
Um linguajar avançado
Um Q l de moral e valor
Um sorriso no rosto estampado
A forma que a nação atravessa
O risco cada vez maior
O pobre falando sozinho
O mendigo só em ver dá dó
Mas quem sabe a grande mudança
Faz o ser caminhar bem melhor
Faça sempre o bem nessa vida
Seu trajeto tem tudo haver
Quem ajuda essa massa humilde
O paraíso espera você
Pra dormir e sonhar com os anjos
Para brilhar com mais dom de viver.

OBS: Esse poema foi feito quando comecei caminhar sozinho independente de pai e mãe.

Inserida por JoseAlves

⁠AUTOR : José Alves de Araújo Neto

NO MAR

Se você andou no mar
Sabe falar o segredo
Que os pássaros que voam
Sentem a sobra do medo
Quero te amar um dia
E te amar sem companhia
Para mostrar que a amo
E sempre a quero mais
Você é a minha paz
Você é quem eu queria
Quero te dizer que no mar
Onde eu ia te encontrar
Quero dizer que minha vida
Só tem sentido assim
Com você perto de mim
E os pássaros todos cantandos
numa alegria sem fim.

Inserida por JoseAlves

O Gondoleiro do Amor

Barcalora

Dama Negra

Teus olhos são negros, negros,
Como as noites sem luar...
São ardentes, são profundos,
Como o negrume do mar;

Sobre o barco dos amores,
Da vida boiando à flor,
Douram teus olhos a fronte
Do Gondoleiro do amor.

Tua voz é cavatina
Dos palácios de Sorrento,
Quando a praia beija a vaga,
Quando a vaga beija o vento.

E como em noites de Itália
Ama um canto o pescador,
Bebe a harmonia em teus cantos
O Gondoleiro do amor.

Teu sorriso é uma aurora
Que o horizonte enrubesceu,
— Rosa aberta com o biquinho
Das aves rubras do céu;

Nas tempestades da vida
Das rajadas no furor,
Foi-se a noite, tem auroras
O Gondoleiro do amor.

Teu seio é vaga dourada
Ao tíbio clarão da lua,
Que, ao murmúrio das volúpias,
Arqueja, palpita nua;

Como é doce, em pensamento,
Do teu colo no langor
Vogar, naufragar, perder-se
O Gondoleiro do amor!?

Teu amor na treva é — um astro,
No silêncio uma canção,
É brisa — nas calmarias,
É abrigo — no tufão;

Por isso eu te amo, querida,
Quer no prazer, quer na dor... Rosa!
Canto! Sombra! Estrela!
Do Gondoleiro do amor.

Castro Alves
ALVES, C. Espumas Flutuantes. São Paulo: Atelie Editorial, 1998.

Desistir... eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério; é que tem mais chão nos meus olhos do que o cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos, do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.

Letícia Lanz (Geraldo Eustáquio de Souza)

Nota: A autoria do pensamento tem vindo a ser erroneamente atribuída a Cora Coralina.

Um poema sobre o amor.

Várias vezes ouvi falar,
de ler, cansado estamos.
A maior escola que herdamos,
é o querer do mundo em amar.

Nos olhos, na manhã observo,
olhos universais, verdades metafisicamente testadas,
acaba com o pouco que tenho
de aliviar meu mundo correto.

O certo é não perder a vista.
A vista da montanha, à vista.
Ganhou meu coração não com parcelas,
Comprou, pagou em espécie, há vista.

O cheiro do almoço, costela com cominho,
eis onde vim parar.
No tempo da vó Alzira, do tutano,
no tempo da saudade de fulano.

Gostaria de saber que sinto,
exprimo a solidão e o afeto que a palavra tem em mim.
Saudosa poesia que invade,
tal os olhos da amada.

Inserida por nelmarques

⁠poema

Nos corredores eu rio e brinco,
No meu coração fico triste e só.

Na escola sou alegre como um passarinho,
Mas em casa meu coração se despedaça.

Lá fora o mundo me acolhe com abraços,
Mas em minha casa me sinto sozinho.

Todas as minhas alegrias parecem desaparecer,
Quando me sinto triste e perdido.

Às vezes eu quero me esconder no escuro,
Mas a luz do dia me dá força.

Eu quero me libertar dessa tristeza,
Eu quero voltar a me sentir alegre e feliz.

Agora eu sei que meu mundo vai melhorar,
Pois a tristeza já não me assombra mais.

Inserida por DAWNX

⁠Poema - Ditadura Nunca Mais

Começa na escola
Foca na aula de história
Veja a trajetória
Democracia foi a vitória.

Nós temos esse instante
Conquistado antes
A luta foi grande
Com muito suor e sangue.

Seja revolucionário
Em cima do armário
Existe livros e dicionário
Para evitar outro Ustra ou Bolsonaro.

Futuro não é voltar atrás
Ditadura nunca mais
Que descansem em paz
Nossos ancestrais.

Inserida por 10uilton

E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte
de fome um pouco por dia

De corpo, alma, mente

Sentindo teu coração pulsar,
Batendo bem forte,
Percebo a sorte
Que foi te encontrar.

Meu sangue ferve.
Nesse quarto a gente se ama,
Nos deliciamos nessa cama,
Minha alma fica leve.

Não vejo a hora passar,
Em teus braços
Sinto o tempo parar.

Nos encaixamos perfeitamente.
Eu te amo
De corpo, alma, mente.

O pecado é mais saudável e alegre do que a virtude. Aqueles que trocam o vício pela beatice tornam-se velhos feios e desagradáveis.

O homem é um animal solitário, um animal infeliz, só a morte pode consertar a gente.

É um pouco aflitivo pensar nisso, e imaginar que, acima dos gestos e das palavras, o sentimento talvez valha alguma coisa; e que a ternura e o bem-querer devem ter um instinto certo e tocar naquelas zonas indefiníveis da alma em que nem os analistas conseguem explicar nada. Ora, pois; mesmo às cegas, burramente, amemos!

Rubem Braga
BRAGA, R., Um Cartão de Paris, 1997

Todas as pessoas que viajam apreciam essa sensação de andar pelas ruas de uma cidade que não é aquela em que se vive, sem pressa, sem hora de voltar para casa. Por quê? Porque não há casa, lar doce lar, para onde voltar. A casa é uma prisão, mesmo se você vive sozinho. Uma prisão à qual você se acostuma, como os animais do jardim zoológico se acostumam com as suas jaulas.

Tinha muitas idéias na cabeça, e isso me atrapalhava. Os melhores conferencistas são aqueles de uma única idéia. Os melhores professores, os que sabem pouco.

Uns fogem do amor e outros procuram com sofreguidão, mas no fim o que fica, em todos, é a mesma coisa, uma insuportável sensação de vazio.

Neste mundo cruel e egoísta de hoje é uma surpresa encontrar um homem tão generoso como você.

Além disso, pela primeira vez em minha vida sentia uma espécie de desconfiança, e até mesmo receio, das pessoas que passavam- homens embuçados atrás das barbas, mulheres camufladas por cosméticos e perucas, crianças que pareciam anões, ou vice-versa.Os automóveis faziam um barulho irritante e soltavam uma fumaça preta, pareciam dispostos a me atropelar. Até o céu, sem uma única nuvem, exibia um azul falso, de Fra Angelico mal restaurado. Que diabo estava acontecendo comigo?

Li não sei onde que, numa separação, aquele que não ama é o que diz as coisas carinhosas.

Um dia ele me disse que era uma pena que os homens tivessem que ser julgados como cavalos de corrida, pelo seu retrospecto.

Vi o muro e calei: não é de muito, eu juro, que me acontece essa tristeza; mas também não era a vez
primeira.