Erasmo de Rotterdam Elogio da Loucura

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Uma das maiores subtilezas da arte militar é nunca levar o inimigo ao desespero.

A gentileza faz com que o homem pareça exteriormente, como deveria ser interiormente.

Para os cristãos, encontrar algo inacreditável é uma bela ocasião para acreditar.

O poder não satisfaz, ou melhor, é como a droga e exige sempre doses maiores.

Um homem não é infeliz porque tem ambições, mas porque elas o devoram.

Assim como o médico não deixa ver nada das suas apreensões ao seu paciente, da mesma forma o advogado mostra sempre uma fisionomia cheia de esperança ao seu cliente. É um desses casos raros em que a mentira se torna virtude.

Quando me contrariam, despertam-me a atenção, não a cólera: aproximo-me de quem me contradiz e instrui.

O que eu faço é simples: ponho pão nas mesas e compartilho-o.

Como a luz numa masmorra faz visível todo o seu horror, assim a sabedoria manifesta ao homem todos os defeitos e imperfeições da sua natureza.

Nas nossas democracias a ânsia da maioria dos mortais é alcançar em sete linhas o louvor do jornal. Para se conquistarem essas sete linhas benditas, os homens praticam todas as ações - mesmo as boas.

Não desejes e serás o homem mais rico do mundo.

A tecnologia moderna é capaz de realizar a produção sem emprego. O diabo é que a economia moderna não consegue inventar o consumo sem salário.

O futuro é como o papel em branco em que podemos escrever e desenhar o que queremos.

A má educação consiste especialmente nos maus exemplos.

Queriam-me casado, cotidiano, fútil e tributável?
Queriam-me o contrário disso, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, faria a vontade de todo mundo.
Assim, como sou, tenham paciência!

O amor é o rei dos moços e o tirano dos velhos.

Machado de Assis

Nota: Autoria não confirmada.

A velhice faz-nos mais rugas no espírito do que na cara.

Os raios caem sobre os montes mais elevados, e onde encontram mais resistência é onde provocam o maior dano.

As mulheres vêem tudo ou não vêem nada, segundo as disposições da sua alma: a única luz delas é o amor.

Geometria dos ventos

Eis que temos aqui a Poesia,
a grande Poesia.
Que não oferece signos
nem linguagem específica, não respeita
sequer os limites do idioma. Ela flui, como um rio.
como o sangue nas artérias,
tão espontânea que nem se sabe como foi escrita.
E ao mesmo tempo tão elaborada -
feito uma flor na sua perfeição minuciosa,
um cristal que se arranca da terra
já dentro da geometria impecável
da sua lapidação.
Onde se conta uma história,
onde se vive um delírio; onde a condição humana exacerba,
até à fronteira da loucura,
junto com Vincent e os seus girassóis de fogo,
à sombra de Eva Braun, envolta no mistério ao mesmo tempo
fácil e insolúvel da sua tragédia.
Sim, é o encontro com a Poesia.

(Poesia feita em homenagem ao poema Geometrida dos Ventos de Álvaro Pacheco)