Erasmo de Rotterdam Elogio a Loucura
Desde a antiguidade, cujo marco temporal se consagrou por meio da escrita, o ser humano começou a exercer poder de absolvição e condenação sobre tudo aquilo que aos seus olhos necessita de punição.
Embora as palavras cosmética e estética tenham sido banalizadas pelo uso, seu sentido fundante é mais profundo do que se imagina. Cosmética, faz referência a superfície, a pele, ao visível, aquilo que é e pode ser tocado; estética, está no campo da moral, é um conjunto de valores aplicáveis nas relações humanas e que implicam na construção dos conceitos de beleza e feiura.
Há um perigo no termo “aluno especial” porque embora sua empregabilidade pareça uma finesse do trato, sua origem está na catalogação do “espécime” diferente, cuja norma científica e acadêmica qualifica como deficiente.
Embora a escola se denomine inclusiva, sua prática exclui no ato da matrícula na medida em que o olhar clínico se sobrepões a atuação pedagógica e, o que parece ser novo, permanece com os mesmos sistemas e os mesmos valores. Embora a escola se anuncie como inclusiva, sua prática é excludente. E tudo isso é um convite à reflexão porque quando se tem uma justificativa moral para o “fracasso” significa que os desvalores ou os valores possuem dimensão cosmética (julgamento pela aparência – forma e conteúdo) e estética (dimensão moral, ética e disciplinar).
Pessoas que sorriem o tempo todo não são confiáveis porque, na maioria das vezes, mascaram seus reais sentimentos para cativar o afeto alheio. No fundo escondem carência, ressentimento, relações abusivas e traumas de infância. Parecem simpáticas, mas podem ser diagnosticadas com transtorno de laicidade cuja imagem de feliz se sobrepõe as suas reais intenções.
Pessoas desequilibradas choram quando não dominam uma situação problema. Atuam como na Infância de forma imatura e mimada. Isso remete a birra, própria e constituinte do retardo emocional.
Vela não altera a potência da oração ou reza. A vela é uma ambientalização, um meio, um canal para concentração da fé provocando um direcionamento daquilo que me é preciso, segundo o meu entendimento.
A vela representa a finitude da nossa experiência terrena. Somos luz finita que se ascende outra vez.
Eu não faço network. Não sou coisa e não me presto a isso. Eu construo laços, afeto, amizade. Isso dura e, esse tal de network me coloca como produto numa relação. Falou isso, me afasto convictamente.
A política permanece desigual e a escola precisa compreender que,
se aquilo que se ensina não provoca, não liberta, não rompe com o poder
europeu, ela é complacente com a necropolítica, com o epistemicídio,
com o patriarcado e machismo, com a heteronormatividade e com a Elite
Branca.
Pedido de perdão no final da vida não é arrependimento. Perdão no final da vida é covardia profunda.
Demonstrar abertamente muita sabedoria é próprio de quem confessa, secretamente, uma desmedida tolice.
