Erasmo de Rotterdam Elogio a Loucura
Quando eu digo que vou fazer algo e a pessoas não me chamam de louco, eu paro e repenso o que eu iria fazer.
Eu engoli as palavras
Na minha barriga fez um nó
Se eu não nasci para isso, não sei quem foi
Olha, eu vejo bem esses olhos
Sei que estão chegando ao fim
Olha eu não sou daqui, também não sei de onde vim
Consegui uma casa, um trabalho, um amor
E posso me orgulhar
Mas minha alma, mesmo grata, as noites quer voar
Eu amo você, não teria para onde de ir
Além de onde a mente pode me levar
E a loucura que é viver a vida
Como um do sonho
Por um sonho
Eu vi em cada poro a gota de suor
Eu senti nas curvas do seu rosto cada milagre
Mas não há nada que se possa provar
Como eu não vou enlouquecer?
Como eu não vou enlouquecer?
Me dê forças ao menos para parecer normal
Pois já demoli os muros do que pode ser real
Não tenho mais nada que se possa provar
Eu não sou nada que se possa provar
Nem mesmo minha fé, nem mesmo eu
Eu nem sei o que sou
Ou se existo
Nem sei o gosto do meu lábio
Eu só sei que vou seguir em frente
Custe o que custar
E camuflar minha loucura
Que me consome
Que me mata e me dá vida
Enquanto eu respirar.
Não leve ela tão a sério
Não considere tudo o que ela fala
Preciso te contar que ela
Viciou-se em intensidades
Anda de mãos dadas com o desgoverno
Acostumou-se a impermanência
E que, por hora, já não a reconheço mais.
Páginas amarelas
Amareladas,enegrecidas
Cores parafinadas das velas
Jazidas no tempo, esquecidas
Um escrito documento no tempo parado
Estabilizado pela fagulha do cosmo intempestiva
Borbulhando constante agitado
As cordas velhas da antiga festiva!
E escreves por aquele antigo pecado
Lamentável erro do passado
De quem fora o vilão responsável
Pelo castigo indecifrável
Eu,louco das ruas poeta
A afogar-me em distante loucura
Com alma bastante inquieta
Deitado nos braços da nobre figura!
"Por vezes precisamos enlouquecer por alguns instantes para não enlouquecermos de vez. Quem não abre brechas para algumas pequenas loucuras enlouquece por excesso de sanidade".
É notório o ardor da tua essência,
pois a tua beleza é avassaladora,
tens um olhar impetuoso
que reflete o amor ardente
que aquece todo o teu corpo
e deixa o teu jeito
serbastente sedutor
com um pouco de doçura,
dessarte, uma mulher de muita vitalidade, uma dosagem excitante
de sanidade e loucura
capaz de tirar da monotonia da realidade
e fazer da vida, uma emocionante aventura.
É exuberante a tua formosura,
nas curvas do teu corpo,
um trajeto sem volta,
aceleraras os batimentos
do meu coração,
és uma tentadora loucura,
uma mulher maravilhosa,
digna da minha apreciação.
Distração
Eu observo a pintura dela em outros quadros, vejo o seu rosto em outras pessoas e até temo olhar-me no espelho com a impressão de que ela aparecerá ali. Me distraia. Me perturbe. Me enlouqueça.
Calmamente recapitulo as nossas conversas e, no silêncio noturno, enlouqueço um pouco mais por você.
DESCOBRI
Descobri que uma das coisas que mais gosto de fazer nesta vida é escrever. Mesmo que o que escrevo seja desordenado e desalinhado para uns, uma loucura ou uma idiotice para outros. Que as frases sejam sem nexo e sem uma direção certa. Não importa. Só sei que escrever me alimenta. Alimenta e relaxa meu coração poético.
Queria escrever algo banal, tranquilo que apenas me levasse a fugir deste corre-corre da vida. Não sei o que eu quero com isso. Talvez atingir o cume da montanha mais alta. Não sei.
Talvez me perguntem, por que a montanha? Talvez pudesse ser a mata, ou o deserto, ou o mar, quem sabe o céu. O que importa quando não sabemos se a direção é certa ou incerta como o tempo?
Escrever atinge o ilimitado. É como a vida, ilimitada, sem uma coordenação. Quero atingir todos os limites, o cume, o ápice, a adrenalina constante.
Estou ainda tentando escrever algo sereno, algo que deixasse um pouco de lado meu apogeu. Mas não encontro. Na verdade nem quero encontrar, quero continuar buscando cada vez mais.
A outra coisa que gosto de fazer é amar. Amar quer dizer algo? Amar nunca foi algo. Amar é tudo. Eu gosto de amar as pessoas, amar me deixa feliz. Saber que as pessoas estão felizes me deixa extremamente feliz.
Meu instinto de mulher quando amo fica tão estável que eu poderia descrever detalhes que talvez inundasse esta pagina com palavras de amor...mas o que importa isso tudo se ninguém se importa mais com o amor.
Amar é tão vasto que eu poderia me perder amando. Escrever e amar são uma junção que combinam. Em meus versos escrevo amando sem uma noção certa do que quero deixar na página, apenas amo escrevendo e escrevo amando.
UM PONTO
Tudo, aliás, é um ponto.
Um ponto incerto.
Um ponto sem nó.
Um ponto de interrogação.
Um nó atravessado.
Uma incerteza dentro da outra.
Uma exclamação.
A vida
A morte
Meu norte
Meu nada
Meu tudo
Verticalizado
Nas ruas desertas.
Assim, aliás, é o meu mundo,
Enigmatizado,
Energizado,
Sem uma pretensão,
Apenas uma razão
E uma loucura.
Razão é a faculdade de raciocinar, apreender, compreender, ponderar, julgar; a inteligência que conduz à indução ou dedução de algo com a capacidade de avaliar com correção, com discernimento; bom senso, juízo. Ah essa razão controvérsia, que nem sempre é bom tê-la, ou que muitos se acham, no direito de impô-la e nem sempre a possuem. Falsa razão desonesta que nos leva a transgressão ao simplesmente se declarar que à possui, não nem sempre à possui. Melhor muito mais a paz do que a razão. Será sempre? Razão esta que absolutamente ninguém a possui depende sempre do lado que se observa, lá vem de novo seu ponto de vista. Por vezes insana, sim toda razão tem um pouco de loucura, que devem avaliar as ações com discernimento e provar a verdade para ser conclusiva. Qual discernimento se há a loucura? As palavras professam esperanças fundadas em aparências, aquelas promessas desonradas, impostoras que nos provocam ânsias de vômito, pura antipatia e geram aversão a falsa razão imposta. Melhor observar os fatos e tirar minhas próprias conclusões.
O amor metafísico, o maior devaneio
A certeza que existe nas incertezas
A dialética entre inteligência e beleza
O meio termo entre sanidade e loucura
Sendo a destruição e também a cura
A capacidade de ser intensa em todos instantes
Habita minha mente mesmo distante
Me mostra o mundo, os fatores resultantes
Em conseguir lhe compreender sem nada saber
É o amor em crescimento exponencial
É o fenômeno raro, a felicidade constante
Um número infinito de incógnitas no seu ser
Todas motivos para delírio, motivos sólidos
Nem o maior gênio consegue refutar
Em tudo o que você é, só resta o prazer de te amar.
DESCONEXO
Sinto o gosto do abraço
O afago do beijo
Ouço a conversa dos olhares
Descobri:
Viver não precisa fazer sentido.
Sou um pouco louco
com relação à minha sanidade,
mas muito lúcido
quando se trata de meus devaneios.
Na rua todos loucos.Uma exibição espetacular de egos eivados do sentimento de que são únicos no mundo.
