Erasmo de Rotterdam Elogio a Loucura

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Se cale, o silêncio gosta do privilegio de existir.

⁠O mundo é um grande hospício, porém somente alguns vão para um hospício bem menor.

⁠... é certo que tive medo ou qualquer sentimento desse género. Se ao menos soubesse de que tive medo, já seria um grande passo em frente. O que é curioso é que não estou disposto de modo algum a considerar-me louco. Vejo com evidência que não estou louco

“⁠Não tenha medo de se posicionar, mas faça somente quando necessário.
Tanto tentar mudar opinião formada, quanto se desgastar com pessoas desrespeitosas, é loucura.”

⁠O último movimento que desejo fazer agora é conscientizar-me. Deixe-me louco. Cada ponto em mim está eriçado em resposta a essa loucura. Enquanto sinto tanto, prefiro desconhecer.

⁠Às vezes penso que sou um louco vivendo uma ilusão que me tornar normal.

⁠Como alguém que significava menos que nada em minha vida passou a significar muito mais do que deveria?

Louca

Dizem que era louca
que caminhava descalça e falava sozinha,
que, por vezes, gritava e deixava de comer,
que se esquecia de si mesma...
Dizem que passou pela vida dividida
entre quem descobriu algo e esqueceu
e ficou presa na amargura das perdas,
com o coração em sobressalto no peito
pelas fragilidades da vida.
Louca, talvez! Mas o que será a normalidade?
Vivermos sem consciência de de que nada temos
a não ser a perceção de nós próprios,
lemo-nos no que nos rodeia, no outro,
e o que saberemos do que realmente somos?
Passamos pela vida como um grão de areia
que o vento transporta para a imensidão,
que ao sabor da maré oscila rumo ao indefinido
consigo próprio que é o único que pode realmente levar,
o resto são memórias, abraços, sorrisos,
Sentimentos dispersos
que agora correm nas veias daqueles que nos recordam
Dizem que era louca por sentir de mais
por amar toda a vida o mar num olhar,
por amar um beijo sincero e cintilante
por amar um primeiro sorriso e uma primeira palavra,
por amar o silêncio...
Dizem que era louca,
podia ser,
mas foi uma louca que
amou e que se deu,
uma louca que simplesmente
na sombra da vida
desapareceu...

⁠Se há razões para o amor? Não saberia se não visse os acometidos de tal condição sentir, ver sentido e razão nesta vida de caos, loucura e tanta dor.

"⁠Eu sou louco por viver em um mundo louco!"

UM ARTISTA

⁠Eu acho lindo a arte do diálogo, conseguir dialogar não é apenas uma habilidade, é um dom.

Aquele que tem o talento de persuadir através de palavras, é como um pizzaiolo, sabe sovar e manusear a massa da pizza para que ela não fique muito fina ou muito expressa.

Van Gogh só se tornou Van Gogh por que conseguiu colocar sua loucura em uma tela através de tintas.

Eu coloco minha loucura em poemas, o que não me distância de Van Gogh, a arte é relativa. Interpretamos a arte através de nossa percepção e julgamento, se eu colocar uma cadeira em um museu de arte, milhares de pessoas que olharem para essa cadeira terão uma interpretação diferente.

Ou seja, mesmo que pareça ser apenas uma cadeira, assim que alguém julga-lá, ela se tornará arte.

⁠Sou sobrinha-neta da Ilusão, tenho marcada em meu sangue a marca amarga da ferradura agalopada do solene marchar da carruagem de meus sonhos, ébrios de tentação. Sou a cria amarga do roubo esperançoso de minhas racionalidades fatais, que enganam, deturpam e profanam a doçura antes presente em meus sonhos. Sou o devaneio solto pelas ruas, a loucura a planar sobre os campos férteis da solidão, sou o resultado infame da mistura sórdida de meus antepassados de terra e vão.
Sou tantas e de tantos, sou tato e pranto, sou cólera e acalanto, não sou nada, nada, mas ainda assim, canto. Canto as lamúrias através de pena e cetim, debruço-me sobre meu viver torpe e vomito palavras pobres em versos e prosas em carmim.
Não domino a poesia, mas a poesia domina-me a mim, quebro meus pudores em mil pedaços de taco, ligo meus temores um a um em mil laços, reconstruo minhas convicções em mais mil espaços e ao final, sobrando-me apenas a dor e o cansaço, enfim me desfaço.

⁠A sanidade é o equilíbrio entre o emocional e o racional. O equilíbrio do emocional por não te levar a loucura das imaginações, cogitações e ilusões, e o equilíbrio do racional por não te levar a loucura das lógicas absurdas e céticas.

Nunca se esqueça de quem você é!Das mentes mais brilhantes vieram as maiores loucuras

⁠As pessoas te cobram para ser "normal"... Como se "normal" fosse uma roupa de vestir. Talvez seja, você veste e cala a humanidade, enquanto, dentro de você, os gritos te ensurdecem.

⁠“Com as influências do mundo, pensei que a sabedoria era ser louco; mas depois percebi que ser louco era vergonhoso".

Para os normais eu sou louco. Para os loucos eu sou normal.

⁠Eu posso até frequentar o inferno, mas eu não consigo frequentar sem perceber e denunciar coisas que acontecem por lá. Talvez o inferno devesse mudar, ou talvez eu devesse parar de frequentar o inferno. Sei lá... pelo menos para eu não enlouquecer.

Às vezes eu fujo de mim. Me escondo.
Às vezes parece necessidade. Sair daqui e ir pra lá.
Vir de lá pra cá.
Não quero ir pra lugar algum, e nem quero ficar.
Que maluquice.

Das tentações, a mais sombria delas transveste-se de amor. Sob tal efeito, do amor, somos levados ao suicídio, ao vício, ao feminicídio, aos rompantes de loucuras. E um tanto pior, que essa tentação nunca assume seu crime. Dizem: "Era tudo, menos amor. Quem ama não faz isso." ...