Era
Ele recorda esses anos perdidos como se olhasse através de uma janela empoeirada. O passado era algo que ele podia ver, mas não tocar. E tudo o que vê está turvo e indistinto.
Enquanto o mundo desmoronava, cada um de nós desmoronava junto. Era difícil saber quem estava mais louco. Eu ou todos os outros.
Pai, você já foi uma criança como eu mas cresceu.
Pai, você pensou que ter filhos era fácil, então se deu conta que não viemos com manual de instruções e que cada filho é diferente do outro.
Pai você fez muitos planos e a maioria não realizou, mas se adaptou, lutou, e segui a diante.
Pai, defeitos tem muitos, mas.. É isso que o torna meu herói!
Pai você superou e supera tudo e se tornou o melhor.
Pai te amo!
Rainha Amina.
Tinha título de princesa, mas não tinha delicadeza,
seu trono era na sela de um cavalo e vestida de guerrilheira.
Sempre pronta pra uma guerra, era bruta até na força.
Vista como a mulher macho é o que diziam várias bocas.
Suas muralhas erguidas, Amina era benquista, com títulos averbados de guerreira colossal.
Suas conquistas pareciam um tratado de Tordesilhas, demarcando territórios, virou Rainha de Zazzau.
Amina❣️
✊💪👊
Acharam que eu era sua heroína? Não sou. Sempre jogo sujo e não luto limpo. Só estou do meu lado, e, fosse liderá-los, seria para pular de um penhasco. Então não me coloque em um pedestal, porque vou queimá-lo.
(Wandinha)
Quando estava com ele, eu acho que eu não pensava sobre o que era esperado de mim. Não pensava sobre aonde precisava ir, quem eu precisava ser ou o que eu precisava fazer. Só estava lá com ele.
Não era o invasor, mas o invadido; não queria só desvendar, mas ser desvendado. Ele a amava, admitiu. Precisava ser amado.
No começo, não era nada — eu acho.
Só empatia.
Era ela, coitada, tão quieta na tristeza...
Que mundo injusto, que ironia.
Tão meiga, tão viva, agora em silêncio,
Olhos de mel cobertos de sombra.
Quem teve a crueldade de apagar sua luz?
De roubar o sol de quem transborda?
E então me atingiu — direto, sem aviso.
Como pode ela estar assim, partida
Eu tinha medo de esquecer quem eu era sem você, mas a verdade é que eu lembro exatamente quem eu era. Eu era infeliz.
No começo de tudo, Jesus era o Logos Conservador, o Logos estava com Deus e era Deus, e se encarnou se tornando humano como nós, sentiu as dores na pele, mudou de ideia e de destino, ele mesmo evoluiu e passou por metanoia mesmo sendo Deus em carne e osso.
Liberdade em mim
Caminhei contigo pensando que era destino,
descobri no silêncio o engano do teu caminho.
O beijo que antes adoçava minha pele
foi manchado pela pressa do teu vazio.
Não te acuso — a vida se encarrega disso,
a consciência te visita no escuro da noite.
Enquanto tu te afundas na culpa que plantaste,
eu floresço inteira no peito de quem me merece.
Não carrego peso, não guardo ferida,
transformo em riso o que tentou ser dor.
Seus passos ficaram presos no passado,
os meus dançam soltos no presente.
O amor não morreu — apenas trocou de endereço:
ele mora em mim,
ele espera por quem chega de verdade,
sem pressa de partir,
sem medo de ficar.
autora: Janine Rodrigues Bernhard, 1/2010.
Se apaixonar-se era uma descoberta, então permitir-se ser descoberta seria o equivalente a ser amada?
Como era maravilhoso, de verdade, ter um amigo cujo silêncio você adorava.
Essa era a chave para sobreviver na pós-graduação. Você podia fazer qualquer coisa se fosse iludido.
Talvez era pra ser, ou não era.
Talvez seja melhor assim para um de nós, ou para nenhum.
Talvez seja somente talvez, outalvez seja uma incerteza relutante de que um dia sejamos felizes...
Talvez algum dia nos encontremos nessas idas e vindas da vida, desprendidos das dores, dos dramas, das neuroses, dos fardos, dos medos, das incertezas, das impossibilidades.
Talvez um dia a gente entenda, talvez um dia eu saiba o porquê das perguntas sem respostas.
Talvez um dia a gente encontre a razão dos acontecimentos, talvez nossos propósitos ainda se cumpram, talvez, talvez, talvez...
O amor e depois
Era esperado que aos poucos
Definhasse, fosse desaparecendo
Naturalmente levado pelo sono.
Era suposto que por abandono
Morresse –
E não teria o vento nenhum sentido
De ventura, seria apenas
A passagem de uma hora branca,
Entre outras tantas,
Para um coração manso
Que já nada espera nem recorda –
Como se o tempo não devorasse
Também o desconsolo,
E dele fizesse exsudar um leve perfume,
Como se não arrastasse
Cada corpo uma penumbra,
Como se fosse possível
Em vida a paz dos mortos.
