Era
Somos seres em constante metamorfose visual e material, o que antes era belo para muitos, hoje é um horror para outros, a beleza se desvanece no tempo, é uma vaidade enganosa que toma os corações dos mais fracos cegando-as de enxergar o que realmente e importante valioso e precioso para ela, quando os anos passam a cegueira some e as vaidades da juventude termina é como acordar de um transe e perceber o quanto deixou de importante para trás, por isso existem pessoas infelizes , deixou escapar a sua garantia de felicidade no futuro para seguir suas vaidades nem se deu conta disso.
...quando eu era pequenina ate gostava de ficar com febre para ser ninada com mais intensidade por todos...NÃO FAZ MUITO TEMPO, AINDA LEMBRO COMO SE FOSSE HOJE." ficava em casa não ia a escola, mamãe trazia biscoito com recheio de morango para mim, ah e ate goiabada, eu dizia que estava doendo a cabeça,quando ja tava boa! SUSPIRO DE EMOÇÃO! Era bom ser o centro das atenções... O TEMPO PASSOU e agora FICAR DOENTE É RUIM, MUITO RUIM ,minha mãe não estar aqui e a goiabada ta em crise,só sinto a febre corroer meus músculos,e já não posso CHAMAR MAMÃE!
Quando eu era menina sempre que uma estrela cadente caia eu espremia bem os olhos e pedia bem alto:
-Quero um amor! Quero um amor! Quero um amor!
Depois dizem que é tolice essa história de pedidos para estrela cadente.
Ainda me lembro dos momentos que apenas uma luz era motivo de vergonha, de que uma lutinha era motivo de muitas risadas. Que droga ! não poder repetir tudo isso outra vez, que droga ter que esperar 24 horas para apenas poder te olhar de longe, nos finais de semana 48 horas sem graça nenhuma, até chegar a segunda e começar tudo outra vez. Eu simplesmente não tenho chão pra poder pisar e muito menos céu pra poder te ver lá em cima, brilhando mais que todas as outras que estão ao seu redor.
Meu choro era poesia. Não carecia de consolo cheio de explicações, apenas do carinho de uma lágrima tua.
Pensava que era feliz.
Eu era. Todos aqueles momentos loucos, intensos, tudo maravilhoso. Se me arrependo? De muita coisa sim, mas não que eu queira voltar no tempo e refazer tudo de novo, pois sou o que sou hoje pelo que fui, e sei quem sou, mas se eu voltar, serei alguem que ainda irei ser, meu presente hoje seria o meu passado. Talvez não conhecesse nem a mim e nem aos que conheço e sim aos desconhecidos. Cheguei a uma conclusão. Prefiro que seja assim, sou o que sou, não o que fui. E o que vou ser eu sei, vou ser o que estou sendo, vou ser feliz.
Meio-dia e uma saudade apertada. Pensei que era fome: comi. Mas não era. Tomei água, abri um doce. Ainda apertava. Afrouxei os cadarços do tênis. Me afundei no sofá. Dormi. E o sonho veio logo, me abraçando com imagens suas, imitando sua voz – quase agarrei seu cheiro e o trouxe pra perto – mas ele voou. Acordei. Algumas flores frescas esperavam sobre a mesa. Você sentado ao lado delas, me observava a dormir. Sorria. Eu retribui o riso, toda abobalhada. 'Sonhava com o que meu anjo?' - ele disse. 'Com a saudade' – concluo. E a matei num abraço longo e perfumado. Um abraço que matou a fome da vida inteira.
Ela não estava iludida por quem ele era por fora. Talvez sim por quem ele fosse por dentro. Mas não por quem ele era, mas por quem ele sentia.
Nunca diga "que saudade", apenas diga que "era bom", o momento chamado agora supera qualquer passado.
(...)Mas o que eu queria mesmo era ter você aqui, do meu lado, sem fazer nada. Só ficar aqui, abraçados, como sempre ficamos. Isso já bastava!
Jamais Te Esqueci
Jamais te esqueci.
E posso afirmar
Que só descobri
O que era amar
Quando te perdi.
Nos braços da solidão
Andei te buscando...
Mas só encontrei
Realidade perdida,
Despida de amor,
Vestida de dor
Nos becos da vida.
E agora, aqui,
Meu mundo é sem sonho.
Tudo é estranho...
Meu caminho é de pedra,
Minha vida é de espanto.
Mas, mesmo assim,
Não esqueço o passado,
Que foi tudo para mim.
Ruim, ah, meu amor!
Ruim foi descobrir tarde
O que agora me queima e arde,
Que amava a ti
Quando te perdi.
Osmar Soares Fernandes
Enviado por Osmar Soares Fernandes em 23/02/2009
Código do texto: T1453007
Você era minha fé
Foi um sopro.
Desespero agornizante.
Sol escondido.
Percebi tempos depois,
Era Temporal,
Agora me doi,
So restou um sentimento,
Logo me restou amar,
Sem choro,
Sem protesto,
Sem grito,
Sem voz,
Nao ha quem escutar, nao ha.
Quem me dera falar.
Momentos inesqueciveis.
Aniversarios,
Investidas constantes,
Festas, cinema,
Parques, praças
Tudo tao perfeito
E agora?
Onde esta meu ceu?
O inferno nao apareceu.
Vazio?
Sem saber onde ir.
Sem ter onde ir,
Nao ha onde chegar
Explosao de sentimentos,
dentre anseios,
Medos, confiança,
Amor, loucura
Meu estado tornando-se cada vez,
Inevitavel.
Tormento da minha alma,
Onde as lagrimas não surgem,
A alma chora funebre.
Chora o leito doente,
Da fé.
