Era
Bertha Pappenheim (1859-1936), mais conhecida como Anna O., era de família judia de grande poder aquisitivo e estritamente ortodoxa.
De personalidade sensível, por volta dos vinte anos Bertha sofreu muito com a longa doença terminal do pai que, juntamente com as tensões da infância, foram as responsáveis pelo desencadear de um quadro chamado na época de histeria. Foi, então, levada ao médico judeu Josef Breuer, pertencente à elite de cientistas vienenses da época, e ele a tratou de 1880 a 1882, documentando o seu caso.
Inicialmente, Bertha foi submetida a sessões de hipnose mas, no decorrer do tratamento, o médico descobriu que dialogando com ela sobre a sua vida, podia levá-la a relatar traumas de sua infância do mesmo modo que sob hipnose, e que as recordações faziam que ela se sentisse bem e os sintomas desapareciam. Ela própria deu a estas conversas com Breuer, o nome de "talking cure" (cura pela palavra) e "climney sweeping" (limpeza da chaminé).
Bertha Pappenheim teve, por essa razão, um papel muito importante no desenvolvimento do método que Breuer denominou catarsis, e que viria ser o fundamento da futura Psicanálise.
Antes de hoje , o amanha era bem melhor que o ontem , hoje em dia hoje e talves
e o amanha, quem sabe.
... ele era um jovem, um jovem cuja as coiisas gostava de aprender, realmente gostava, ele sabia disso. Não mais se alienava em suas noites de domigo tão sádicas e entediadas, só tinha um motivo pra continuar a aprender, o mesmo fato que o fizera viver durante esses anos se não pra ele mesmo. Ele era o que mais importava pra ele. Parecia mais uma daquelas histórias da série vagalume, queriia mistériios, verdades, mas nem sabia onde as encontrar. Ah, se não fosse seu estudo e prazer pelas coisas ignoradas, se não fosse isso, ele nada seria.
As suas manhãs mais vividas despertavam sua coragem pelo novo e incerto, gostava tanto das manhãs, até pensou que quem o fortalecia daquela maneira era o sol que todos os dias ressurgia com mais vontade de brilhar, mas pouco a pouco desviou seus olhares, começou a observar os passáros, e despertou a grande vontade de ser livre... Mas não foi longe com suas manhãs, nem com sua ansia de liberdade, creio que não.
Já que vivia pra si mesmo, sei que também tinha muitos planos pro futuro indeterminado, quem sabe casar-se, ter filhos, ou mesmo envelhecer na imensidão de seu império (se construisse um, é claro), se tornando o mais podre e insuportavel possivel. Bem que sua mãe dizia 'Filho meu vai ser rico', ah se ele se tornasse um, ela morreria incondicionalmente feliz.
Mas talvez talvez o que mais impressionava eram suas fantasias, seus grandes e importunos sonhos de criança, do qual até mesmo desprezava, mas que depois de um acidente doloroso passou a dar mais valor, passou a pensar na vida como uma só, a viver o hoje sem esperar que o sol ressuja amanhã e aprendeu também a conviver com as dores do seu íntimo abalado.
Seu fim?
Bom, acho que foi um fim incerto, mas necessário para seu próprio descanso, quem sabe até para o seu entendimento ou algo do tipo, realmente eu nem sei responder. A história não tem fim, ela não é minha...
Era tarde e eu so pensava
Em esquecer os sonhos,
O passado..
A noite é tão escura,tentadora
A vontade que eu sinto
De pular a janela do meu quarto
E descobrir como é a madrugada
É tentadora a vontade que eu sinto...
Eu preciso ir no mar
Mergulhar e esquecer...
Posso encontrar a saída...
Não são os sonhos
Não é a vida
É apenas eu...
A noite brilho
Mais hoje eu só quero o luar...
Lembranças ou não..
Aquela voz não sai da minha cabeça...
O dia podia ser mais escuro..
Quem sabe um dia raro...
Pra eu dizer que está tudo bem...
Eu só quero fugir um pouquinho...
O sereno da madrugada pode me matar..
Por que nas ruas escuras
Eu vou enfrentar meus medos
E eu pulo a janela do meu quarto todas as noites...
Eu quero encontrar o silencio..
Nos meus sonhos...
Eu pulo a janela do meu quarto, por que é tentador não dormir, não sonhar
Eu fujo por que quero acreditar...
vc era td que eu tinha agora vc nao me quer mas o que faso to num beco sem saida vc sempre me quis me perdoi pelos nao que te dei pelos tapas que pensei perdoi eu sei vque erei
Quando
Quando eu costumava mandar no mundo
Eu era alguém para mim
Simples como deveria ser, um poço sem fundo
Mas agora tudo pode me atingir, fácil assim
Quando você se deita e dorme
Procuro felicidade entre os confins do universo
Entre nós, existe um abismo enorme
Ops, quase o revelo no final de um verso
Quando eu costumava mandar no mundo
Eu sabia exatamente do que precisava
Eu tinha muito mais do que necessitava
Isso foi quando você acordou-me do meu sonho profundo
Quando eu dominava a história
Você tinha na memória
O que busquei nos céus
O que a morte tirou entre os véus
voce não sabe oque aconteceu aquele nosso olhar
se perdeu cade voce que não vem me ver voce era
uma historia sem fim uma flor que sorriu pra mim
não não sei oque te fez mudar por favor não va embora assim
pois eu sei que nada mudou amor....ho!ho!amor
Haverá um tempo em que futuras gerações iram perguntar se o tal amor era computador, ou jogador de futebol, ou artista de novela, algum jogo, ou quem sabe um celular.
Era meia noite e o sol brilhava,..um jovem velho sentado em um banco de pedra feito e madeira dizia calado;....O mundo é uma bola quadrado que gira parado...
Nada disso tem sentindo ,...mais o que realmente tem sentido nesse mundo de bananidades....a não ser o amor e as verdadeiras amizades?
Era estranho o seu olhar...
Era inocente, com você ela não pode ficar...
O coração dela se desmancha quando o deixa ir...
Com ela você quer ficar...
Talvez você seja o príncipe encantado dela..
E com mil dragões terá que lutar...
Talvez você só queira ser o namorado dela
Aquele alguém com quem ela pode contar
Ela se sente tão sozinha, em seu pequeno mundo...
Você pode ir salva-la
Você quer ir buscá-la
Mais a sempre alguém que diz NÃO
Ela pede que você não desista
Ela só pede que você ínsita
O coração dela é frágil
E ele se desmancha quando o vê partir
Talvez você é aquele que a faz sorrir...
Talvez você seja o único
O PÉ FEIO E A SANDALIA
Era uma vez um pé feio e desajeitado, que havia se apaixonado por uma linda sandália. A sandália não tava nem aí pros sentimentos do pé feio, e o pé feio não entendia como havia se apaixonado por uma sandália tão orgulhosa. A linda sandália só dava valor a pés lindos, mesmo que sendo eles bastantes frágeis. Ela subestimava o que poderia em breve sentir pelo feio pé, achava que andar junto dele seria motivo de vergonha e chacota.
Mas como para todo recomeço o mundo da voltas. A sandália linda precisou um dia sair, pois estava muito sozinha e isolada em seu recanto, não havia nenhum pé por perto, a não ser aquele que ela o julgava totalmente desagradável. Mesmo assim a necessidade de sair foi maior e então ela convida o único pé disponível para um passeio, somente o pé feio podia a socorrer nesse dia. Não guardando magoa nenhuma mesmo sabendo e sentindo que estava sendo usado por motivos banais, o pé deu um jeito de surpreender a linda sandália.
No passeio, a linda sandália ficou surpresa com as grandes emoções que o pé feio havia lhe proporcionado. Ele andava, pulava, dançava, corria... Nenhum pé jamais havia lhe feito tão bem. Ela descobriu que o que vale à pena é o tamanho das aventuras e emoções ao lado de atitudes que jamais vão ser esquecidas. No auge da grande alegria naquele momento mágico para a linda sandália, ela se tora e precisa voltar para casa.
Mesmo adoentada depois de um dia agitado, ela viu que perdeu muito tempo achando que os bons momentos estavam nas lindas aparências, e viu que não importava mais o seu orgulho besta, pois estava se sentindo pela primeira vez, apaixonada por um pé de verdade.
Para o pé, aquele dia mostrou que sua paixão pela sandália, era apenas um rápido sentimento. Apesar de o dia ter sido bom para ele, não tinha passado de um dia normal no qual ele costumava ter. Ele percebeu o quanto era frágil quem sempre lhe negava um simples passeio, viu que por dentro daquela sandália que parecia forte, que demonstrava não ligar para os bons e simples momentos e sentimentos, existia um ser super frágil, incapaz de segui-lo em um grande destino repleto de aventuras e riscos, ele passou a ter a linda sandália como amiga a ajudando sempre que ela precisasse. Já a sandália passou a ver o pé feio como o mais lindo pé, e como um grande amor que não soubera aproveitar, esperando do mundo, mais uma volta para recomeçar de uma maneira que valesse sempre à pena correr os riscos.
Não se engane nem se faça enganar debaixo de uma carcaça falsa, não ligue muito pras aparências, quando você estiver amando alguém, o amor vai tratar de tornar lindo o que você possa ter um dia, achado feio. Acho que é isso... a vida só é linda pra quem ama ela.
Quando eu era jovem, eu pensava que com a arte seria possível mudar o mundo.
Eu buscava constantemente um espetáculo que pudesse despertar no coração do público uma esperança.
Eu queria mostrar uma maneira diferente de viver, com mais amizade, criatividade, sem a obrigação de perseguir o dinheiro e o poder. Ilusão fútil que eu nunca consegui alcançar. Não só a revolução não chegou, como as pessoas se tornaram cada vez mais loucas e materialistas.
Quando eu me dei conta disto eu vivi momentos difíceis pensando, pensando inclusive que minha vida era um fracasso e que todo esforço era inútil.
Mas um dia eu tive uma revelação: se não se pode mudar o mundo, pelo menos é possível mudar a si mesmo, encontrar algo em seu coração, um desejo, uma necessidade e entregar-se totalmente a ele, sem olhar para trás. Isso não é para a sociedade ou para os outros, não, é para você mesmo.
E eu fazendo esse palhaço que eu sou, eu encontrei essa coisa. Provocar, burlar e fazer o público rir. Isso era tudo o que eu buscava em minha vida. Por certo eu não mudava o mundo, mas os palhaços nunca mudaram o mundo, passam o tempo tentando sem nunca conseguir, por isso são palhaços.
Os palhaços gostam do fracasso e das ações ineficazes, são perdedores alegres e isto é a verdadeira força que têm, nunca se cansam de perder. Desfrutam de cada fracasso e voltam em seguida a fracassar de novo, diluindo assim as certezas das pessoas sérias e que nunca duvidam.
Então, esse sangue que pareço ter na minha cabeça, esse sangue que tenho sobre a minha camisa, esse sangue que tenho no meu coração, esse sangue que está todo em mim é tão patético e inútil em seu simbolismo porque é sangue de um palhaço. Um sangue que não vem de uma grande luta ou em nome de uma causa heróica. É sangue de brincadeira, ao mesmo tempo verdadeiro e pouco importante.
Ele seguiu numa mistura de alegria e ansiedade, pois sabia que era seu começo de glórias. Realmente! Tudo novo e deslumbrava-se, deliciava aquele admirável mundo novo tomando um líquido fosforescente servido por fadas verdes. “Sempre quis fazer parte disso tudo”, pensava encantado. E vieram os dias de dinheiro, as noites de diferentes mulheres, a fama de tempo indeterminado. Ocupou sua vida de tantos compromissos que mal tinha tempo pra se deprimir com as memórias de seu passado, também não as queria porque sabia que a solidão quem trazia-lhe era a saudade que sentia quando se aproximava de certas reminiscências do que foi um dia. Mas era grato ao seu passado sim, porque jamais perdeu sua retidão. Mas não era mais o mesmo que não olhou pra trás quando partiu. No fundo, era preciso não olhar pra trás. Se desprender era ser livre, e ser livre é se permitir crescer. Crescer é conseqüência e prêmio para grandes homens, e alí estava aquele grande homem. Notado e notório
Viagem ao Fundo
Isto está ficando estranho,
Meu medo desapareceu quando percebi
Que ele era pai dos covardes.
Afundei e desafoguei
Rastros pintados e bonitos
E levei minha mente a um lugar longe
E cantei: “vamos sair daqui
Pra qualquer canto ainda mais perdido”.
Você ainda está perto,
E isso não alivia minha dor.
Minhas bases caíram
E meus amigos sumiram
Minhas provas apontaram
Suspeitos comumente culpados.
Em meu traço cansado
Pousou um pássaro
Pediu-me para voltar a copiar
Rostos em minha mente,
Concordei e depois fui há um lugar
Cá estou, perdido de todos
Encontrando a mim mesmo.
SEM SENTIDO
E chegada a hora ! já não existe sentido,
se e que existia! e se existia! qual o era?
Que sentido tínhamos nos?
e por que não usamos os nossos sentidos?
pois o que nos ensinaram! já não eram mais sentido
e aprendemos!
Mas o que aprendemos! já era sem sentido,
se e que aprendemos este sentido!
Ai passou-se a hora! E só assim percebemos
que existia um sentido! " O VIVER"!!!
Porem já era tarde, e nada poderíamos fazer
então tudo acabou sem sentido!.
Eduardo Pragana
