Era
No mundo da era digital é quase que impossível você entrar em depressão são frases de efeito, conselhos e declarações tão incríveis que me fascina saber o quanto a mente humana é capaz de conduzir um espírito infeliz ao ápice da reflexão.
Eu era só mais um meninão, na ilusão de achar que os irmãos iriam fazer algo por mim...
Foi só ilusão irmãozin...
Eu fiz minha correria, o ceto pelo certo, na Terra Prometida passei pelo deserto, ninguém acreditou me jogaram em um buraco, virei governador, não sou mais um coitado
Se o "relacionamento" terminou sem motivo não era um relacionamento era só um atrativo.
Falei e vazei!!!!
Meu pai era um faroleiro. Minha mãe era uma rainha. Mas a vida tem um jeito de aproximar as pessoas. Eles me fizeram o que sou.
A DIVISÃO DA TURMA
Quando a turma começou
dava gosto até de ver
Era aluno pra todo lado
só faltava ão caber
Mas conversa era tanta
não dava pra se entender
O tumulto era tão grande
era muito até demais
o prof pedia silêncio
aí que "zuava" mais
o jeito foi dividir
pra poder estudar em paz
Na lista da chamada
era quase cinquenta alunos
os estudiosos sentavam na frente
e os bagunceiros iam pro fundo
teve que dividir a turma
e separar todo mundo
Apesar de tudo isso
nossa turma é legal
animados no cordel
nos sentimos genial
mas se falar em escrever,
não queremos nem saber!
Não sei como era ter uma opinião independente no tempo da ditadura, mas em liberdade sei que é muito complicado.
Era uma fantasia, uma embriaguez causada por altas doses de whisky misturado com ilusões de um possível retorno seu.
Era tão tímido, mas tão tímido que amava, mas negava esse amor se o questionassem. Só sabia declará-lo no papel, mas não o endereçava a ninguém. Resultado: ficou a vida toda a ver navios.
Meu mais profundo ensinamento foi dito em silêncio quando meu discípulo decidiu partir... Era a dor do pai perdendo seu filho.
O beijo daquele dia era mórbido, sem vontade, não tinha amor, nem se quer carinho.
Era como se meus lábios tocassem uma parede fria e sólida. Enquanto suas mãos percorriam meu corpo fazendo-o estremecer em espanto, em estranheza.
Beijo sem vontade, sem amor.
Meu peito gritava: Apenas mais uma vez, tem que dá certo!
Não... não, não era mais o mesmo beijo, se quer o mesmo sabor. Agora sentia o gosto do amargor, a acidez de sua saliva, aquilo fazia meu estômago revirar e em meu peito permanecia um coração quebrado, não existia euforia. Minha boca estranhava tal coisa, onde estava aquele amor? Aquele fogo que outrora queimava em meu peito que fazia meu corpo inteiro festejar. Onde forá tal amor? tal sentimento. Restava meu vazio, meu sentimento de perda.
O que eu havia perdido?
Não sabia.
Na verdade, não queria aceitar que talvez essa fosse nossa última noite juntos.
A última noite dos amantes.
E lá estava, inerte, apático, imparcial...Era nada mais que um abismo, convidativo, suplicando miseravelmente que fosse possuído, consumido, perpetuado. As frias teclas do piano velho sendo delicadamente acariciadas realçavam sua magnitude, seu perfume, sua legítima grandiosidade. Éramos apenas um, em harmonia. Notas musicais e ruídos se colidiam pelo quarto. Sua apatia era esmagadora para mim, como um encantamento, profundo e soturno. Sua imagem inflexível evocava tristeza, solidão.
Era uma vez um menino que amava uma menina e sua risada era uma questão que ele queria passar a vida inteira respondendo.
Descobri o que era liberdade quando tentei ser livre e fui barrada.
Foi assim, no meu primeiro encontro com meu verdadeiro eu. Na minha primeira forma de expressão, fui silenciada.
Silêncio.
Não devemos falar de coisas que nos fazem bem se estas não fazem parte do padrão estabelecido quando nascemos.
Repressão.
Nossa sociedade é assim, ou você é feliz ou é aceito. Cabe somente a você decidir o que quer, felicidade ou aceitação?
A lei nos protege e garante, somos livres para ir e vir, para expressar. Mas, expressar o quê? Expressar somente o que foi colocado em nossas listas de como devemos ser?
Repressão.
Isto é, mesmo o gênero sendo uma construção social e a nossa identidade, a performance dele, é tudo de nossa livre escolha.
Liberdade.
Mas não em nossa sociedade. No qual, a sexualidade que representa "a energia que nos motiva a encontrar o contato e a intimidade", um direito humano, não é apresentada como algo livre.
Mas não em nossa sociedade.
A única certeza que temos é que em nossa sociedade, liberdade e felicidade são utopias, principalmente, quando não se segue um padrão socialmente e previamente estabelecido.
Era para ser nós dois, mas o que deu errado, o que aconteceu, desde o início, eu não queria ver, o amor finalmente tinha chegado para mim, eu finalmente iria vive-lo, mas o que aconteceu, éramos felizes, tudo era perfeito, não era? Não, não era, é engraçado a ilusão que nosso coração cria por causa de um amor, não o culpo te desejei de corpo e alma, eu te amava e cada pedaço do meu pequeno ser te queria para sempre, mas não era, algo aconteceu, será culpa minha, porque acho que é culpa minha. Foi melhor assim, digo para mim mesma, tento deixar minha mente no lugar, aquietar meu coração e sempre repetir que foi melhor assim, pois um amor não machuca, um amor não dói daquele jeito, será que eu merecia? Não, ninguém merece viver um falso amor que deixa marcas, que não são apenas no coração e na alma, marcas que doem. O amor as vezes nos prega peças, vivemos, sorrimos, sonhamos, nos arrependemos, e eu só queria vive-lo, só queria ama-lo, porque dessa vez era para ser para sempre, dessa vez era para ser verdadeiro, dessa vez meu amor, só dessa vez nosso amor seria tudo. Era para ser nós dois (para sempre), mas tudo deu errado e agora eu sei o porque........ Era apenas um falso amor
Ás vezes tudo oque eu queria era dormir,e acordar em uma época onde tudo já deu certo; e tenha acabado o sofrimento.
O ano era 1977, ano de plenitude. Na manhã daquele sábado, mais precisamente, 15 de janeiro, milhares de cristãos, em todo planeta, adoravam ao Senhor no Seu santo dia.
Em um quarto do Hospital Alberto Rassi, hoje HGG, o Espírito Santo permitia o meu nascimento, a pedido (em orações) da minha mãe, uma cristã Adventista do Sétimo Dia.
Cresci com a certeza de que havia um propósito em minha vida, em servir Àquele que me conhecia desde o ventre da minha mãe.
Hoje, após trilhar caminhos tortuosos e cheios de espinhos, estou verdadeiramente feliz, e certo de que, aceitar o chamado de Deus para evangelizar e testemunhar a Jesus Cristo, permanecendo sob a luz da Tua Lei, me capacitará para receber o galardão celestial; a vida eterna!
