Época
Estamos numa época de tamanha transformação, que nem os museus mais vivem do passado, estão sendo obrigados a se modernizar.
Desde que eu era pequeno, sempre pensei que o mundo acabaria na minha época
Então eu tento aproveitar todas as oportunidades que vierem a mim
Porque eu acreditei que poderia impedir o céu de cair um dia por mais um dia
Mas quanto mais cresci, mais percebi que não posso salvar o mundo
Eu não sou um super-herói, não sou perfeito, eu sou apenas eu, um ser humano...
Em uma época que a depressão está igual uma pandemia ,não devia ser tão caro uma hora com a psicóloga , sessões terapêuticas nem se fala , e não tão burocrático conseguir uma consulta pelo SUS .
#soacho
Lígia e os idiotas
naquela época eu vivia cercado de idiotas
para onde olhasse enxergava idiotas
no espelho flagrava um perfeito idiota
a multidão do colégio era um desfile de idiotas
Lígia não era idiota
nunca fui seu amigo porque acabei me aproximando de idiotas
e fiquei mais idiota
e Lígia não gostava de idiotas
hoje sei que existem muitas Lígias no mundo
mas sei também que existem idiotas
e por mais que eu tente me dizer que essas coisas andam juntas
que dentro de cada um existe uma Lígia e um idiota
aprendi que é preciso ficar perto de Lígia
e longe dos idiotas
Numa época de superpopulação crescente, de crescente superorganização e de meios de comunicação cada vez mais eficientes com as massas, como podemos manter intacta a integridade e reafirmar o valor do ser humano individual?
Amores,amores e amores da época em que a lamparina dava choque acredito que eram mais sinceros comparados aos amores atuais baseados nessa vulgaridade fulminante!
Eu sou totalmente insatisfeito com a época que nasci, queria ter nascido no futuro. Uma vez lá, talvez, quisesse nascer um pouco mais além.
Na época de faculdade minha alma era poética. Vivia apaixonado por mulheres, por causas e por ideais revolucionários.
Naqueles tempos, minha inspiração era tamanha que chegava a escrever poesias para a musa que julgava inspiradora.
Não demorou muito para a musa passar do lírico para o concreto. Desposei-a.
E como todo jovem impetuoso e incauto, errei fragorosamente.
Hoje, com a vida começando, me sinto mais despreparado que nos idos dos anos 90.
Bom, de consolo, um pensamento teima em utilizar a minha mente como morada: os erros que cometi nada mais foram que sonhos desvairados de uma alma que se achava gigante.
Agora, sem o ímpeto de antes, quero apenas abraçar o concreto e dizer ao mundo que não perdi o lirismo, apenas o congelei para o porvir.
Os verdadeiros Cristãos sempre foram perseguidos em qualquer época e lugar que tenham vivido. Algumas vezes a perseguição será mais forte outras vezes menos forte, mas a perseguição haverá sempre.
Não tenho amores finitos, tudo que amo é eterno, sou da época do beijo na testa, da quermesse, tenho lembranças de um bule de louça que a “asinha” quebrou, lembro que minha mãe colou, antigamente reparávamos o que estava quebrado, hoje pelo consumismo jogamos fora, aprendi a não desistir de ninguém, mas só quando houver amor, para consertar o prejuízo, só o amor pode valer a pena do perdão.
Um brinde as lembranças, a vida e a reconstrução, um brinde a toda "metamorfose" de ser.
No ano de 1950, tinha apenas 14 anos de idade, época em que também comecei a trabalhar, primeiro emprego, como servente e zelador na amplifificadora "Cruzeiro do Sul", de propriedade de Getúlio Pontes.
Nessa época ainda não havia televisão, apenas a Radio Difusora de Teresina, inaugurada em 18 de julho 1948.Só existiam, portanto, duas amplificadoras em Teresina, a Cruzeiro do Sul, de Getúlio Pontes e a Comercial, do Sr.Tote, com boucas de auto- falantes instaladas nas praças Pedro Segundo e Rio Branco.
De servente e zelador, passei, posteriormente, para a função de operador de som, ajudando a coordenar os trabalhos dos locutores.Foi nessa época, que comecei a aprender inglês, decorando palavras e frases de um pequeno livro de inglês de 45 lições, de autoria de Ronald Riggs, aproveitando as minhas horas de folga na amplificadora.
Naquela época, trabalhavam, como locutores, na amplificadora "Cruzeiro do Sul",além do seu proprietário, Getúlio Pontes, Denis Clark, José Leonílio Guedes Marinho,Djalmir Gomes,Cursino,Neiva,Prof.Carlos Said,o mago de aço,cronista e comentarista esportivo, dentre outros, que não me recordo no momento e, como operadores de som, eu, Professor de Inglês, durante vários anos em váris colégios de Teresian e, hoje, Procurador de Justiça Aposentado e o grande amigo e colega radialista Clóvis Melo, hoje, bancário aposentado do Banco do Brasil.
Na parte de animação, contávamos com a participação viva de Panfílio Abreu, ao violão e do Sanção Santos, o Guarani, na parte humorística.Todos esses velhos personagens, acima mencionados, viveram plenamente o radialismo daquela época, quando as boucas de auto-falantes eram as preferidas nas praças,como única animação para a população teresinense.
Eu saí quase do nada
e cheguei quase no tudo
mas a época era atrasada
e o tempo muito sisudo,
sem transporte, sem estrada
sem livro, sem tabuada
por isso não tive estudo!
Porque na época mais conturbada da minha vida eu me encontrei em seus olhos, e lá fiz meu lugar seguro.
Como visitante destes lugares, passageiro desta época, não posso deixar por menos, devo aproveitar de modo intenso a oportunidade, para edificação do meu espírito através de obras em favor do meu próximo.
