Epígrafes Linguagem

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A violência política é mais perigosa quando aprende a vestir a linguagem da legalidade.

O Direito não falha em silêncio: ele falha com linguagem suficiente para parecer funcionamento.

A sentença é o instante em que a linguagem lança sua linha de produto final.

O contrato é o marketing do acordo, formalizado em linguagem que não permite arrependimento fácil.

O Direito traduz conflitos em linguagem que o sistema consegue processar. O marketing traduz desejos em narrativas que o consumidor aceita como verdade.

O sistema financeiro é uma linguagem onde todos falam em risco.

A justiça não chega inteira ao processo; ela chega traduzida por quem perdeu menos linguagem.

O Direito é uma linguagem que finge ser neutra para sobreviver às paixões humanas.

A linguagem jurídica é o esforço humano de tornar aceitável o inevitável.

A linguagem do Direito é precisa porque desconfia da vida.

A justiça nunca é pura; ela é negociada na linguagem das limitações humanas.

O processo é uma máquina de converter dor em linguagem institucional.

O desconhecido não é um vazio, é uma linguagem ainda não decodificada.

A religião tenta dar linguagem ao indizível, mas nem sempre reconhece o limite da linguagem.

A linguagem publicitária é uma jurisprudência do encantamento.

O processo é a forma civilizada de transformar conflito em linguagem.

A linguagem jurídica é uma tentativa de domesticar o indizível social.

“A solidão intelectual nasce quando a linguagem já não consegue transportar a densidade do pensamento.”

“A linguagem foi criada para aproximar consciências, mas frequentemente serve apenas para decorar distâncias.”

O Direito não elimina o conflito; transforma a força do conflito em linguagem institucional