Epigrafes Direito do Trabalho

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“O Direito civiliza a força quando consegue fazê-la obedecer à razão.”

“Uma sociedade mede a grandeza de seu Direito pelo que permite ao indivíduo contestar sem ser destruído por contestá-lo.”

“Quando a interpretação perde a razão, a linguagem da lei permanece, mas o Direito desaparece.”

“A razão é o lugar onde o Direito aprende que ter poder para decidir não significa ter razão para decidir.”

“O Direito começa como norma, amadurece como interpretação e somente alcança grandeza quando se submete à razão.”

“O Direito não existe para tornar o poder absoluto; existe para impedir que o poder seja a última palavra.”

O Direito que tolera a censura assina sua própria certidão de óbito, transformando a justiça em um monólogo do poder.

Onde a censura dita o verbo, o Direito deixa de ser a arte do justo para se tornar a coreografia da tirania.

O Direito sem a liberdade de expressão é apenas uma prisão com assoalho de mármore e paredes de papel.

Proibir o pensamento de circular é condenar o Direito a caminhar acorrentado no escuro.

O Direito existe para que a força da palavra substitua a palavra da força; a censura faz o caminho inverso.

A Justiça começa quando o Direito aprende a agradecer àqueles que lhe deram uma voz.

Gratidão é a memória moral do Direito: impede que a conquista de ontem seja tratada como privilégio de hoje.

Todo direito que recebemos gratuitamente foi pago, em algum tempo, pelo sacrifício de alguém.

Quem exerce o Direito sem gratidão transforma uma conquista coletiva em propriedade intelectual de si mesmo.

O Direito amadurece quando deixa de perguntar apenas “quem tem razão?” e começa também a perguntar “a quem devemos reconhecimento?”.

O Direito sem memória produz leis; o Direito com memória produz civilização.

Nenhum direito fundamental nasceu de um gesto de benevolência: quase todos carregam a cicatriz de uma resistência.

O Direito deve proteger os vivos, mas também deve sua consciência aos mortos que morreram esperando por ele.

Quando o Direito agradece à sociedade, deixa de parecer uma técnica de poder e revela-se como uma forma de responsabilidade.