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Epígrafe Usada nos Cursos de Letras

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Na morte de um pai,
a memória insiste em
reconstruí-lo em detalhes,
as palavras, o sorriso,
o olhar, os gestos
— só para depois
deixá-lo partir outra vez.

A cor e o sabor da palavras
têm a verdade da Chanana.


Da minha boca e da caneta
só sai o que jamais engana.


O louco coração o amor
não nega jamais e proclama.


Te venero como quem espia
a Via Láctea e aurora cigana.

Os atos anulam ou confirmam palavras.

Palavras, muitas bocas vão dizer; porém nem todo caráter vai fazer.

Sejam ditas, escritas ou cantadas, as palavras tem o grande dom!

No papel, derramo o que não sei dizer,
liberto em palavras o que insiste em doer.
E mesmo presa em dores que não posso evitar,
é na escrita que encontro um jeito de respirar
Helaine machado

De tudo não sei nada
Tenho apreço pela mais desimportantes
das palavras
E sobre as grandezas do nada eu quero
saber tudo


Que mania é essa que as pessoas têm de usarem verbo no infinitivo (?)
Talvez, só talvez, prefiram a brevidade do que o infinito.

Tentaram me caber em rótulos,
medir minha alma em palavras pequenas,
mas esqueceram que o céu não se limita
ao tamanho das minhas cenas.
Helaine machado

Deus é um paradoxo silencioso, que insisto em crer, mesmo sem compreender, mesmo sem ter palavras para explicar.

A experiência é meu patrimônio líquido, não se perde no mercado das palavras, rende decisões melhores a cada dia.

Há orações que não tem palavras, apenas lágrimas, que Deus traduz.

As palavras curam quando nascem da verdade.

O silêncio me salvou de palavras que não curavam.

Fui machucado por palavras, e curado pelo silêncio. O poder das palavras ferem, o silêncio curador ensina a escutar e a colocar remédio no tempo.

O silêncio é o lugar onde Deus fala sem palavras. Quem aprende a ouvir a quietude, descobre o som da eternidade. A graça não se impõe, apenas convida a permanecer.

Mesmo quando faltam palavras, a presença divina é tradução de consolo.

Falo com a minha sombra como se fosse confissão. Ela não responde com palavras, mas conhece meus segredos. Permanece quando todos os outros vão, como testemunha muda. Às vezes a abraço e sinto que as coisas podem voltar a ser. Outras, a empurro e desejo que se torne apenas um traço.

Há palavras que têm o peso de pedras e outras, a leveza do lenço. Escolho as que abraço como lenços, para limpar, não para ferir. Dizer pode ser armas ou remédio, prefiro a medicina. Meu vocabulário tem dias de luta e dias de trégua. Aprendo a calibrar a voz como quem regula uma balança.

O silêncio bem usado é ferramenta precisa: afina o pensamento e sutura palavras que feriram.

Minhas palavras de alerta caíram como gotas de chuva silenciosas, incapazes de alcançar aqueles que eu tentava ensinar.