Epígrafe para Tcc Direito

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Entre a vingança e a permissividade existe um território chamado justiça.

A justiça restaurativa pergunta aquilo que a vingança raramente pergunta: como reparar o mundo depois que ele foi ferido?

Prevenir uma injustiça é uma forma mais silenciosa de justiça do que corrigi-la depois.

O advogado defende uma versão; a justiça precisa permanecer aberta àquilo que nenhuma das versões conseguiu enxergar.

Prometer um paraíso depois da morte é o jeito perfeito de anestesiar a luta por justiça aqui e agora.

A justiça exige instituições capazes de controlar umas às outras.

A pena que ultrapassa a necessidade jurídica transforma justiça em violência institucional.

A justiça penal não deve medir sua força pela intensidade do sofrimento que consegue produzir.

A justiça penal deve prevenir o dano sem transformar o sofrimento em finalidade.

A justiça começa quando o poder de punir encontra limites que nem o próprio Estado pode ultrapassar.

A justiça não consiste em tratar todos como iguais diante das diferenças, mas em impedir que as diferenças sejam convertidas em justificativas para a desigualdade arbitrária.

Ninguém se torna justo por admirar a justiça, mas por transformar repetidamente a escolha justa em forma de existência.

Uma lei humana que abandona completamente a razão e a justiça pode conservar autoridade formal, mas perde parte de sua legitimidade moral.

Justiça não é favorecer quem possui maior força, influência ou voz; é reconhecer a cada pessoa aquilo que lhe é devido.

A justiça começa onde termina o privilégio de transformar convicções particulares em deveres universais.

A justiça começa quando cada indivíduo compreende que liberdade não é ocupar o lugar do outro, mas cumprir dignamente o seu próprio dever.

A justiça não é simplesmente dar a cada um o que deseja; é construir uma ordem na qual o desejo individual encontre limites diante do direito do outro.

A justiça começa quando reconhecemos a vulnerabilidade como parte da condição humana e fundamento de proteção jurídica.

A justiça não pode ser reduzida inteiramente à aplicação mecânica de uma regra.

O reconhecimento transforma relações pessoais em questões de justiça.