Epígrafe Leis

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A civilização não se revela apenas pelas leis que cria, mas pelos limites que impõe à própria violência.

O progresso jurídico não consiste em acumular leis, mas em ampliar a proteção da dignidade humana.

Uma sociedade pode tornar suas leis mais complexas sem tornar sua justiça mais profunda.

O universo funciona com leis físicas complexas; não precisamos recorrer a dogmas inventados pela ignorância para preencher lacunas.

As leis devem nascer das circunstâncias reais da sociedade, não de abstrações impostas a ela.

O homem não é governado apenas pelas leis que o Estado escreve, mas pelas paixões que a consciência oculta; frequentemente, a razão apenas fornece ao desejo a linguagem sofisticada com que ele se absolve.

Há leis que protegem a liberdade e leis que apenas conferem aparência jurídica aos costumes de uma época

A liberdade precisa de leis não para impedir o pensamento, mas para impedir que alguém possua o pensamento dos outros.

A liberdade política exige que o cidadão não seja apenas destinatário das leis, mas parte da comunidade que participa de sua formação e reconhece nelas uma expressão da vontade coletiva.

A política não pode ser compreendida apenas pelas leis escritas; é preciso conhecer também os seres humanos que as interpretam, obedecem, contornam e utilizam na disputa por poder.

A opinião pública pode ser mais poderosa que muitas leis, porque o poder institucional governa comportamentos, enquanto a opinião frequentemente governa reputações e consciências.

Uma sociedade civilizada não se mede apenas pela quantidade de leis que produz, mas pela capacidade de organizar a vida humana com menos medo, menos arbitrariedade e mais liberdade.

A natureza não necessita de nossas crenças para obedecer às suas leis; nossa tarefa é descobri-las, não decretá-las.

A natureza não precisa justificar suas leis: compreendê-las é tarefa da inteligência, não alterá-las segundo nossos desejos.

A natureza possui uma legalidade própria, anterior às leis que o homem formula para descrevê-la.

A natureza possui uma legislação própria, e compreender suas leis é mais fecundo do que tentar substituí-las por nossas preferências.

Será que o universo é incompreensível porque suas leis são complexas, ou porque leis simples podem gerar consequências complexas demais para uma mente finita acompanhar?

Uma comunidade não sobrevive apenas pela força de suas leis, mas pela qualidade moral dos hábitos que essas leis conseguem formar.

Uma sociedade não se torna justa apenas porque possui leis; torna-se justa quando suas instituições são orientadas por uma concepção racional de justiça.

O Zonista estuda a vida para não ser surpreendido pelas suas leis.