Epígrafe de Livro

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Às vezes eu penso que a vida tem dessas ironias que dariam um capítulo inteiro em qualquer livro, mas como eu estou aqui, no meio do café da tarde imaginário com as amigas, eu conto do meu jeito mesmo, com aquele sorriso meio torto de quem já viveu coisa demais para fingir que nada aconteceu. Porque bullying e cyberbullying, minha amiga, só entende mesmo quem já sentiu o golpe vindo sem aviso. Não é drama de internet, não é frescura moderna, é dor que entra silenciosa e demora para sair.

Eu já passei por isso. E não foi em um tempo em que a gente sabia lidar com tecnologia, redes sociais, essas coisas. Era o começo do Facebook, aquela fase em que parecia novidade, quase uma praça virtual onde todo mundo chegava curioso. Só que enquanto eu vivia minha vida sem entender muito daquele mundo digital, outra história estava acontecendo nas minhas costas. Uma garota que também se envolvia com o rapaz que na época era meu namorado acabou criando uma página sobre mim. Sim, dessas páginas feitas para atacar, expor, diminuir alguém como se fosse entretenimento.

Eu só fui descobrir três meses depois. Três meses. Parece pouco quando a gente fala, mas imagina existir um lugar na internet onde estão falando de você, usando suas fotos, inventando coisas, colocando apelidos cruéis, e você vivendo normalmente sem nem saber que aquilo existe. Até que um dia alguém chegou em mim e perguntou o que significava aquilo tudo. E eu fiquei com aquela cara de quem não entendeu nada, porque realmente não entendia.

Quando eu fui ver… foi como levar um soco silencioso. Um texto enorme falando da minha vida como se eu fosse um personagem ridículo, dizendo que eu não tinha onde cair morta, inventando apelido inspirado em um ser de ficção para zombar de mim, distorcendo meu nome, expondo fotos minhas, e o pior, comentários de pessoas que eu conhecia. Pessoas que já tinham conversado comigo, que já me olharam no rosto em algum momento da vida, estavam lá rindo, participando, me chamando de coisas que ninguém merece ouvir.

Tinha mais de duzentas pessoas seguindo aquela página. Duzentas. Parece número pequeno para quem olha hoje a internet gigante, mas naquele momento era como se uma multidão estivesse parada olhando para mim no meio da rua, apontando o dedo. Eu lembro exatamente da sensação de dignidade sendo arrancada, como se alguém tivesse decidido que eu não merecia respeito.

Eu quis processar, claro que quis. Aquela revolta que sobe pelo peito quando a gente percebe que foi injustiçada. Só que a pessoa que fez aquilo era menor de idade na época. E aí a vida tem dessas burocracias que parecem um balde de água fria na indignação da gente. Não daria em nada. Foi o que eu ouvi. E quando a gente ouve isso, fica uma mistura de frustração com silêncio.

Mas tem uma coisa curiosa sobre as memórias. Elas não desaparecem. Até hoje, quando lembro de alguns rostos que estavam ali participando daquilo, ainda dói. Não dói como antes, não é aquela ferida aberta, mas é aquela lembrança que faz a gente suspirar fundo e pensar como as pessoas podem ser capazes de machucar alguém só porque a internet dá palco.

Ao mesmo tempo, olhando hoje, eu percebo outra coisa também. Eu não enlouqueci, eu não desapareci, eu não virei aquilo que disseram que eu era. Na verdade, eu segui vivendo. E talvez seja isso que incomode quem pratica esse tipo de coisa. A pessoa espera que você se quebre. E quando você continua existindo, crescendo, contando sua história, algo muda de lugar dentro da narrativa.

Hoje eu falo disso sem vergonha, porque quem deveria sentir vergonha não sou eu. Eu sei exatamente o que vivi. Sei o que senti naquele dia em que descobri tudo aquilo de uma vez só. E sei também que muita gente já passou por algo parecido e nunca contou para ninguém. Então se alguém estiver lendo isso e reconhecendo um pedaço da própria história, eu digo uma coisa bem simples e bem verdadeira. Aquilo que tentaram fazer com você não define quem você é. Define quem eles escolheram ser naquele momento. E isso diz muito mais sobre eles do que sobre nós.



ALINNY DE MELLO 30/03/2026

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Nós não estragamos nada além do que (frase clichê aqui, enquanto leio o livro, do cantor favorito) já estava premeditado a se estragar ou estragado já estava.


Não vivemos nada melhor do que o melhor se vive entre amantes que se amam com amor, ardor e paixão (ressalvo a cumplicidade ímpar. Essa é difícil de se ver por aí nas esquinas e acho que foi única no jeito que a vivemos).


Não nos odiamos em nenhum menor grau do que aqueles amantes egoístas são capazes, quando não sabem viver e lidar com suas paixões.


Assim fomos, assim somos (quem sabe?) e assim guardarei na memória (sempre a vida me arma essa isca) de pensar em nós.

Neste exato momento, se o livro da vida me concedesse um único desejo, eu não hesitaria: pediria para me transformar em um pequeno passarinho — discreto, de asas firmes e coração leve. Voaria pelos céus em silêncio, guiado apenas pelo desejo de pousar suavemente em sua janela. Ali, por breves segundos, eu te observaria com ternura, sem perturbar tua paz, apenas existindo na tua presença.

Mas não seria um pássaro qualquer. Carregaria comigo uma fragrância singular, sutil e envolvente — um aroma que ninguém mais poderia perceber, exceto você. Ao senti-lo, teu coração reconheceria, sem dúvida, que aquele instante, aquele voo, aquele perfume... era meu. Leoni T. Steil

"Só é solitário quem não faz do livro o seu melhor amigo"⁠

"Minha vida pode ser um livro aberto a todos ou um diário exclusivo para mim. Meu bem-estar e felicidade dependem de como escolho lidar com os fatos do meu dia a dia."

"A vida é uma enciclopédia com infinitos volumes, ao término do primeiro livro, iniciamos o outro, com novos capítulos cheios de surpresas."

“Esteja sempre pronto. Mas pronto para quê? Para escrever mais um capítulo do livro da sua vida. Você é o autor da história, mas não do seu desfecho. Não sabe quando virá o último capítulo nem como ele será escrito. Sabe apenas que todos os livros da vida compartilham o mesmo ponto final: a morte. O que existe além dessa última página permanece um mistério, inacessível à experiência de quem ainda vive suas próprias linhas.” — Leonardo Azevedo.

"Talvez você mesmo não seja luminoso, mas você é um condutor da luz."
Livro: Sherlock Holmes, Volume 2
Autor: Arthur Conan Doyle
Ref.: Página 232

"Então aprendam com esta história a não temer os frutos do passado, [...]"
Livro: Sherlock Holmes, Volume 2
Autor: Arthur Conan Doyle
Ref.: Página 239

"Não se pode ter sempre o sucesso que se espera."
Livro Sherlock Holmes Volume 2
Autor: Arthur Conan Doyle
Ref.: Página 362

Você, meu bem, é como essas frases bonitas que a gente marca com caneta no livro, para, vez ou outra, reler quando a saudade chega sem avisar e nos lembra do sentimento profundo que carregamos — um dos mais verdadeiros que existem.


Pois até de ouvir seu nome, sinto borboletas no estômago. Ô trem inquietante esse amor! Mas prefiro esse rebuliço à paz de um coração vazio.

LEITURA


Quem lê só por um livro, ou só livros de que goste, depende demasiado da própria convicção.

Minha vida é um livro aberto e foi feito para aqueles que apreciam belas histórias e não para aqueles que invejam as lindas páginas que são escritas!

Não faça da sua vida um livro de um único capítulo, encha-o com vários capítulos para que quem o leia possa ter a certeza que a vida só vale a pena quando sabemos aproveitá-la!

Medo é para os invejosos que não sabem aproveitar a vida como eu sei. Minha vida é um livro aberto para quem quiser ler!

Não importa se o teu "livro da vida" esteja sendo escrito em linhas tortas, pois quem irá lê-lo entenderá perfeitamente o que escrevestes.

⁠Olham e anotam tudo aquilo que eu faço
Mas no livro deles, adivinha? Fracasso!
Vão sempre te apontar, ou tentar te encaixar
Mas no fim eles só querem alguém pra machucar
Discurso falso com promessas falsas
Até quando aguentar esse monte de farsa?
É a cidade do bem que faz mais um refém
Não se importam, a pátria amada para quem?
Só que vida segue e é bem mais que isso
Mais que a luta pra não ser só mais um fodido
E é pra não esquecer, não deixar de correr
Não queremos vida plebe, não cabe a você

- Reis Do Amanhã

Hoje é o Dia do Leitor: quem não lê pelo menos um livro por ano, limita os caminhos da própria vida.


Benê Morais

Um senhor me pediu um livro. Alguém retrucou: "Mas ele não sabe ler". O senhor, humildemente, respondeu: Peço a alguém que leia para mim". Afinal, o verdadeiro analfabeto é aquele que não se interessa em aprender


Benê

⁠Livrai-me, Senhor, do militante fanático; já que do candidato salvador da pátria, livro-me eu.


Benê Morais