Enxerga mais longe a Gaivota que Voa mais Alto

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Um círculo parasita
pousou neste lugar,
Nunca teve história
e nem convívio,
Há mais de um iludido
capaz do próprio futuro
nas mãos dele confiar.

Pouso delicioso
no território
[mais amoroso]...

Respeitar que tem história e sabe mais não diminui ninguém.

Sob a Aroeira-do-campo
esplendente em flor,
De ti declaro o maior
e o mais profundo orgulho.


O teu coração que é tudo,
esbanjando muito amor,
Da vida não peço ou preciso
de mais nada por onde eu for.


Na Via Láctea está escrito
que acontece também contigo
embora ainda que contido,
O rosto não consegue ocultar
tudo o que você está sentindo.

Eu me enredei nos olhos mais lindos
e poéticos que tenho notícia,
Nos olhos dessa dessa moça
que continua moça embora o calendário
teime em dizer para mim o contrário.


E terminei cantando de amor
Sozinho na praia porque não tive
coragem de me revelar,
Compus uma canção de amor
com o ritmo das ondas do mar,
e a letra de Richard Bach
com mil ideias loucas,
um pouco de Rada
e muitas outras...


Juro que por momentos
eu fui Fernão Capelo Gaivota
voando nas asas das altas horas
nas bocas dos senhores e das senhoras
nos hemisférios e em todas as auroras.


Inconfundível de todo o gênero.


(O absurdo e louco de amor por eu mesma.)

Meu tormento preferido,
não mais tarde,
Seja o meu destino
sob o Hemisfério Austral.


Me dê a sua mão,
o peito e o desassossego:
Beije o meu desejo.


Juro a retribuição primaveral!

Um perverso, sempre um perverso...
Sempre mais de um perverso,
e sem nenhum futuro,
que agride a Natureza,
fazendo ao redor tudo
vir a se tornar impuro.

A lua da colheita
beijou o oceano,
Tu és o plano
mais romântico,
Guardo uma carta
com selo de vela,
A certeza que és
o amor e luz na Terra.

Quem tira a paz do outro nunca mais fica confortável no próprio corpo. Imagina quem tira a paz de uma Nação inteira...

Não está mais tão difícil checar informação, copie e cole o texto no campo de alguma Inteligência Artificial, peça a fonte do assunto com o link, verifique se é isso mesmo, se não for, repita a pergunta, busque no Google ou use duas ou três IA's sem precisar pagar ou se registrar.

Mimetismo não é ser cult. Dentre as matrizes da fundação do Brasil, seleciono as três mais brilhantes: Abolicionismo, Radicalismo Democrático e Positivismo,correntes universais reescritas no nosso chão. Menos modismo importado, mais história nossa a ser resgatada como inspiração.

Uma porção de mim encontra
o que dizem ter sido descoberto
há pouco mais de cinco séculos.


Historicamente, quase ninguém
fala que ela foi invadida;
vive no limiar entre a morte e a vida,
é sobrevivente da morte em vida,
resiste a isso tudo: é ameríndia.

Usar da política para vestir o seu mal de forma mais nobre, isso não é política, é hipocrisia que se chama.

Fui a mais de um funeral
sem ter ninguém enterrado,
Todas às vezes que alguém
optou romper com a moral por
estar politicamente fanatizado.

Tenho sentido inveja. E talvez essa seja uma das confissões mais difíceis que já fiz a mim mesma.


Não invejo qualquer pessoa que seja amada. Invejo aquelas que, mesmo depois de terem causado dores, machucado pessoas e desejado o mal, continuam cercadas de afeto. É difícil compreender como algumas pessoas parecem receber tanto amor enquanto outras, que nunca desejaram tanto mal a ninguém, experimentam uma solidão tão profunda.


Não me sinto inferior a elas. O que sinto é uma revolta diante de uma injustiça que não consigo explicar. Como se o mundo tivesse esquecido de fazer alguma distinção entre quem é bom e quem é ruim.


Mas talvez minha inveja esconda uma tristeza ainda maior: a vontade de também ser escolhida.


Tenho família, tenho pessoas que me amam, mas sinto falta de amigos. Daquelas amizades em que não precisamos medir palavras, calcular disponibilidade ou disputar espaço. Pessoas que simplesmente queiram estar conosco. Que se lembrem de nós. Que sintam nossa falta.


E o mais contraditório é que, quando essas oportunidades aparecem, muitas vezes não tenho energia para aproveitá-las. Quero ir, quero viver, quero conhecer lugares, mas alguma coisa em mim parece sempre cansada demais.


Tenho passado tanto tempo administrando as necessidades dos outros que, às vezes, já não sei muito bem o que fazer com as minhas.


Não consigo assistir a uma série, ir ao cinema, ouvir minhas músicas preferidas ou encontrar prazer nas pequenas coisas. Tudo parece ter perdido um pouco da cor. Sinto tristeza, um vazio que não sei explicar e uma saudade de uma versão de mim que parece ter ficado em algum lugar do caminho.


Há pouco mais de um mês, perdi uma amiga. E talvez tenha perdido também uma das poucas pessoas com quem eu conseguia compartilhar a vida de uma maneira leve.


Alguém com quem tomar café, ouvir rock, sair, levar as meninas ao teatro. Alguém com quem os pequenos programas não precisavam de grandes explicações.


Agora, quando penso em fazer essas coisas, percebo o quanto gostaria de ter alguém ao meu lado.


Tenho uma lista de pequenas promessas que fiz a mim mesma. Quero fazer uma trilha ouvindo minhas músicas preferidas, tomar um café na Confeitaria Colombo, comprar uma roupa bonita e terminar a noite em um barzinho de rock, ouvindo música e tomando uma taça de vinho.


Não são grandes sonhos. São pequenos pedaços de vida que gostaria de experimentar.


Mas até esses desejos parecem perder um pouco do encanto quando penso que não tenho com quem compartilhá-los.


Talvez eu não queira uma multidão. Talvez queira apenas algumas pessoas. Duas ou três presenças verdadeiras. Gente com quem eu possa ser inteira, sem precisar ser forte, útil, disponível ou necessária.


Quero ter amigos, mas estou cansada de tentar. Quero companhia, mas me falta energia para construir vínculos. Quero viver coisas bonitas, mas sinto falta de alguém que também queira vivê-las comigo.


E, no meio de tudo isso, existe uma pergunta que volta silenciosamente:


Em que momento deixei de viver a minha própria vida para me tornar alguém que apenas administra a vida de todo mundo?


Não sei responder.


Só sei que sinto falta de mim. Sinto falta de rir sem motivo, de ouvir uma música e sentir alguma coisa, de me arrumar porque quero sair, de ter histórias para contar e de esperar ansiosamente por um encontro.


Sinto falta de sentir.


E, apesar de toda essa tristeza, ainda existe em mim uma mulher que deseja conhecer lugares, tomar café, ouvir rock, caminhar por uma trilha e brindar à vida.


Espero que ela não tenha se perdido.


Espero que esteja apenas cansada.


E que, em algum momento, eu consiga encontrá-la novamente.

Eu não sinto mais as pontas dos meus dedos
Nem das mãos e nem dos pés
A minha base está curvada e enfraquecida
Sinto queimar da planta dos meus pés ao topo da cabeça
As dores que me assolam são tantas, que eu nem consigo mais listá-las.
Meu prazer, é o meu vício, e a repetição
Estou fadada a sofrer em vários aspectos de uma vez
Sinto que vivo por que preciso viver, não por que quero viver.
A música me acalma, mas eu não posso me acalmar.
O vinho me liberta da preocupação, e me joga no desespero de ter perdido mais uma noite.
Sinto que escrever é meu único refúgio, uma forma de tirar de mim todos esses pensamentos de dor, sem precisar me desfazer deles, por que eles se tornaram necessários demais para a minha sobriedade.

As nuvens passam rápido, nunca mais voltando ao mesmo lugar, pois a vida é feita de momentos reais, não de aquarelas repetidas.

Meu coração bate um pouco mais acelerado neste dia. Não sei por que, ou não quero acreditar... Lá no fundo, é medo de não mais resistir a essa linda morena que me conquistou com seu sorriso, seu olhar. Sua boca, que sem dúvida nenhuma deve ter o mais belo gosto que um homem jamais imaginou que iria encontrar. Hoje tenho a certeza que o pecado existe, e este pecado está em teu corpo. Um dia vou poder dizer que senti o calor e o gosto deste pecado todo.

Às vezes um colo resolve mais que palavras. Porque algumas dores não precisam ser entendidas. Precisam apenas ser acolhidas.

•Pessoas•


• Há pessoas que são euforia. Chegam e fazem tudo parecer maior, mais intenso, mais vivo.


•Há pessoas que são tempestades. Nunca passam despercebidas e sempre deixam algo transformado.


•Há pessoas que são fogo. Aquecem, iluminam... ou queimam.


•Há pessoas que são mar. Acalmam num dia, engolem no outro.


•Há pessoas que são primavera. Florescem até nos lugares mais secos.


•Há pessoas que são inverno. Silenciosas, frias por fora, profundas por dentro.


•Há pessoas que são faróis. Não caminham por você, mas mostram o caminho.


•Há pessoas que são labirintos. Quanto mais você tenta entendê-las, mais caminhos aparecem.


•Há pessoas que são euforia. Fazem o coração acelerar antes mesmo de dizer uma palavra.


•Há pessoas que são abrigo. Basta a presença delas para o mundo parecer menos pesado.