Entrega sem Limites

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⁠As vezes vc sabe que vai bater e acelera, pois a sensação de alívio na liberdade supera os limites do medo.

"A sabedoria pode ter limites, porque o burro é inteligente, mas ele não enxerga a liberdade fora do pasto."

"Quando um burro nasce, ele vê, limites e a família, o Jumento e a Égua."
Os sonhos e as historias são sobre o pasto. Como imaginar que exista algo do lado de fora se ninguém jamais viu além da cerca?"

O Direito existe para limitar o poder precisamente quando o poder acredita não precisar de limites.

Há uma necessidade de impor limites quando invadem meu mundo sem permissão.

Limites são reais?

Até onde alguém consegue ser feliz? E quão profundo pode chegar o poço da tristeza? Qual medida usamos para determinar o tamanho de uma alegria ou a profundidade de um sofrimento?

Talvez os limites sejam menos reais do que fomos ensinados a acreditar.

Criamos medidas para quase tudo: tempo, distância, peso, velocidade. Mas, quando tentamos medir aquilo que acontece dentro de nós, a régua parece perder o sentido. Não existe uma unidade universal capaz de determinar quanto alguém deve amar, quanto pode desejar, quanto deve sentir prazer ou até onde pode mergulhar em sua própria tristeza.

Sentimentos não foram feitos para serem medidos. Foram feitos para serem vividos.

A experiência humana não precisa pedir autorização para existir. A alegria não precisa ser moderada para ser legítima, assim como a dor não precisa ser pequena para ser verdadeira. Há profundidades da existência que somente podem ser conhecidas quando nos permitimos mergulhar nelas.

O prazer também pertence à natureza humana. É corporal, material e espiritual. Não é, por si só, algo que precise ser condenado ou diminuído simplesmente porque alguém, de fora, decidiu que existe uma quantidade aceitável de prazer para um ser humano experimentar.

Entregar o corpo a si mesmo é permitir que ele conheça suas próprias possibilidades. É deixar de enxergar a existência exclusivamente através da ótica daqueles que estabelecem regras para experiências que não vivem. É reconhecer que o corpo possui sua própria linguagem, seus desejos, suas descobertas e seus limites — limites que, muitas vezes, só podem ser conhecidos pela própria experiência.

Isso não significa negar as consequências dos nossos atos. Significa compreender que viver não é transformar a existência em uma prisão de medidas, culpas e proibições.

Talvez uma das maiores violências contra a vida seja ensinar alguém a ter medo da própria experiência.

Vivemos uma única existência que conhecemos diretamente. E talvez um dos sentidos dessa existência seja justamente experimentar: sentir profundamente, desejar, descobrir, cair, levantar, amar, sofrer, rir, chorar, tocar, contemplar, entregar-se e conhecer a si mesmo através daquilo que se vive.

Não somos máquinas programadas para sentir na medida determinada por outros.

Somos experiência.

E talvez viver seja exatamente isso:

entregar-se à existência sem transformar a própria vida em uma tentativa permanente de fugir dela.

P. H. Amancio

“Depois da faculdade, o medo tentará cercá-lo de regras e limites. Busque, porém, a sabedoria para distinguir aquelas que merecem ser seguidas das que precisam ser desobedecidas.”

Que nenhum poder nos limite além dos limites da lei, que nenhum direito nos defina sem a dignidade, que nenhuma autoridade nos sujeite sem a justiça; que a liberdade seja a substância do Direito, porque onde a liberdade desaparece, a própria ideia de Direito perde seu sentido.

Quem impõe limites aos seus pensamentos não tem inteligência para exercer a criatividade para resolver problemas.

A Paciência e Seus Limites

Dá a entender que me ama,
mas não se declara.
Fica mastigando grama,
rodando no dedo sua penca de chaves,
como qualquer bobo.
Não me engana a desculpa amarela:
‘Quero discutir minha lírica com você.’
Que enfado! Desembucha, homem,
tenho outro pretendente
e mais vale para mim vê-lo cuspir no rio
que esse seu verso doente.

Adélia Prado
Poesia reunida. Rio de Janeiro: Record, 2015.

O jurista não deve perguntar apenas quem venceu a disputa, mas quais limites permaneceram de pé depois dela.

Excessos de modinhas dos dois lados, e ninguém ensina de fato as pessoas terem limites, a serem afetivamente educados e a pactuar o compromisso de formar pares engajados com a sedução mútua.

A vida foi feita para superar limites; seja infinito enquanto viver, e logo eterno nas memórias.

Nunca teste os limites de alguém,
Você pode conhecer abismos que não desejaria.

A montanha testa todos seus limites,
Porque sabe,
Da recompensa se tu não desistir.

Seus limites só afastam,
Quem achava que tinha algum direito sobre você.

“Quem não reconhece o esforço, não respeita os limites e ainda faz questão de diminuir aquilo que o outro faz, um dia pode descobrir que perdeu não apenas uma ajuda, mas alguém que cansou de oferecer o melhor a quem nunca soube valorizar.”

“O jurista que conhece os limites do próprio conhecimento compreende melhor os limites do próprio poder.”

“Cuidado ao tratar com desprezo quem sempre esteve disposto a ajudar. A paciência tem limites, a empatia se esgota e, quando alguém decide parar de oferecer o que você nunca soube valorizar, talvez seja tarde demais para reconhecer o seu verdadeiro valor.”

U.M.C

“Liberdade não é ausência de limites; é consciência da margem que ainda existe entre o limite e a resposta.”