Entre nós
Ribeiro
Eu sou um ribeiro que corre sem parar
Buscando o oceano onde você está
Mas entre nós há montanhas e vales
Que me impedem de te alcançar
Eu sinto a sua falta a cada instante
O seu sorriso, o seu olhar
A sua voz que me acalma
O seu abraço que me faz sonhar
Eu não desisto da esperança
De um dia te reencontrar
Mesmo que leve anos, décadas ou a vida toda
Eu vou sempre te esperar
Você é o meu destino, a minha razão
A minha fonte de inspiração
Você é o meu amor, a minha saudade
A minha eterna paixão
caso pensado
Farto de te querer com tanta gente entre nós
Sou vassalo da memória de nós dois
Em nome desse amor, não mude nada de lugar
E aproveite a minha ausência pra folgar
Mas me lembro que você ultimamente tem flertado com outros caras
Mais bonitos do que eu
Mesmo sendo derradeiro em tua lista, eu disfarço e sigo em frente
Uma hora ou outra nós vamos ficar a sós
E a distância que nos mata não existirá
Eu faço tudo de caso pensado
Não existe atalho, sorte ou improvisação
E te domino pedaço a pedaço
Até que não haja mais distância entre nós
Teu sorriso e teus olhares já não são mais meus
Mas se roubo teu juízo posso ter você
"entre nós há muitos representantes e exemplos á se seguir, mas não vá no que mais demonstra exemplo, não busquem aquele que demonstra exemplopor holofotes mas siga aquele que por amor se destaca como exemplo." 2024
02h15 | 02.set.024 - o verbo que transita entre nós
o verbo que transita entre nós,
é ponte entre o ser e o sentir,
um laço invisível de existir.
carrega o peso de histórias passadas,
e a leveza de promessas caladas.
o verbo que transita entre nós,
transita entre o olhar e o gesto,
no eco de um sorriso modesto.
navega em mares de dúvida e fé,
costurando o destino em cada maré.
o verbo que nos habita e nos move,
não se cala, não cessa, nem dorme.
é a chama que arde, constante e nova,
transformando o mundo enquanto nos envolve.
Construímos amizade em meio às diferenças entre nós,
Entre risos e discórdias, entre confissões e perdões…
Cada uma tinha um universo inteiro para demonstrar à outra,
Porém, partes desses universos eram lugares comuns e, por estes existirem, foi como se encontrar em outra pessoa.
Sabe-se que a vida te leva para lá e para cá, sozinha para realizar seu próprio caminho,
Entretanto, as amizades em sua jornada te acompanharão, compartilhando tesouros inestimáveis sem pedir nada em troca,
Assim como vocêfaráporestas e outraspessoas.
Uma amizade autêntica é mais do que um tesouro inestimável, elatemodomdeiluminarumavida.
Jardim Sertanejo
Os dedos perpassam a pele deixando o tato quente do meu desejo
Entre nós escorre o néctar do meu alvo jardim sertanejo
A língua que faz o caminho atinge a flecha do veraneio
Sinto que perde o ar em cada toque, em cada beijo
Vou te despindo devagar, a tua pele eu incendeio.
Os olhos a conversar, pedem que o sorriso aprume o seio
A paz que veio buscar ficou entre mãos fechadas, nos fios do meu cabelo
No ritmo intenso e domado, tua boca abre em apelo
O tremor lhe segue a medida, que acaba o nosso rodeio.
SUGADORES DE LUZ
"Os sugadores de luz caminham entre nós, disfarçados de sorrisos e palavras doces, mas carregam em suas almas um veneno mortal. São mestres da manipulação, usando mentiras e malícia para persuadir mentes frágeis e desviar corações puros. Eles vivem na sombra, se alimentando da luz alheia, destruindo sonhos e semeando dúvidas. Não permita que invadam seu espírito. Fortaleça-se com a verdade, proteja sua essência e brilhe tão intensamente que nenhum deles consiga apagar sua luz! E lembre-se: o Criador nos dá força e proteção para vencermos qualquer escuridão."
Quero que o seu toque me convide para perto,
Que o desejo se desenhe suavemente entre nós.
Que seus lábios, gentis e carinhosos,
se aproximem devagar,
e que o gesto se torne um convite silencioso.
Que o tempo pare por um instante,
e que cada movimento traga um sabor de entrega,
um segredo apenas nosso.
Aquela língua repartida entre nós - que não se fala com a boca, mas que por onde vai, se enxerga a sua voz (CODA, O Menino Astronauta, p. 60)
O inverno é a estação da morte. É quando os caçadores entre nós procuram os fracos, até mesmo os tolos. Só as mais fortes criaturas da natureza sobrevivem a ele. O inverno é a época do lobo, a época do leão. É quando todos os fracassos da natureza se tornam a refeição. Depois, a primavera traz vida nova e Deus tenta de novo.
“E por falar em saudade, dos mortos recordamos, enquanto os vivos entre nós, sequer um bom dia damos!!!”
@Sil.Saffhill✨
“Dos mortos devemos saudade sentir e com amor recordar… quanto aos que ainda vivem entre nós, saibamos no mínimo respeitar, porque todos um dia se vão, e nossa consciência leve estará!!!”
@Sil.Saffhill ✨
Um sonho, só nós.
Existe um vão entre nós.
Em vão, se quiser.
E o chão deixa de existir.
Enfim, a sós. No sonho, só nós.
Na realidade, ando triste e pensativo.
Mas, se você sorrir, seu sorriso me alegra,
como se fosse um reagente ativo.
Espero e acredito no sonho.
Quem sabe? Talvez vire realidade.
Então, sigo sonhando.
Talvez você não saiba mas lembro de cada detalhe entre nós e te garanto foram os melhores já vívido por mim.
Pouco lamento esse afastamento entre nós, mas entendo os motivos de tal abismo
Nessa relação fizemos muitas promessas, porém, poucas foram cumpridas
E assim, não percebemos quanto de espaço deixamos para as mágoas que se formaram
Nos perdemos pelo caminho e nossas mãos, antes entrelaçadas, se soltaram sem que nos déssemos conta
- Onde ficou nossa atenção?
- Em que momento o fim dos sentimentos nos acometeu?
Lembro que você começou a planejar viagens, enquanto eu só aprofundava minhas raízes...
- Como não percebemos?
Acho que a gente se acomodou e não enxergamos os sentimentos se apagando, como se fosse algo escrito na areia de uma praia...
A maré subiu, as ondas levaram, e estávamos tão distraídos que nem notamos a diferença.
Começamos a agir de forma mecânica e não havia mais paciência para lidar com as discussões.... a gente nem tentou lidar, buscar bom senso
Afogamos nosso sentimento, acabamos aquela amizade antiga e perdemos a cumplicidade que todos admiravam
Inclusive, até a admiração que sempre nutrimos pareceu se transformar em raiva.
Eu não desejo seu mal, mas quero distância de você e sei que hoje essa é a única recíproca verdadeira que ainda nos resta.
O que rola entre nós dois: paixão. Não há nada mais bonito, não.
Carta para N.S.L.
A verdade é que nunca houve amor entre nós. Não de sua parte, pelo menos. Você não me amou quando cruzamos fronteiras e paisagens juntos, nem quando arriscamos construir um lar compartilhado. Você não me amou quando o caos engolia o mundo, nem quando dividimos o mesmo teto. Eu nunca fui sua âncora, nunca sua família. Para você, eu não passava de uma distração conveniente, uma relação transitória para curar feridas de outro tempo. Você amou outros, mas a mim... a mim você apenas utilizou. Sugou-me, sobretudo, emocionalmente, como quem busca tapar o vazio deixado pela ausência de um pai, como quem tenta desesperadamente preencher buracos de uma autoestima quebrada. Talvez, no máximo, você tenha amado o reflexo do que eu te oferecia: minha dedicação, minha ternura, meu zelo. Mas amar a mim, ao meu eu mais genuíno, isso você nunca fez.
Eu, ao contrário, amei você em sua inteireza. Amei até as rachaduras da sua personalidade, os seus muitos defeitos, as suas sombras. Agora, olhando para trás com o olhar frio da razão, percebo que deveria ter encerrado essa história muito antes. Deveria ter abandonado tudo naquela fatídica tarde na estação de trem em Veneza, quando você despejou sua amargura em mim. Ou nos momentos em que você, sem motivo, se recolhia à sua frieza cortante. Ou, quem sabe, nos anos em que eu não podia expressar nem um pensamento sem que você revelasse seu lado mais cruel, mais insuportável. No fundo, eu sabia. Naquele dia em que a verdade queimou como um grito preso na garganta, eu me perguntei — e a resposta agora é cristalina — sim, você é um monstro. Um monstro não apenas em alma, mas um ser cuja maldade se reflete agora em sua face, corroendo-a lentamente.
Você viveu atormentada pelas dúvidas sobre seu propósito, mas devo admitir: encontrou sua vocação. Você é uma mentirosa extraordinária. Uma ilusionista perfeita. O que você fez comigo, transformando amor em ruína, é prova disso.
Não desejo sua queda, mas tampouco desejo sua ascensão. Para você, não guardo nem o menor vestígio de querer — nem bem, nem mal, nem absolutamente nada. Esta carta é apenas um exorcismo, um ato de purgar as memórias pútridas que você deixou impregnadas em mim, uma tentativa de varrer sua sombra de minha mente.
Dedico estas palavras em memória de alguém que um dia foi meu porto seguro, um amigo que confiava sem reservas, brutalmente traído por quem mais deveria protegê-lo. Descanse, querido amigo, embora seu legado seja agora enterrado junto com a mágoa de sua partida.
*13/04/2019
+13/06/2024
É uma ironia que chega a doer como faca: você partiu no mesmo dia em que chegou ao mundo, ambos marcados por um número que pareceu persegui-lo como uma maldição. Que o número 13, tão presente em sua história, não cruze mais meu caminho como cruzou o seu.
Que o destino leve para longe sua lembrança, e que o vazio que você deixou, ainda que enegrecido, seja minha liberdade.
Quero amar-te, mas há um muro entre nós,
Erguido de dúvidas que tu mesma construíste,
Teu coração é um campo de dúvidas, onde a voz
Se perde nas incertezas, e o medo persiste.
Te quero de um jeito tão simples, tão claro,
Mas há sempre algo que te impede de ir,
E cada gesto meu se desfaz em desespero raro,
Como uma chama que quer arder, mas não pode existir.
Te olho e vejo um reflexo em pedaços,
Onde os "sim" se confundem com os "talvez",
Teu sorriso é um enigma, com mil abraços,
Mas o que me chega é um eco de incertezas, a se perder.
Quero te dar tudo, sem restrições, sem barreiras,
Mas em teus olhos vejo a indecisão a pesar,
Te amo, mas não sei se me deixas entrar nas fronteiras,
Ou se meu amor é só uma ponte a desmoronar.
E é estranho esse querer que insiste em me queimar,
Um amor que tenta, mas não sabe como se fazer,
Porque te amo, mas o medo de te perder me faz parar,
E o teu "não sei" é um abismo que não posso entender.
Mas mesmo assim, continuo aqui, te esperando,
Com um amor que não exige e não cobra,
Pois sei que amar-te é só isso: ir aos poucos, andando,
E talvez um dia, teu "sim" se faça, sem demora.
