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Entender Frio Aconchego

Cerca de 19126 frases e pensamentos: Entender Frio Aconchego

Só me dirijo às pessoas capazes de me entender, e essas poderão ler-me sem perigo.

Este é o inverno

Um frio de leve
vem pra ficar.
A brisa suave
faz a árvore balançar.
O vento sopra
assobiando.
O céu escuro
vai ficando.
As nuvens passam
de mansinho.
A chuva chega
devagarinho.
As pessoas correm
abrindo guarda-chuvas.
Vi um homem de casaco
e uma mulher de luvas.
É esse o inverno
sorrateiro.
Vem chegando
e nem avisa primeiro.

Os homens são miseráveis porque não sabem ver nem entender os bens que estão ao seu alcance.

Há tanta suavidade
Em nada se dizer
E tudo se entender

Fernando Pessoa
Poesias inéditas (1930-1935). Lisboa: Ática, 1955

Nota: Trecho do poema Não digas nada!

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A educação do homem começa no momento do seu nascimento; antes de falar, antes de entender, já se instrui.

Quem quer matar a sede não procura entender a fórmula da água.

A plateia só é respeitosa quando não está a entender nada.

A fé não é algo para se entender, é um estado para se transformar.

Como podemos nos entender (...), se nas palavras que digo coloco o sentido e o valor das coisas como se encontram dentro de mim; enquanto quem as escuta inevitavelmente as assume com o sentido e o valor que têm para si, do mundo que tem dentro de si?

O ato de entender é vida.

O lar é o reflexo do coração, um reflexo que vocês estão começando a entender.

É difícil, para algumas pessoas, entender que você gosta delas pelo simples motivo de 'gostar'.

Entender o que deve ser feito é fácil. Levantar da cadeira e fazer... isso é o que separa quem meramente deseja de quem realiza desejos.

Sinto que progrido na medida em que começo a não entender nada de nada.

A mulher que passa

Meu Deus, eu quero a mulher que passa.
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!

Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!

Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pelos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!

Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?

Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida?
Para o que sofro não ser desgraça?

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!

No santo nome do teu martírio
Do teu martírio que nunca cessa
Meu Deus, eu quero, quero depressa
A minha amada mulher que passa!

Que fica e passa, que pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que boia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.

Não há nada mais bonito do que o seu sorriso e o frio que te faz me abraçar.

Nando Reis

Nota: Trecho da letra da música "De Mãos Dadas"

‎Ela gosta de música, dias bonitos, cachorros, brisa do mar, sol, frio, sentir o vento dançando nos cabelos, rir até a barriga doer, falar besteira, desenvolver “teorias” malucas, filmes, viajar, chocolate, arte, você…

Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.

E quando todos praguejavam contra o frio,
Eu fiz a cama na varanda

Raul Seixas

Nota: Trecho da música Eu nasci há dez mil anos atrás.

Se eu morrer, sobrevive a mim com tamanha força
que acordarás as fúrias do pálido e do frio,
de sul a sul, ergue teus olhos indeléveis,
de sol a sol sonha através de tua boca cantante.

Não quero que tua risada ou teus passos hesitem.
Não quero que minha herança de alegria morra.
Não me chames. Estou ausente.
Vive em minha ausência como em uma casa.

A ausência é uma casa tão rápida
que dentro passarás pelas paredes
e pendurarás quadros no ar.

A ausência é uma casa tão transparente
que eu, morto, te verei, vivendo,
e se sofreres, meu amor, eu morrerei novamente.

Pablo Neruda
Cem sonetos de amor

Nota: Soneto XCIV

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