Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Se algum ser ou deus magnânimo não gostasse do jeito ou da forma como eu vivo, seria ele, com sua onisciência e onipresença, a me dizer isso — não um ser imperfeito como você.
Destino Não É Acaso
Diante dos meus olhos, o mundo virou de novo.
É estranho como tudo muda tão rápido… ontem eu era uma versão de mim, hoje já sou outra — moldado pelo tempo, pelas dores, pelas escolhas… e principalmente pelo amor.
A vida é imprevisível, sempre foi.
Ela tira, ela devolve, ela confunde…
Mas, no meio desse caos bonito, ela sempre encontra uma forma de nos colocar frente a frente outra vez.
Entre idas e vindas, quase despedidas e reencontros improváveis, eu aprendi uma coisa:
quando é verdadeiro, não se rompe — se transforma.
Não sei se é bênção ou se é prova.
Só sei que cada vez que a gente se reencontra, a gente volta diferente… mais maduro, mais forte, mais consciente do que sente.
É como se o destino dissesse: “Ainda não acabou. Ainda não é o fim.”
Talvez eu seja o incerto que nasceu pra provar que pode dar certo.
Talvez o amor não seja sobre estabilidade imediata, mas sobre resistir ao tempo, às dúvidas e ao mundo que gira rápido demais.
E no meio dessa mudança toda, eu encontrei alguém que me ama no máximo. (YOU)
E isso não é pequeno.
Isso não é comum.
Isso é raro.
Se for pra ser luta, eu luto.
Se for pra esperar, eu espero.
Se for destino… então eu abraço.
Porque fugir do amor nunca foi minha especialidade.
E, se for você, eu escolho ficar.
Depois do Acaso.
Existem coisas que não pedem explicação. Apenas acontecem...
Como aquele sentimento que chega devagar, sem fazer barulho, e quando você percebe já ocupou espaços que antes pareciam vazios.
Talvez algumas histórias comecem muito antes do primeiro olhar. Talvez alguns encontros sejam escritos em lugares que a gente nunca vai entender. Ou talvez o destino tenha suas próprias manias, seus próprios caminhos e seus próprios segredos.
Durante muito tempo eu acreditei que tudo era coincidência. As pessoas chegam, as pessoas vão embora, os dias passam e a vida continua. Mas, diante dos meus olhos, o mundo virou de novo.
É estranho como tudo muda tão rápido. Ontem eu era uma versão de mim, hoje já sou outra — moldado pelo tempo, pelas escolhas, pelas dores e pelos sentimentos que a vida coloca no nosso caminho. A vida é imprevisível, sempre foi. Ela tira, ela devolve, ela confunde. Mas, no meio desse caos bonito, às vezes ela nos coloca exatamente onde deveríamos estar.
No meio da correria dos dias, entre conversas simples e momentos que pareciam comuns, alguém começou a transformar o meu mundo sem perceber. E foi estranho, porque não aconteceu de uma vez. Foi um detalhe aqui, um sorriso ali, uma palavra no momento certo, um olhar impossível de esquecer.
Quando percebi, eu já estava admirando tudo. A intensidade, a doçura, a forma como você sente as coisas, a maneira como se preocupa e esse coração enorme que carrega dentro de si. Talvez seja cedo para promessas, mas não é cedo para ser sincero.
Eu gosto de quem você é.
Gosto da paz que você me traz. Gosto da forma como meu coração acelera quando penso em você. Gosto da ideia de conhecer seus sonhos, suas histórias, seus medos, suas manias e cada pedacinho do universo que existe dentro de você.
Não sei se isso é destino ou apenas uma coincidência muito bonita. Só sei que algumas pessoas passam pela nossa vida, outras deixam marcas, mas existem aquelas raras que fazem a gente acreditar que certos encontros não acontecem por acaso.
Talvez eu seja o incerto que nasceu para provar que pode dar certo. Talvez o amor não seja sobre ter todas as respostas agora, mas sobre escolher permanecer enquanto elas são descobertas. Porque fugir do amor nunca foi minha especialidade.
E, se existe uma coisa que eu tenho certeza neste momento, é que cada palavra escrita aqui encontrou o mesmo destino antes mesmo de nascer.
Você.
A minha Bruxa.
[Doce Prazer da Queda Livre]
a felicidade
não é real,
bem como
todos os outros
sentimentos
e emoções.
ela é apenas
uma percepção
criada por nossa mente,
através de um coquetel
hormonal
e uma poderosa dose
de neurotransmissores,
que ludibriam
nossa consciência,
nossas memórias
e projeções.
nada além de bioquímica.
mas apesar da física
ser impiedosa,
nem todo corpo
respeita a gravidade.
e te digo outra coisa,
é absolutamente fabuloso
estar entorpecido.
ainda que provavelmente,
estejamos equivocados.
10/04/23
Michel F.M.
Eu não entendo
como um amor começa,
mas hoje compreendo,
como ele se eterniza.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
A Sala de Aula do Mundo Moderno
Outro dia me peguei pensando em como a escola mudou.
Não falo apenas das lousas digitais, dos computadores, dos aplicativos ou dos celulares que hoje parecem extensão das mãos dos alunos.
Falo das pessoas.
Dos comportamentos.
Das responsabilidades.
E, principalmente, da forma como passamos a enxergar educação.
Pertencente a uma geração que aprendeu que nem sempre a vida diria "sim", confesso que às vezes me sinto um turista perdido visitando o admirável mundo novo.
Hoje tudo parece delicado.
Tudo parece urgente.
Tudo parece motivo para preocupação.
Uma palavra mal colocada vira trauma.
Uma crítica vira perseguição.
Uma cobrança vira opressão.
Um conselho vira ofensa.
E o simples ato de contrariar alguém pode ser interpretado como um atentado contra a felicidade universal.
Não estou dizendo que os problemas emocionais não existam.
Eles existem.
E merecem atenção, respeito e tratamento sério.
Mas também me pergunto se, em alguns casos, não estamos transformando dificuldades normais da vida em diagnósticos automáticos.
A tristeza virou doença.
A frustração virou síndrome.
A ansiedade virou identidade.
E a responsabilidade, curiosamente, parece ter desaparecido da conversa.
Muitos pais, sobrecarregados pelas próprias rotinas, acabam transferindo para a escola funções que antes pertenciam à família.
Esperam que a escola eduque.
Ensine limites.
Corrija comportamentos.
Resolva conflitos.
Forme caráter.
Desenvolva valores.
Enquanto isso, o professor recebe mais uma missão para sua coleção já bastante extensa.
Porque o professor moderno não é apenas professor.
Ele é educador.
Mediador.
Conselheiro.
Psicólogo informal.
Assistente social improvisado.
Pacificador de conflitos.
Especialista em tecnologia.
Preenchedor de relatórios.
Participante de reuniões.
Executor de projetos.
E, quando sobra algum tempo, tenta ensinar a matéria.
A escola de antigamente tinha seus defeitos.
Muitos.
Mas existia uma compreensão mais clara sobre papéis e responsabilidades.
Hoje, frequentemente, o professor precisa justificar uma nota, uma advertência, uma cobrança e até mesmo uma orientação pedagógica.
A autoridade tornou-se suspeita.
A disciplina tornou-se questionável.
E a exigência acadêmica muitas vezes parece competir com uma cultura que valoriza resultados rápidos sem esforço proporcional.
O mais curioso é que aqueles que raramente entram numa sala de aula costumam ter opiniões muito firmes sobre o trabalho de quem está lá todos os dias.
— Professor reclama demais.
— Tem muitas férias.
— Trabalha poucas horas.
Quem diz isso normalmente vê apenas o horário da aula.
Não vê as correções.
Não vê os planejamentos.
Não vê os relatórios.
Não vê os cursos.
Não vê as formações.
Não vê as noites preparando atividades.
Não vê os finais de semana organizando conteúdos.
Não vê a exaustão silenciosa acumulada ao longo dos anos.
E, principalmente, não vê o desgaste emocional.
Porque ensinar nunca foi apenas transmitir conhecimento.
Ensinar é lidar diariamente com expectativas, conflitos, desafios e realidades completamente diferentes.
Há professores que chegam em casa carregando problemas que não cabem nos livros didáticos.
Problemas de alunos.
Problemas de famílias.
Problemas do próprio sistema.
Falando em sistema, este merece um capítulo especial.
A cada ano surgem novas plataformas.
Novos formulários.
Novos procedimentos.
Novas exigências.
Novas metas.
Novas estatísticas.
Novos indicadores.
Parece que tudo muda.
Exceto aquilo que realmente deveria melhorar.
E assim o professor segue.
Preenchendo documentos.
Participando de reuniões.
Atualizando sistemas.
Respondendo questionários.
Enquanto tenta encontrar espaço para aquilo que deveria ser o centro de tudo: ensinar.
O resultado é um profissional cada vez mais cansado.
Mais pressionado.
Mais responsabilizado.
E, muitas vezes, menos valorizado.
Ainda assim, algo impressionante acontece.
Apesar de todas as dificuldades, milhares de professores continuam entrando em sala de aula todos os dias.
Continuam acreditando.
Continuam tentando.
Continuam explicando pela décima vez o mesmo conteúdo.
Continuam incentivando quem quer aprender.
Continuam estendendo a mão para quem precisa.
Continuam lutando contra a maré.
Talvez porque saibam de uma verdade simples.
Sem professores não existem médicos.
Não existem engenheiros.
Não existem advogados.
Não existem cientistas.
Não existem administradores.
Não existem governantes.
Não existe profissão alguma.
Todas passam primeiro pela carteira de uma sala de aula.
Por isso, quando alguém pergunta se ainda existe solução para a educação, respondo que sim.
Mas ela não nascerá de um único decreto, de uma nova plataforma ou de mais um discurso otimista.
Ela surgirá quando família, escola, sociedade e governo compreenderem que educar é uma responsabilidade compartilhada.
Até lá, o professor continuará fazendo o que sempre fez.
Entrará em sala.
Respirará fundo.
Abrirá o diário.
Preparará a aula.
E seguirá tentando iluminar caminhos.
Mesmo quando o próprio caminho parecer cada vez mais escuro.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
Há jovens que já não seguem ideias.
Seguem emoções.
Seguem raiva.
Seguem frases feitas como quem segue tambores numa noite escura.
Erguida como um elo entre a poeira da terra e a eternidade do céu, a Acrópole não é apenas um monumento de pedra, mas o eco perene de uma humanidade que ousou tocar o divino através da razão.
Reno Fioraso
Amo aqueles que não sabem viver a não ser como quem declina, pois são os que passam.
Amo os grandes desprezadores, porque são os grandes reverenciadores, e flechas de anseio pela outra margem.
Amo aqueles que não buscam primeiramente atrás das estrelas uma razão para declinar e serem sacrificados: mas que se sacrificam à terra, para que um dia a terra venha a ser do super-homem.
Não tenho os cabelos loiros, a pele branca, assim como não tenho um corpo franzino de traços delicados…
Sou uma mulher inteira, verdadeira, do tipo que te levanta se quiseres não mais estar caído, parceira pra vida…
Daquelas que briga com você por você mesmo.
Uma mulher rara, que se entrega quando ama sem medo do desconhecido, daquelas que gosta de preparar a comida e fazer um arranjo no prato, só para ver a pessoa com cara de bobo do tipo, foi pra mim que você fez?
Possuidora de um coração gigante, mas que fica pequenino com a dor de um igual.
Minha beleza é rara, exala pela pele, como o perfume de uma roseira que transcende a planta invadindo a janela da alma e inebriando quem ousar sentir o aroma que dela exala.
Que seja eterno como todo grande amor devia ser. E se não for, que seja ao menos Repleto de afeto. E se não for, que seja ao menos amor! Eu acho que o amor, mesmo que não seja eterno, sempre deixa uma marca terna em nossos corações. Que cada experiência de amor, seja ela breve ou duradoura, nos ensine algo valioso sobre nós mesmos e sobre a vida. O importante é vivenciar o amor com sinceridade e intensidade, independente da sua duração. Ufa! Me deu vontade de namorar.
Coisa de Gente.
Alexandre Sefardi
Ninguém nasce sabendo tudo, que cresce sabendo, se não souber, como eu faço? Busca saber, assim vai demonstrar os interesses.
Por que não existe meio-termo: Se você escolhesse para comer maçã boa e ruim, não tem como assumir o meio-termo, dependerá do que você gostar ou interessar as opções.
Cartas que Não Enviei
Se amar fosse um erro,
eu colecionaria pecados como estrelas,
cada batida do peito uma confissão
escrita em tinta invisível.
Cada carta guarda um segredo:
o tremor da mão ao traçar teu nome,
a saudade que se disfarça de ponto final,
o “eu te amo” escondido entre as linhas
como quem tem medo de ser lido inteiro.
E eu, a mais sortuda dos errantes,
continuo escrevendo sem selo,
sem endereço, sem coragem de enviar...
porque entregar-te o coração
é o único erro que eu faria
mil vezes, sem pedir perdão.
A verdadeira liberdade não é reescrever o ontem ou dominar o amanhã, mas flutuar pelas eras como um espectro invisível, descobrindo que o tempo todo fomos feitos apenas para observar a beleza do fluxo.
Reno Fioraso
