Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Eu ainda te amo
Nao como que procura
sua presença no escuro
Mas com sentimento profundo
Eu te amo quem olha seus olhos
E busco sua alma que me atravessa
Com calma, sem pressa
Perdemos as palavras
Perdemos o abraço terno
Que eu oferecia sem cálculo
E sua palavras cada vez mais curtas
E nada fluidas anunciam
Que o nosso amor não te mobiliza
E eu te pinto com tinta preta
Uma imagem de luto
Onde estão as juras de amizade eterna?
Nada mais resta.
Estou sozinha em silêncio
No despontar do anoitecer
E minha casa é meu refúgio
Um solo impenetrável
Onde reflito minha existência humana.
Eu me basto, mas meus lábios
São vazios sem os seus
Eu quero introspecção
Silêncio que se entente
Você quer expansão
Viva social
E em meio a muitos
Eu me sinto habitante
De outro ecossistemas
Estamas separados por anseios de vida
E nada espero de ti
A não seus olhos que me observam
E a distância de nossos lábios
Eu te amarei na memória
Você procura ação
Eu anseio vida privada
Isso nao me faz mais pobre
Eu converso comigo
Você conversa com o público
Eu não deixei de te amar
Amo na distância
E seus olhos olham os meus
E nosso boca se tocam em silêncio
E à distancia
Sei que nunca seremos indiferentes
E na noite de hoje
Sonho com diferenças serenizadas
E o encontro de nossos lábios
Mostras que somos todos iguais
E nos encontramos em nossos corpo
E saberemos que fomos amados
Apesar do mundo
Apesar de nós dois
O amor quer pele
O amor não quer razão
Unidos pelo desejo inconsciente
De sermos um
Em um mundo caótico
O meu amor está aqui
Entre desejo e ponderação
Olhe-me, simples mulher caseira.
E te abraçarei profundamente
E te curarei da razão.
Eu não sou palco
Eu não sou plateia
Eu sou o amor puro
Que sua alma reconhece.
Ainda que você negue.
O amor é abstração
E nada espera,
O amor não é humano.
É um pedaço de divina
Na esfera terrestre.
Eu te amarei sem nada esperar.
Ao dormir eu lembrarei dos seu olhos.
Seguirei em frente como que carrega
O segredo do universo.
Sou uma lágrima nua d’Ele, causada pela solidão do mundo. Mas não sou importante como a causa do choro, sou a consequência de sua tristeza. Ele me chorou por estar só, e eu nasci, não porque ele queria que eu existisse, mas existo em prol a sua existência, existo sem liberdade, estou preso a algo ou alguém que não vejo e nem sinto. Em favor da dor d’Ele estou aqui, não sou seu fruto, sou seu caminho, não tive o sopro de vida, não tenho glória.
Deus não abençoa nada que está no erro, mas, como um Pai Amoroso, está sempre disposto a derramar Sua Graça Eterna sobre aqueles que, com humildade, buscam a correção sincera, guiados pela Sua Verdade e sustentados pelo Seu Amor.
A flor não deixa de ser bonita por causa dos espinhos.
Assim como a vida não perde o seu brilho
por causa das pessoas que nos machucam.
Amizade
Sem procurar, sem pensar.
Ela aparece.
Aparece de não sei onde, e não sei como.
Mas, a amizade que vinga, é a verdadeira amizade.
Amizade é sentir pelo próximo um afeto, um carinho.
É querer bem, é desejar o melhor.
É sorrir para vê-lo sorrir, é curtir um dia de chuva.
Ouvir uma música e nem perceber que a chuva continua a cair.
É saber fazer de um instante, um momento para sempre.
E depois guardar na tua memória.
"A intensidade emocional, não depende do tempo, depende de como as coisas acontecem e de como essas coisas se tornam inesquecíveis."
Uma borboleta entrou na minha casa
como quem não pede licença,
mas traz recado.
Veio leve…
pousou no silêncio da sala
e, sem dizer palavra,
falou direto com a minha alma.
Talvez não fosse só asa e cor.
Talvez fosse transformação
batendo à minha porta,
me lembrando que o casulo
não é prisão —
é preparo.
No espiritual, ela sussurra:
“Ciclos se encerram.”
No emocional, ela abraça:
“Você sobreviveu.”
Veio dizer que o peso não é eterno,
que a dor não é morada,
que o inverno não impede
a primavera de acontecer.
Entrou como sinal,
como visita invisível de esperança,
como quem diz:
— Você já não é quem era.
E isso é milagre.
A borboleta foi embora.
Mas deixou em mim
asas que eu ainda estou aprendendo a abrir. 🦋
Nos meus momentos de quietude e solidão eu ouço minha própria voz. Não há como fugir de mim mesma quando estou só. Neste momento tudo faz sentido, tudo se encaixa como num jogo de quebra cabeça com todas as peças.
Pensamentos não faltam mas como falar?
É a falta de coragem, o nervosismo e o pavor da reação das pessoas que nos faz muitas vezes desistir
"Ela sumiu… mas deixou um eco em mim."
Ela apareceu como quem não queria nada,
mas meu mundo inteiro quis tudo dela.
A franja nos olhos, a sombra no olhar,
o jeito de quem vivia em outro tempo
num silêncio que gritava mais que mil vozes.
Me mostrou a parte mais bonita do mistério o gótico, o calado, o profundo.
E eu, como quem encontra abrigo numa música, me escondi naquela presença.
Mas depois… sumiu.
Sem aviso, sem explicação.
E deixou uma pergunta que nunca calou
foi real ou foi miragem?
Hoje eu entendo.
Ela vivia duas versões dela mesma:
A que eu vi pura, densa, quase etérea.
E a que ela escondia talvez quebrada, talvez cruel, talvez com medo.
Mas não foi mentira.
Foi só um encontro entre dois mundos
eu procurando verdade, ela fugindo da própria sombra.
E mesmo com essa dor,
eu não me arrependo.
Porque ela me marcou
não só como alguém,
mas como ideia, como símbolo, como vento.
Agora, sou eu comigo.
Mais forte, mais alerta, mais inteiro.
E se um dia ela voltar,
vai me encontrar não como antes,
mas como alguém que não se perde mais em fantasmas.
Agora somos um, por ter-mos tantas coisas em comum: Como a chuva e a vidraça, corda e nó que não desata, barco que segue a luz do farol. Como a lenha e a fogueira, a criança e a brincadeira, jogador e futebol. Sem você eu não sou nada. Sou a rua sem calçada, sou a lua, sem a luz do sol...!
A vida se divide em fases: igual a lua. Mas, assim como ela, não importa por qual fase se está passando. O mais importante é jamais deixar de brilhar, até mesmo quando passamos por uma fase escura. Por isso, brilhe sempre em todas as suas fases. Porque assim como a lua, você é, e está sempre MARAVILHOSA...!
Moça do cabelo cacheado
Não me magoe na incerteza
A mais bela das rosas és
indomável como a natureza
E sua natureza dominou meu coração
Sim, ela é bela como as estrelas
Mas se ela for o sol, cuidado pra não se queimar.
Aprendemos a não brincar com fogo, mas foi as regras do teu jogo, que descongelou meu coração
Teu coração também é de gelo, diz que o amor é passageiro e tem medo da ilusão.
Ah moça, se tu soubesses, que eu te amo a ponto, de amar os seus defeitos e aceitar os teus apelos, eu morava em teu coração, eu ia bem ligeiro. Me aceites agora ou nunca,
me olhes como olho a lua, eu só quero teu coração.
Te quero moça indomável, então não mate o querer que te quer bem.
Vem agora pro meus abraço
E me abraça também.
Impetuosa
Eu não estou aqui.
Já faz um tempo, mas não estou aqui.
É como se minha consciência pairasse
em outro lugar.
Enquanto isso, o meu corpo se encontra fixado no tempo,
onde há folhas mortas e paredes desbotadas.
O céu está como jornais molhados — quase pingando, querendo cair.
E eu... um ser tricotômico,
que se iguala a mais uma natureza: o êxtase do momento.
Meus olhos, cheios de água, não aguentam tamanha tristeza que o céu expõe.
Se expande em mim léguas e léguas, mas não há horizontes, pois não sei pra onde ir.
Como voltar pra casa, se já não me sinto em casa dentro de ti?
Minha vida...
Entendo o tempo lá fora.
O que há em ti que me abrigue de volta?
Por onde me levará o meu caminho, se ando perdido?
Sem horizonte, sem mulher e sem direção.
Ela vem...
Ela vem como quem não quer muito,
e sim o suficiente para apaziguar suas emoções.
Por dentro da janela, eu a espio nervosa,
como se fosse a única maneira de retribuir através da dor.
Sem se importar com o que virá depois,
ela simplesmente se derrama na cidade cinzenta,
onde pessoas andam como cápsulas vazias em meio ao temporal.
A chuva cai, e em meu coração troveja...
trazer pra vista o que não se traduz
há coisas que não cabem em palavras,
como o silêncio entre dois olhares,
ou o peso leve de uma saudade que não se nomeia.
há gestos que falam mais do que a língua alcança,
como o toque que diz “fica”
sem nunca ter dito “vem”.
trazer pra vista o que não se traduz
é como tentar mostrar o cheiro da infância,
o som da ausência,
a cor de um pensamento que nunca foi dito.
é desenhar com vento,
escrever com pele,
falar com olhos.
é fazer do sentir uma linguagem,
mesmo que o mundo não saiba ler.
porque há verdades que só o coração entende,
e há presenças que só se revelam
quando o verbo se cala.
Não use ninguém como muleta emocional pra se sentir vivo
reconstrua-se sozinho,
mesmo que devagar,
mesmo que as mãos tremam
e o silêncio doa.
Historia, não drama
Minha ansiedade me acompanha
como um ruído constante,
um alerta que nunca desliga,
e junto dela
o medo de exagerar,
de sentir demais,
de parecer dramática
por simplesmente sentir.
Ela nasceu cedo.
Entre olhares atentos demais,
expectativas grandes demais,
e a sensação de que sentir
era sempre exagero.
Cresci ouvindo
que tinha tudo.
Casa, cuidado, conforto,
um berço chamado de ouro
— como se isso anulasse
qualquer vazio que coubesse em mim.
Quando doía,
não era dor:
era drama.
Quando eu reclamava,
era vitimismo.
Aprendi cedo
a engolir sentimentos
antes que alguém dissesse
que eu estava exagerando.
Meus irmãos gritavam mais alto,
quebravam mais coisas,
ocupavam mais espaço.
O do meio, o mais difícil,
recebeu colo em excesso,
atenção dobrada,
como se o amor fosse um prêmio
para quem dá mais trabalho.
E eu?
Fiquei quieta.
Aprendi a merecer afeto
sendo fácil.
Sendo compreensível.
Sendo grata.
Mesmo quando algo em mim
pedia socorro —
em silêncio.
Hoje, no amor,
minha ansiedade aparece
com cuidado demais,
palavras medidas,
e o medo constante
de ser intensa demais.
Não é ciúme,
é receio.
Não é cobrança,
é medo de perder.
Carrego um receio silencioso
de depender,
porque no fundo
ainda busco validação
como quem pede permissão
para existir
sem pedir desculpas.
Já disse a ele
sobre meu medo de abandono.
Não nasceu agora.
Veio de casa.
Veio das vezes em que fui ouvida
só quando não incomodava.
Tenho amor,
mas também tenho feridas.
Tenho entrega,
mas carrego alertas.
Não sei sempre explicar
nem organizar o que sinto,
e ainda assim
sinto —
mesmo com medo
de parecer dramática.
Não quero amar por carência.
Não quero ficar por medo.
Quero escolher.
Inteira.
Mesmo ainda aprendendo
a confiar
que meus sentimentos
não são exagero,
são história.
