Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Distante, do RIo, me sinto um pouco traidora. Como uma espécie de avó que não assiste o próprio parto da filha, não escuta o primeiro choro do neto. Minha obrigação era estar lá, espiando o céu, junto com os outros, interpretando o barulho dos trovões, ou se não houver trovões, apurando o olhar e o ouvido para detectar por outros indícios a tristeza ou a esperança.
Se você planta indiferença não tem como colher outra coisa se não a indiferença, mas se planta amor boa safra terá.
Não tenho a menor ambição de tornar-me um educador: não pretendo, como um déspota, "conduzir ou guiar" ninguém e muito menos limitar caminhos de quem tem imaginação tão promissora. Pretendo, antes, ser um PROFESSOR: o indivíduo que professa algo, que alimenta o espírito crítico com seu conhecimento, permitindo ao semelhante um encontro com sua liberdade e identidade única!
Não sonho em lecionar para sujeitos que se comportam como alunos! Estes, como o próprio vocábulo apregoa, são pobres infelizes “sem luz” e que podem, para o bem ou para o mal, ser dirigidos por “iluminados” tirânicos. Sonho sim em ter, sob minha responsabilidade, estudantes, que, - oh, redundância absoluta! -, estudam e compreendem o mundo por si próprio.
Como eu estou? Como sempre. Sofrendo por dentro, mas sorrindo. Sentindo-me como se não fosse, e nunca fosse ser, boa o suficiente para nada e nem ninguém. Com vontade de gritar de agonia, mas sabendo que não vai fazer diferença nenhuma. Querendo chorar até pegar no sono, e acordar só quando tudo estivesse melhor. Torcendo para que um dia as coisas melhorem, e que esse dia não demore a chegar. Morrendo um pouco mais a cada minuto, mas sem deixar ninguém saber. Nada além da normalidade.
Tenho fãs melhores e em maior número do que mereço. Não entendo como nem porque, mas agradeço a Deus. Quem começa a trabalhar comigo sempre se surpreende. Acho sintomática esta surpresa e cumprimento todos os "de fé" com um piscar de olhos imaginário: nós conhecemos a força da teia que tecemos. Silenciosamente.
Azar teve Eddie Van Halen. Nunca fez minha cabeça o som dele (pelo contrário, foi um dos motivos que me fizeram achar o baixo um instrumento mais interessante do que a guitarra em 87), mas reconheço sua maestria. Um gênio. Foi um cara seminal na revolução que colocou uma guitarra no quarto de cada adolescente americano nos anos 80 (ok, depois as guitarras viraram computadores, mas isso é outro papo, outra década).
Aquele roquenrrou pirotécnico ficou espremido entre o nervo exposto do grunge e o atleticismo musical de caras como Joe Satriani e Steve Vai. Sufocado entre uma postura mais visceral e outra mais cerebral. É assim na vida e na arte: ciclos, movimentos pendulares, ondas que vêm e vão. Injustificável é que os fãs do Eddie tenham se calado. É raríssimo, hoje em dia, alguém dar crédito ao cara pela influência que teve.
faça uma prece pra Freud Flintstone
acenda uma vela pra Freud Flintstone
sacrifique o bom senso no seu altar
...
esqueça a prece pra Freud Flintstone
acenda a fogueira pra Freud Flintstone
vamos queimá-lo vivo, enterrá-lo vivo
(*) Cazuza cantou que seus heróis morreram de overdose. Imagino que se referisse a Jimi, Jim, Janis... Atemporal, a canção fala das meninas Amy e Cássia, dos bateristas Boham e Moon, dos baixistas Pastorius e Lynnot. Metafórica, ela fala dos carros de James Dean e Albert Camus, dos voos de Steve Ray Vaughan e Buddy Holly, dos mistérios de Robert Johnson e Jeff Buckley, dos absurdos disparos-para-o-coração de Lennon e Cobain. Prematuras, estas mortes condenam os mitos à vida eterna. Todas têm um pouco de encenação da Paixão de Cristo. Adorados, os posters ficarão para sempre imitando crucifixos na "parede da memória".
Há heróis que continuam por aí, fazendo de conta que o tempo não passa (Jagger/Richards e McCartney, por exemplo). E há aqueles que, de uma forma ou outra, em um momento ou outro, saltaram do bonde (o bonde chamado desejo?). É pensando nestes que escrevo: os caras que me ensinaram a ser jovem e estão me ensinando a envelhecer.
Joni Mitchell encheu o saco da forma como as mulheres são vistas na indústria cultural e foi pintar. Bjorn Borg achou que era muita pressão ter que acertar todas as bolas e foi errar um pouco na vida. Leonard Cohen raspou o cabelo e foi ver de perto qualé a do budismo. Roger Waters ergueu, demoliu e cantou (não necessariamente nesta ordem) seu próprio muro. Dylan por várias vezes saltou do bonde (a primeira: depois do acidente de moto em 66; a mais recente: o mergulho no trabalho, na Never Ending Tour).
O que há de comum nestes exemplos? Eles acharam que o solo estava muito duro, seco demais para receber sementes? Acharam que a esponja não absorveria mais nada por estar molhada demais? Pode não haver nada em comum, eu posso estar forçando a barra... mas realmente acho que estes caras assumiram as rédeas, traçaram os próprios rumos. Parece pouca coisa? Só para quem nunca fez isso.
09ago2011
Fofoca não tem toca.
Ela vem, vai e volta.
Na mente, entra como agulha afiada.
Da boca, sai como espinha engasgada.
No disse me disse, feriste quem te disse.
Mais sábio é o som da foca;
do que a palavra da fofoca.
Um amor como o de Rony e Hemione. Um amor que não vise interesse, que aprenda a respeitar as diferenças e que se importe mais com o que há por dentro do que com o que há por fora. Um amor sincero, puro, onde a base de tudo é a amizade e a confiança. Um amor onde um é cúmplice do outro, que faz de tudo pelo outro, e que protege o parceiro antes mesmo de proteger a si mesmo. Um amor que entre pra história.
- Fala bichinho, me diz o que você sente. Não seja como esses adultos bobos que mentem. Você sofre ? você tem um amor ? ah, claro se você sofre é por que você tem um amor.
Não consigo me entender… como posso decorar a senha do meu msn, orkut, twitter, tumblr, 9876543211234567890 letras de músicas cumpridíssimas, datas importantes, nomes de artistas internacionais com uma pronúncia e escrita dificílimas, piadinhas de mau gosto, apelidos que coloco nos meus amigos, mas quando se trata de uma simples fórmula ou cálculo eu não lembro de jeito nenhum?
Peraí, peraí… então o problema não está no meu cérebro…
O PROBLEMA TÁ NA FÓRMULA! Há, sempre soube disso!
“Eu gostava de você, eu o amava como nunca tinha amado ninguém. Mas não sei se você não percebeu, mas essas palavras estão no passado, no presente você mal existe. E no futuro? Bom, o futuro a MIM pertence...”
A imaginação é como um passarinho que tem asas,mas ainda não sabe usa-lás corretamente, mas com fruto do seu esforço começa voar a lugares que nunca imaginou antes alcançar.
Não digas como eu pareço
Na verdade, sou o contrário
Do que mostra a aparência
Avalia-me pelo avesso
Lá estará minha essência
Não tem como descrever, a falta que eu sinto de você, é algo insuportável e que eu devo suportar, é algo fora do comum. É ótimo te amar e triste imaginar que não posso te tocar. É em você que eu me acho, é em você que eu vejo minha felicidade. Te vejo transparente, me vejo espelhada em você e sem você meu mundo perde o rumo, meu coração já bate com esperanças de te ver, de poder dizer que não estou sozinha, quero um dia poder dizer que estou ao lado de quem eu amo, quero um dia dizer que vou me encontrar com você, quero que você saiba que todo meu amor é pra voce, só você!
É melhor ter o amor como um mandamento, pois assim estaremos cumprindo uma lei, e não teremos dores para sofrer.
O teu amor me sustentará, a tua graça não me faltará, como um selo gravado em meu coração, tua vontade em mim se cumprirá, o teu amor me sustentará a tua graça me bastará, atravessarei os desertos subirei as montanhas se preciso for pra te seguir Senhor...
